07.03.26
Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos e acessórios de exterior disponíveis naquela década.

Era quase um ritual de passagem para jovens do sexo masculino: 'fazer peito', trocar 'galhardetes' e, se necessário, partir mesmo para a 'porrada', normalmente por via de murros, pontapés ou luta corpo-a-corpo no chão, sempre rodeado de uma 'claque' de colegas a 'gozar o prato'. E, apesar de este tipo de reacção ser normalmente mais associada aos rapazes, o elemento feminino tão-pouco ficava imune, sendo comum ver duas raparigas engalfinhadas numa luta de estaladas e puxões de cabelo, ou até, no caso das famosas 'maria-rapaz', em despique com um colega masculino, que se via, assim, obrigado a defender a sua honra – afinal, havia poucas coisas tão embaraçosas para um rapaz da época como perder uma luta com uma rapariga...
Sim, a 'porrada' (mais ou menos sincera, sendo muitas provocações mais 'fogo de vista' do que outra coisa qualquer) era parte integrante da vida quotidiana da geração 'millennial', como já o havia sido das anteriores; e, embora não fosse o melhor meio de passar um Sábado aos Saltos (a menos, claro, que os despiques fossem amigáveis e pré-combinados) terá, ainda assim, ajudado a resolver muitas disputas entre amigos e inimigos, e servido para solidificar o estatuto de muitos rapazes e raparigas no seio do seu grupo social – embora, invariavelmente, resultasse também em castigos para quem era apanhado...
Infelizmente (ou talvez felizmente) esse é um paradigma que parece mesmo ter-se alterado com a transição da geração 'millennial' para a Z. Numa era em que a violência é desencorajada, a segurança nas escolas e clubes de actividades muito mais apertada, e os conflitos resolvidos com palavras e na presença de um adulto, é pouco provável que a 'porrada', enquanto rito social, continue a ser prevalente por muito mais tempo. Ainda assim, é difícil acreditar que não continue a haver jovens que, à revelia e longe dos olhares dos adultos, ainda se dediquem a umas boas sessões de 'porrada' 'à moda antiga', numa espécie de 'Fight Club' juvenil; afinal, há aspectos inerentes à natureza humana que nenhuma convenção social pode mudar, e a necessidade de os elementos masculinos se afirmarem junto dos seus pares é certamente uma delas...




Do Game Boy (a '
A 'evolução natural' da 'febre' Tamagotchi, os Furbies não só serviam como animais de estimação 'virtuais' como também de
Da casa da
Foram, durante décadas, o epítoma de presentes 'caros' e desejáveis, um paradigma que ainda se mantinha em finais do século XX, quando uma bicicleta BMX ou um par de patins em linha se encontrariam provavelmente perto do topo de uma lista de presentes de Natal. A natureza intemporal destes presentes, e o facto de se manterem relevantes durante múltiplos anos (pelo menos até deixarem de servir ao 'dono') tornava-os também investimentos inteligentes a longo prazo, fazendo com que fossem, se possível, ainda mais apetecíveis para a criança ou jovem médio, tanto em Portugal como um pouco por todo o Mundo.



