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Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

07.03.26

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos e acessórios de exterior disponíveis naquela década.

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Era quase um ritual de passagem para jovens do sexo masculino: 'fazer peito', trocar 'galhardetes' e, se necessário, partir mesmo para a 'porrada', normalmente por via de murros, pontapés ou luta corpo-a-corpo no chão, sempre rodeado de uma 'claque' de colegas a 'gozar o prato'. E, apesar de este tipo de reacção ser normalmente mais associada aos rapazes, o elemento feminino tão-pouco ficava imune, sendo comum ver duas raparigas engalfinhadas numa luta de estaladas e puxões de cabelo, ou até, no caso das famosas 'maria-rapaz', em despique com um colega masculino, que se via, assim, obrigado a defender a sua honra – afinal, havia poucas coisas tão embaraçosas para um rapaz da época como perder uma luta com uma rapariga...

Sim, a 'porrada' (mais ou menos sincera, sendo muitas provocações mais 'fogo de vista' do que outra coisa qualquer) era parte integrante da vida quotidiana da geração 'millennial', como já o havia sido das anteriores; e, embora não fosse o melhor meio de passar um Sábado aos Saltos (a menos, claro, que os despiques fossem amigáveis e pré-combinados) terá, ainda assim, ajudado a resolver muitas disputas entre amigos e inimigos, e servido para solidificar o estatuto de muitos rapazes e raparigas no seio do seu grupo social – embora, invariavelmente, resultasse também em castigos para quem era apanhado...

Infelizmente (ou talvez felizmente) esse é um paradigma que parece mesmo ter-se alterado com a transição da geração 'millennial' para a Z. Numa era em que a violência é desencorajada, a segurança nas escolas e clubes de actividades muito mais apertada, e os conflitos resolvidos com palavras e na presença de um adulto, é pouco provável que a 'porrada', enquanto rito social, continue a ser prevalente por muito mais tempo. Ainda assim, é difícil acreditar que não continue a haver jovens que, à revelia e longe dos olhares dos adultos, ainda se dediquem a umas boas sessões de 'porrada' 'à moda antiga', numa espécie de 'Fight Club' juvenil; afinal, há aspectos inerentes à natureza humana que nenhuma convenção social pode mudar, e a necessidade de os elementos masculinos se afirmarem junto dos seus pares é certamente uma delas...

08.02.26

NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Sábado, 07 de Fevereiro de 2026.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos e acessórios de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Na última edição desta rubrica, recordámos os aviões de brincar, enquanto que, há já algum tempo, dedicámos algumas linhas aos veículos electrónicos a pilhas, tão populares nos primeiros anos da expansão e globalização tecnológica; agora, neste novo 'post' duplo, chega a vez de relembrarmos um brinquedo que combinava na perfeição os dois elementos abordados nos 'posts' supracitados, e que, como tal, era capaz de entreter durante largos minutos no decurso de um Domingo Divertido, ao mesmo tempo que servia para 'fazer vista' e inveja aos amigos da rua num qualquer Sábado aos Saltos.

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E inveja é mesmo o termo correcto, já que – apesar de não estar afiliado a qualquer licença nem ser lançado por nenhum dos fabricantes de brinquedos mais famosos da época – o produto em causa era cobiçado por todos quantos o viam, e gozado em pleno por quem tinha a sorte de possuir um. Isto porque só faltava mesmo aos aviões 'jumbo' a pilhas levantarem vôo, estando todos os restantes elementos representados, e de forma tão realista quanto era possível para um brinquedo à escala – a saber, as escadas desciam e retraíam-se, as luzes das asas piscavam, e até mesmo o padrão lento e concêntrico que a maioria dos aviões adoptam ao circular na pista era relativamente bem recriado pelos movimentos do brinquedo. A juntar a tudo isto havia ainda a tradicional função de mudança de direcção ao bater num canto – 'marca registada' deste tipo de brinquedo – que servia como 'cereja' no topo de um 'bolo' por demais apelativo para as crianças daquela época.

De facto, o apelo destes aviões era intemporal o suficiente para podermos afirmar que, ao contrário da maioria dos produtos de que falamos nestas páginas, os mesmos talvez conseguissem despertar o interesse das novas gerações, criadas em ambiente digital, mas que, ainda assim, não ficam imunes a luzes, sons e efeitos chamativos, que este brinquedo possuía 'a rodos', e que utilizava de forma perfeita para atrair os 'pais' dessas mesmas gerações, quando tinham a mesma idade...

25.01.26

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 10 e Domingo, 11 de Janeiro de 2026.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

A par dos barcos e dos inevitáveis carrinhos, os aviões de brincar eram outro dos tipos de veículos à escala populares nas décadas anteriores à revolução digital – na qual se incluem, claro, as últimas duas do século XX, bem como os primeiros anos do centénio seguinte. E porque a versão 'alada' dos não menos icónicos carros telecomandados – no caso, os aviões de modelismo – eram caros e muitas vezes complicados de montar e operar, a maioria das crianças ficava-se pela versão 'analógica' (ou de controlo manual), em plástico colorido, disponível em qualquer loja de brinquedos, drogaria ou, muitas vezes, até mesmo na loja dos 'trezentos', embora neste caso numa variante bastante mais 'manhosa'.

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Capazes de proporcionar bons momentos tanto num Sábado aos Saltos como num Domingo Divertido (desde que, claro, houvesse espaço suficiente no quarto ou no corredor de casa) os aviões de brincar – fossem com ou sem fio – apelavam ao tipo de imaginação que se vai perdendo com a massificação das tecnologias digitais, permitindo à criança imaginar-se piloto de um caça, hospedeira de bordo, ou até (para os mais 'preguiçosos') passageiro de um avião a jacto a caminho de um destino paradisíaco. O tipo de 'faz-de-conta', portanto, que qualquer criança aprecia, e que tão importante é na fase de crescimento e conhecimento do Mundo – e, neste caso, conseguido com recurso apenas a um pedaço de plástico colorido mais ou menos aerodinâmico, num exemplo perfeito do tipo de diversão simples e descomplicada cada vez mais rara nos dias que correm, mas que tão emblemática é daquela era mais inocente da existência humana, em que nem tudo se encontrava perpetuamente ao alcance das pontas dos dedos, e era preciso utilizar a imaginação para simular por si próprio qualquer experiência menos habitual...

17.01.26

As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados (e, ocasionalmente, consecutivos), o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais e momentos.

Hoje em dia, a compra de mobiliário e acessórios para casa em Portugal é praticamente sinónima com duas grandes superfícies multinacionais – a IKEA e a Leroy Merlin. Antes da entrada de qualquer destas companhias em Portugal, no entanto, existiam já diversas opções de cunho cem por cento nacional, algumas das coisas existentes (e resistentes) até aos dias de hoje, e outras – infelizmente – 'abafadas' pelo domínio dos dois 'gigantes' internacionais, ou de outro modo extintas 'antes de tempo'.

Deste último grupo, destaca-se o Kit-Market, outrora uma loja de referência no tocante à aquisição de móveis, mas que, nos anos da viragem do Milénio, perdera já muita da influência e renome que tivera na década anterior, muito por culpa das outras companhias de que falaremos neste artigo. Ainda assim, durante a última década e meia do século XX, a cadeia fundada em 1985 e sedeada no Centro Comercial das Olaias, em Lisboa, conseguiu ainda encontrar o seu público, não só devido à proposta à época inovadora (tendo basicamente sido o antecessor nacional da IKEA, oferecendo mobiliário desmontável que cabia ao cliente construir), como também pelo 'design' jovem e arrojado das peças (algumas com alusões a elementos como fechos 'éclair') e ainda à diversidade de produtos vendidos, que se estendiam a acessórios de moda, de entre os quais se destacavam as pulseiras pretas, muito do agrado do emergente público gótico nacional.

Apesar do sucesso, no entanto, o Kit-Market tomou, nos primeiros anos do século XXI, a decisão consciente de não travar uma luta desigual com a IKEA, encerrando funções voluntariamente e passando a sua base de clientes para a loja-mãe, a Dimensão (hoje DimensãoNova). E o facto é que aqueles anos da viragem do Milénio representaram mesmo o auge da companhia, que diversificava a sua oferta, sagrava contractos com 'designers' internacionais, e expandia o alcance da sua marca com numerosas filiais em regime de 'franchise' – isto além, claro, de oferecer móveis que aliavam a qualidade e o 'design' a preços competitivos e apelativos, permitindo à Dimensão tornar-se um dos dois grandes nomes do comércio de mobiliário em Portugal.

O outro, claro, era a Moviflor, conhecida pelo seu maior foco na publicidade (com alguns anúncios ainda hoje icónicos, um dos quais com a participação de Herman José, no papel do seu clássico personagem 'Estebes') e que, em todos os restantes aspectos, competia com a Dimensão, ainda que a sua oferta se focasse um pouco menos no 'design' do que o da concorrente, oferecendo peças mais simples e neutras e um modelo comercial mais centrada na revenda do que no fabrico próprio que caracterizava a Dimensão. Ainda assim (ou talvez como consequência disso) a companhia conseguiu lutar 'taco a taco' com a rival até 2014, ano em que – tal como o Kit-Market anteriormente – acabaria por encerrar face à concorrência da IKEA, com a agravante de, ao contrário da subsidiária da Moviflor, ter tentado fazer frente ao gigante sueco, naquela que foi uma luta previsivelmente desigual mas que ainda durou mais de uma década.

É, pois, fácil ver como a chegada da multinacional em causa ao nosso País veio causar um rombo no mercado do mobiliário, obrigando as principais empresas nacionais a encerrar actividades (como o Kit-Market ou a Moviflor) ou a mudar o seu foco (como foi o caso da Dimensão e também da pioneira e hoje septuagenária Altamira). Quem viveu os últimos anos do século XX e inícios do seguinte, no entanto, terá certamente memória de visitar estes espaços com os pais, em busca de móveis para a sala ou quartos, e de ver os seus anúncios na televisão, no intervalo dos seus programas favoritos, tornando-os assim parte integrante da memória nostálgica da geração 'millennial' nacional, e merecedores de espaço neste nosso 'blog' nostálgico.

12.01.26

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 10 e Domingo, 11 de Janeiro de 2026.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

O dealbar da era tecnológica, e correspondente globalização do mercado de peças, fez dos anos 80 e 90 a era de ouro para a inserção de funcionalidades 'digitais' em brinquedos de outro modo tradicionais, dando azo a produtos tão icónicos e característicos da época como os carros telecomandados, bonecos e bonecas falantes, papagaios repetidores, flores dançarinas, pistolas espaciais ou veículos com luz e som, entre inúmeros outros. Deste grupo fazia, também, parte a categoria de produto abordada neste 'post', e que, como a maioria das supramencionadas, podia ser utilizada tanto dentro de casa, para um Domingo Divertido, como no decurso de um Sábado aos Saltos – embora, neste caso, fosse necessário ter cuidado para evitar acidentes ou danos ao brinquedo, sendo preferível escolher uma área segura, como o quintal de casa.

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(Crédito da foto: OLX)

Falamos dos robôs electrónicos, a maioria dos quais contava com movimento, efeitos de luz e até, em certos casos, voz sintetizada – características que, naquele dealbar da era digital, em que tudo era novo e excitante, os tornavam instantaneamente em brinquedos desejáveis e dignos de cobiça. Até mesmo os robôs mais simples e simplistas – como o representado no filme 'Toy Story' eram adições honrosas a qualquer quarto de criança (portuguesa ou não só) e motivo de interesse certo aquando da visita de amigos, ou durante um Sábado aos Saltos de sol, sozinho ou na companhia dos mesmos.

Tal como muitos outros produtos abordados nestas páginas, também os robôs de brincar viram, eventualmente, passar o seu 'momento', à medida que os interesses das crianças e jovens se viravam cada vez mais para o mundo digital e interactivo. Ainda assim, os mesmos permanecem, hoje em dia, símbolo de uma era mais simples, em que um brinquedo com movimento e alguns efeitos sonoros embutidos era suficiente para não só manter entretida uma criança durante largos períodos, mas ter lugar de destaque entre todas as suas posses.

27.12.25

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Os anos 90 foram pródigos em produtos e brinquedos que 'toda a gente queria', e que, se encontrados debaixo da árvore de Natal, eram motivo para reacções alucinantes. Nas linhas abaixo, recordamos apenas cinco dos mais icónicos, sem nenhuma ordem em particular.

- Consolas

TkZghvN25z7dxCK4YyM5dY-1200-80.jpgDo Game Boy (a 'preto e branco' ou a cores) à Mega Drive, Sega Saturn, Nintendo 64 ou DreamCast, passando pelas duas PlayStations ou apenas pela icónica 'família' de consolas piratas conhecidas como 'Family Game' era raro o Natal em que pelo menos uma consola não marcasse presença na lista de prendas desejadas - normalmente, a que mais recentemente chegara ao mercado, ou aquela para a qual eram lançados os jogos mais 'badalados'. E, como se pode constatar pela lista acima reproduzida, os anos 90 representaram um dos períodos áureos para o desenvolvimento de tecnologias interactivas caseiras, com muitos e bons sistemas a 'dividirem' a lealdade dos entusiastas de videojogos, tanto na época natalícia como em ocasiões como os anos.

- Tamagotchi

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Foi uma das 'febres de recreio' por excelência no período pós-Tazos e 'diabolos', e interrompeu inúmeras aulas da primária à faculdade com os inconfundíveis sinais sonoros de que o bichinho virtual se encontrava mal-disposto, ou de que era preciso limpar a área onde 'vivia'. Foi, também, substituto 'virtual' para um animal de estimação de 'carne e osso' para muitas crianças, portuguesas e não só - pelo menos até se acabarem as pilhas, ou até deixar de ser item obrigatório no recreio da escola. E apesar de, em Portugal, a 'febre' ter passado quase de um dia para o outro, o Tamagotchi e respectivos 'imitadores piratas' mantiveram-se como parte da cultura popular de outros países até aos dias que correm, tendo a franquia celebrado recentemente os seus vinte e cinco anos de existência.

- Furby

download (3).jpgA 'evolução natural' da 'febre' Tamagotchi, os Furbies não só serviam como animais de estimação 'virtuais' como também de peluches físicos - isto para além de falarem e se mexerem. Uma espécie de cruzamento entre um peluche 'normal', um Tamagotchi e um papagaio repetidor (outro brinquedo muito popular na mesma época) estes 'bicharocos' alienígenas apenas tinham contra si o facto de algumas crianças os acharem levemente perturbadores, ainda que estas se contassem apenas por minoria. Tal como os Tamagotchis, no entanto, o 'momento' dos Furbies passou de forma mais do que repentina, e, poucos anos após o seu 'auge', os mesmos eram já recordados apenas como uma 'tolice' nostálgica dos anos de infância dos 'millennials' portugueses e não só.

- Brinquedos 'Grandes'

438228047.jpgDa casa da Barbie até aos castelos do He-Man ou da LEGO, aos veículos de Action Man e GI Joe ou ao exemplo mais famoso - o icónico barco pirata da Playmobil - os acessórios e cenários de grandes dimensões ligados a franquias conhecidas eram, inevitavelmente, alvo de cobiça, embora os preços normalmente proibitivos os remetessem inevitavelmente para a categoria de desejos de Natal (ou anos). Ainda assim, para quem tivesse a sorte de receber um destes exemplares, estava garantida não só a diversão como também a capacidade de se 'gabar' e 'exibir' o novo brinquedo junto dos colegas da escola - uma oportunidade que nenhuma criança deixaria passar em branco, fosse à época ou nos dias que correm.

- Bicicletas, 'Skates', Trotinetes e Patins

images (2).jpgForam, durante décadas, o epítoma de presentes 'caros' e desejáveis, um paradigma que ainda se mantinha em finais do século XX, quando uma bicicleta BMX ou um par de patins em linha se encontrariam provavelmente perto do topo de uma lista de presentes de Natal. A natureza intemporal destes presentes, e o facto de se manterem relevantes durante múltiplos anos (pelo menos até deixarem de servir ao 'dono') tornava-os também investimentos inteligentes a longo prazo, fazendo com que fossem, se possível, ainda mais apetecíveis para a criança ou jovem médio, tanto em Portugal como um pouco por todo o Mundo.

Estes são, claro, apenas alguns dos muitos presentes icónicos cobiçados pelos jovens lusitanos das gerações 'X' e 'millennial', nascidos e crescidos naquela que talvez tenha sido uma das melhores épocas da História moderna para ser criança, dado o volume de produtos entusiasmantes para essa faixa etária disponíveis no mercado de então, prontos para figurar como 'figura de proa' de qualquer carta ao Pai Natal.

15.12.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 13 e Domingo, 14 de Dezembro de 2025.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

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O Rebound, o exemplo mais conhecido deste tipo de brinquedo.

Numa já distante edição desta rubrica falámos dos carros telecomandados, uma daquelas prendas de Natal ou anos que nenhum rapaz (nem muitas raparigas) de finais do século XX desdenharia. No entanto, como sucede com tantos outros tipos de produtos, nem todos os carros a pilhas disponíveis no mercado gozavam do mesmo estatuto junto do público-alvo; e, nesse aspecto, existia uma sub-categoria que facilmente se destacava das restantes, e se tornava alvo de entusiásticas 'marcas' nos catálogos de Natal da época – os carros 'todo-o-terreno'.

Não pretendemos, com este termo, falar apenas de carros com rodas mais grossas ou reforçadas; antes, procuramos lembrar um tipo muito específico de veículo teleguiado, capaz de subir obstáculos naturais e até de se virar sobre si próprio sem cair, graças às enormes rodas que ocupavam ambas as laterais do seu 'chassis', num formato mais tarde popularizado pelos veículos do jogo 'Rollcage', da Psygnosis - uma descrição já de si auto-explicativa, não sendo preciso entrar em maiores detalhes sobre a razão para estes veículos fazerem as delícias de qualquer pré-adolescente com gosto por este tipo de brinquedo. E a verdade é que eram vários os exemplos de carros teleguiados com esta configuração importados para o mercado nacional pela icónica Concentra, com destaque para o Tyco Rebound, o mais popular exemplo do género, e que ilustra este 'post'.

Tal como sucedeu com os seus congéneres, no entanto, também os 'quinze minutos' destes carros se escoariam, levados na 'enxurrada' digital da viragem do Milénio. Quem viveu aqueles tempos mais inocentes na idade correcta, no entanto, certamente recordará ter tido – ou desesperadamente querido – um destes 'todo-o-terreno', tão capazes de proporcionar um Domingo Divertido como de participar nas aventuras de um Sábado aos Saltos...

30.11.25

NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Sábado, 29 de Novembro de 2025.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Clássicos, simples e divertidos – eram assim alguns dos melhores brinquedos dos anos 90, daqueles que qualquer jovem da época lembra com saudade. E os dois produtos (vagamente relacionados) que abordamos em mais um 'post' duplo de fim-de-semana faziam, certamente, parte desse lote, combinando características irresistíveis para a maioria das crianças e jovens, e fazendo por merecer a atenção dessa demografia.

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Falamos dos soldados rastejantes e pára-quedistas, dois brinquedos que, para além da temática militar, partilhavam também um elemento de 'acção' independente ou automática que os tornava tão adequados para um Domingo Divertido como para serem companheiros de 'aventuras' durante um Sábado aos Saltos. O segundo, em particular, beneficiava consideravelmente em ser utilizado no exterior, devido às potencialidades trazidas pela acção do vento sobre o seu pára-quedas, mas também o primeiro podia ser colocado a rastejar no jardim, sobre um muro ou até na rua, criando assim uma situação mais 'realista' do que o simples avanço sobre a alcatifa ou madeira do chão de casa.

A simplicidade de ambos estes brinquedos ajudou, também, a garantir a sua longevidade – embora, como sucede com tantos outros produtos abordados nestas páginas, o interesse em ambos seja muito mais reduzido do que era naquela época áurea de finais do século XX. Ainda assim, quem quiser adquirir um destes dois brinquedos (ou mesmo ambos), para mostrar aos filhos o que divertia as crianças do seu tempo, pode ainda facilmente fazê-lo – embora deva ficar a ressalva de que, como com qualquer outro produto de apelo nostálgico, existe o 'perigo' de acabar por ser o progenitor a brincar com a nova 'prenda', tal como fazia há três décadas atrás...

16.11.25

NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Sábado, 15 de Novembro de 2025.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Apesar de este 'blog' se focar, sobretudo, em temas ligados à infância e adolescência durante os anos 90, já anteriormente aqui dedicámos espaço a alguns dos mais populares brinquedos para bebé da época. É, precisamente, aos produtos destinados a essa faixa etária que regressamos este fim-de-semana, para falar de um produto capaz de propiciar tanto um Domingo Divertido a bebés na primeira infância, como um Sábado aos Saltos aos seus irmãos mais velhos: os jogos de argolas para empilhar.

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De função primariamente sensorial e didáctica (permitindo ao bebé praticar movimentos de retirada e colocação, aprender a discernir os tamanhos, e potencialmente até ficar a conhecer melhor as cores através de um processo de associação) estas argolas, cujo expoente máximo era o conjunto da Fisher-Price, também se prestavam a um tradicional jogo de pontaria, com o poste central como alvo – uma proposta a que poucas crianças, mesmo fora da demografia-alvo do brinquedo, seriam capazes de resistir, fosse dentro de casa, no quarto, fosse mesmo na rua, na companhia dos amigos, com cada um a atirar à vez.

O único potencial problema prender-se-ia, nesta instância, com o choro de um bebé infeliz, a quem o irmão, irmã, primo ou prima mais velha havia tirado o brinquedo para os seus próprios fins, e respectivo 'raspanete' e castigo por parte dos adultos responsáveis pela criança em causa – algo que muitos dos jovens em causa estariam dispostos a 'arriscar' face à ideia de um bom e velho jogo de 'tiro às argolas'. E a verdade é que, paradoxalmente (ou talvez não) estes conjuntos da Fisher-Price e da Chicco eram mais resistentes e de melhor qualidade que os equivalentes para crianças mais velhas, tornando pouco surpreendente a 'usurpação' supramencionada, e tornando-os num dos primeiros brinquedos memoráveis da vida de muitos 'X', 'millennial' e até alguns 'Z' portugueses.

02.11.25

NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Sábado, 01 de Novembro de 2025.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Já aqui em ocasiões passadas falámos dos 'bonecos' (ou figuras de acção, para lhes dar a denominação moderna), das variantes maiores dos mesmos (como os Action Man) e das tradicionalíssimas e ainda hoje comercializadas bonecas Barbie (e respectivas 'imitadoras'). E apesar de termos também devotado algum espaço a 'castelos' e outros cenários para os mesmos, ficou por abordar uma outra vertente bastante frequente e popular em linhas deste tipo, e que tanto podia proporcionar aos donos um Sábado aos Saltos como um Domingo Divertido – os veículos.

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O jipe do Action Man era um dos melhores exemplos deste paradigma.

Isto porque, apesar de muitos brinquedos deste tipo serem meramente 'decorativos', não tendo qualquer função especial, outros havia que podiam ser utilizados fora do contexto das brincadeiras; os veículos com rodas, em particular (como o famoso carro da Barbie ou o jipe do Action Man) tendiam a ser grandes o suficiente para poderem também ser utilizados no exterior, quer puxados por um fio, quer simplesmente empurrados com a mão por sobre um muro ou parapeito, tal como seriam no chão do quarto. Assim, quem possuísse estes brinquedos podia, facilmente, incorporá-los nas brincadeiras de rua de um fim-de-semana de sol, ou levá-los de 'passeio' até à mercearia ou supermercado – embora, neste caso, fosse necessário ter cuidado para evitar danos causados por terrenos mais acidentados. Não admira, pois, que este tipo de brinquedo estivesse entre os mais cobiçados no tradicional catálogo de Natal, como presente de anos, ou simplesmente numa visita 'de circunstância' ao hipermercado; afinal, apesar de consideravelmente caros, os mesmos serviam uma função 'dois-em-um' a cujas potencialidades que nenhuma criança (da época ou mesmo dos dias de hoje) era capaz de ficar indiferente...

 

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