23.03.25
NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 22 de Março de 2025.
NOTA: Por motivos de relevância temporal, este Sábado será uma Saída.
As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados (e, ocasionalmente, consecutivos), o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais e momentos.

Quem lê este nosso 'blog' há já algum tempo certamente saberá que, tirando o ocasional àparte ou exemplo, o autor do mesmo tenta, ao máximo, manter-se anónimo e impessoal, deixando que sejam as próprias memórias nostálgicas a assumir o protagonismo. No entanto, certas ocasiões pedem uma abordagem mais personalizada, e seria impossível deixar passar em claro o trigésimo aniversário de um evento ainda hoje recordado com carinho por quem redige diariamente estas linhas.
A data era 21 de Março de 1995, Dia da Árvore, e o autor cumpria os últimos meses da sua instrução primária, quando ele e as restantes crianças da sua turma de uma escola do centro de Lisboa tiveram a ocasião de plantar uma árvore no canteiro directamente à saída da sua sala de aula, e que dividia os patamares de cada sala da área de recreio. Tratava-se de um pinheiro manso, o qual se encontra ainda na mesma localização, e visível da rua, embora hoje algo obscurecido por novos edifícios construidos entre o portão traseiro da escola e a referida área de recreio. E embora tal evento já tenha, quiçá, sido esquecido pela maioria dos colegas de turma da época, não restam dúvidas de que se tratou de um momento marcante para aquele grupo de crianças de nove a dez anos, que se sentiram sem dúvida importantes graças à sua simbólica mas efectiva contribuição para a preservação da ecologia no terreno escolar; o autor, por exemplo, anotou cuidadosamente este evento no diário que então mantinha, demonstrando grande (e natural) entusiasmo com o evento.
Como esta terão, sem dúvida, existido centenas de outras histórias semelhantes de Norte a Sul de Portugal, já que – como aqui anteriormente referimos – os anos noventa representaram a época de maior esforço de sensibilização para a ecologia entre as crianças e jovens, um desiderato para o qual as iniciativas alusivas ao Dia da Árvore constituíam um pretexto perfeito. Terá, pois, havido um sem-número de turmas da instrução primária (e talvez até mais velhas) a 'pôr as mãos na massa' com acções deste tipo, tanto à época como nos trinta anos subsequentes, e a criar assim memórias duradouras ao mesmo tempo que ajudava a manter o balanço natural e a pureza do ar; nada melhor, pois, do que recordá-las, no 'rescaldo' imediato de mais um Dia da Árvore, através de uma história pessoal, aparentemente insignificante, mas bem representativa do que representava esta data nas escolas primárias nacionais de finais do século XX.


