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Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

02.01.25

Trazer milhões de ‘quinquilharias’ nos bolsos, no estojo ou na pasta faz parte da experiência de ser criança. Às quintas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos brindes e ‘porcarias’ preferidos da juventude daquela época.

Já aqui por diversas vezes falámos da apetência das crianças (independentemente da geração em que cresceram) para fazer barulho, seja por que meio fôr, e sob qualquer pretexto. Assim, não é de surpreender que uma das quinquilharias mais populares entre a juventude de finais do século XX se destinasse, precisamente, a esse fim.

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Utilizada sobretudo na noite de Ano Novo e durante a semana do Carnaval - alturas em que a sua funcionalidade e finalidade eram melhor aceites, dados os respectivos contextos, e de cujas gama de acessórios formavam parte integrante - as 'línguas-da-sogra' (não confundir com a bolacha do mesmo nome, clássico das praias portuguesas do mesmo período) eram um daqueles conceitos tão simples quanto genialmente apelativos, consistindo tão-sómente de um tubo de plástico do qual 'emergia' uma tira (ou língua) de papel, decorada com cores vivas ou mesmo desenhos, a qual se desenrolava mediante a aplicação de ar ao tubo de plástico, produzindo um som característico, semelhante ao de uma flatulência. O apelo deste brinquedo era, pois, não só evidente como duplo, já que o mesmo não só gerava um barulho divertido como também uma explosão de cor e efeitos visuais; junte-se a isso o preço eminentemente acessível deste produto, e estão reunidas as condições para tal 'quinquilharia' ter feito sucesso junto da juventude de um tempo mais simples, e em que era preciso bastante menos para divertir a criança ou jovem comum.

Tal como sucede com quase todos os produtos dessa época, no entanto, também a 'língua-da-sogra' se encontra hoje desaparecida do seu 'ambiente natural' de lojas de bairro, quiosques e papelarias (embora ainda possa ser comprada nos habituais sites 'vende-tudo' na Internet), e, por conseguinte, da consciência colectiva da juventude 'Alfa'. Para quem viveu momentos de diversão simples a soprar numa destas linguetas e a tentar não se rir do som produzido, no entanto, esta permanece sem dúvida como uma das muitas quinquilharias de infância lembradas com carinho e nostalgia em certas épocas do ano, e cuja memória é reavivada ao ler 'posts' como o que acabamos de concluir, no rescaldo de uma celebração que, há não muito tempo, teria sido, pelo menos em casas com crianças, tão pautada pelo som destes brinquedos como pelo de foguetes ou tampas de panela.

31.12.24

Porque nem só de séries se fazia o quotidiano televisivo das crianças portuguesas nos anos 90, em terças alternadas, este blog dá destaque a alguns dos outros programas que fizeram história durante aquela década.

Ao longo da década de 90, Herman José logrou tornar-se quase sinónimo com a programação de 'revéillon' portuguesa, mediante dois dos mais icónicos especiais de Ano Novo da televisão nacional - 'Crime Na Pensão Estrelinha', transmitido na passagem do ano de 1990 para 1991 e que fez História na RTP, e 'Hermanias Especial de Fim de Ano', emitido exactamente um ano depois, e mais centrado no formato de 'sketch' que, mais tarde, viria a encontrar grande sucesso como base da 'Herman Enciclopédia'. Estes dois baluartes da programação de 31 de Dezembro, em conjunção com a forte e continuada presença de Herman nos ecrãs nacionais (em programas como 'Roda da Sorte', 'Com A Verdade M'Enganas', 'Parabéns' ou 'Herman 98', além da própria 'Enciclopédia') fizeram com que o hiato de quase uma década do apresentador da grelha televisiva da Passagem de Ano mal se fizesse notar, parecendo Herman nunca ter deixado de acompanhar os Portugueses nessa efeméride. E no entanto, como se diz, 'tudo o que é bom chega ao fim', e essa confortável e familiar relação viria mesmo a terminar, há exactos vinte e cinco anos, por ocasião da histórica viragem simultânea do ano, século e Milénio.

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Seria, de facto, a 31 de Dezembro de 1999 que, sem o saberem, os telespectadores da RTP se despediriam do seu anfitrião de Ano Novo 'de sempre', o qual transitaria semanas depois para a 'concorrência' privada, nomeadamente para a SIC, onde chegaria a continuar a tradição mais alguns anos. Esse facto ajudou a dar ainda mais uma camada de significado a um título já pleno delas, fazendo com que aquela fosse 'A Última Noite' tanto do ano de 1999, do século XX e do Segundo Milénio como de Herman José na RTP. E a verdade é que o humorista não fez por menos, reunindo a sua habitual 'troupe' de amigos e conhecidos (bem como de alguns dos seus mais famosos 'bonecos') para ajudar os Portugueses a entrar no ano 2000 com boa disposição. A contar a História do Milénio que ora findava estavam, pois, Diácono Remédios, o famoso provedor da 'Herman Enciclopédia', e a não menos icónica Super Tia, que recebiam a visita tanto de figuras históricas do Milénio como de artistas musicais, a saber o maestro Pedro Duarte, Quim Barreiros, Claudisabel, Micaela e os Anjos, então ainda no auge da sua fama. O fim de uma 'era' ficava, assim, marcado de forma bem popular e típica por uma série de caras bem conhecidas e apreciadas pelo público televisivo português, naquela que acabaria por ser uma despedida não apenas de um ano, mas de um dos principais 'rituais' portugueses de finais do século XX, cuja última instância não podíamos deixar de assinalar, por altura do seu vigésimo-quinto aniversário. Para recordar esse histórico momento, abaixo fica o especial na sua íntegra, cortesia do 'suspeito do costume', o YouTube. Divirtam-se, e Feliz Ano Novo 2025!

30.12.24

Em Segundas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das séries mais marcantes para os miúdos daquela década, sejam animadas ou de acção real.

Já aqui dedicámos algumas linhas a 'Ficheiros Secretos', uma das mais icónicas séries de toda a década de 90, e que granjeou milhares de fãs também em Portugal aquando da sua transmissão no nosso País, pela mão de uma ainda 'jovem' TVI. No entanto, um episódio em particular apresenta relevância temporal e temática suficiente para ser isolado da série como um todo, e nos fazer revisitar o mundo dos agentes paranormais Fox Mulder e Dana Scully.

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Falamos de 'Millennium', o quarto episódio da sétima temporada do programa, cuja acção se passa, específica e declaradamente, na passagem do ano de 1999 para 2000, embora tenha passado originalmente nos seus EUA natais cerca de um mês antes, a 28 de Novembro, tendo por isso celebrado recentemente o seu vigésimo-quinto aniversário. E embora a trama em si seja mais uma de muitas histórias isoladas e centradas numa 'ameaça da semana', o episódio é, até hoje, lembrado pelos fãs da série por uma razão específica - nomeadamente, o facto de conter o primeiro beijo canónico entre a dupla de agentes protagonistas, o qual tem lugar na Times Square de Nova Iorque ao som das doze badaladas, oferecendo aos fãs da série um momento há muito aguardado e antecipado.

Esta não é, no entanto, a única particularidade digna de nota de 'Millennium', o episódio. Isto porque o mesmo constitui, primeiro que tudo, um 'cruzamento' com a série do mesmo nome, também produzida por Chris Carter - embora muito menos bem-sucedida do que a 'atracção principal' - e também transmitida em Portugal por alturas do evento homónimo (ainda que desta vez na RTP, por oposição à 'Quatro') e novamente em 2007, pelo canal Fx. É, aliás, por isso que Mulder e Scully encetam, durante a trama, uma colaboração com Frank Black, protagonista da 'outra' série (e que não deve ser confundido com o vocalista dos Pixies). Dada a relativa obscuridade de 'Millennium', no entanto, este aspecto acaba por ser 'eclipsado' pelo marcante e impactante momento canónico contido no episódio, não deixando ainda assim de constituir mais um motivo de interesse do mesmo.

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O momento em que os protagonistas das duas séries se encontram.

Quem não tiver 'programa' neste 'réveillon', ou prefira declaradamente passá-lo a ver televisão, não deve deixar de incluir este episódio temporalmente relevante na sua lista de Ano Novo (talvez por entre episódios homólogos de 'Friends' ou 'Seinfeld') e celebrar assim o vigésimo-quinto aniversário de um dos raros momentos marcantes do 'ocaso' de uma das séries mais memoráveis de finais do Segundo Milénio.

30.12.23

As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados (e, ocasionalmente, consecutivos), o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais e momentos.

De entre todas as tradições de Ano Novo, não só em Portugal como um pouco por todo o Mundo, os espectáculos de fogo de artifício (ou 'foguetes') estão entre os mais clássicos e emblemáticos. Nos anos 90 do século passado, a situação não era, de todo, diferente, e 'ver os foguetes' era já uma tradição de infância não apenas para a geração 'millennial', como também para as suas duas antecessoras. E porque, no nosso post sobre as passagens de ano daquela época, apenas dedicámos algumas linhas a esta pedra basilar de qualquer 'reveillon' nacional, nada melhor do que fazer dela tema central da nossa última Saída de Sábado de 2023.

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Nos anos 90, como agora, a maioria dos centros urbanos portugueses organizavam, pelo menos, um espectáculo de fogos de artifício, normalmente numa localização centralizada, onde o mesmo pudesse ser visto a alguma distância em redor; Lisboa, por exemplo, tinha-os geralmente junto ao Rio Tejo e na Alameda, espaços amplos e onde os 'foguetes' conseguiam deslumbrar os habitantes de vários bairros em redor, mesmo que estes não se encontrassem no local do evento - paradigma também aplicado em cidades como o Porto e Braga. Assim, para muitos jovens da época (e, ainda mais, dos dias que correm) nem sequer era preciso sair de casa para ver o espectáculo de luzes, sendo que, da varanda do prédio, apenas se ficava a perder a vertente sonora, em particular o acompanhamento musical que tendia a acompanhar os foguetes propriamente ditos. E mesmo quem não tivesse, da sua janela ou presencialmente, acesso a um destes espectáculos, podia ver excertos do mesmo na televisão, onde a maioria dos canais se dedicava já na altura a mostrar os fogos de artifício nas principais localidades do Continente e Ilhas.

Tal como a maioria das tradições de Ano Novo vigentes na época, esta foi uma vertente que pouco ou nada se alterou, continuando os fogos de artifício a fazer as delícias dos filhos, e até netos, das gerações que assistiram aos primeiros espectáculos deste tipo nos centros urbanos nacionais, nas últimas décadas do século passado...

28.12.23

Trazer milhões de ‘quinquilharias’ nos bolsos, no estojo ou na pasta faz parte da experiência de ser criança. Às quintas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos brindes e ‘porcarias’ preferidos da juventude daquela época.

A cerimónia da passagem de ano, ou 'reveillon', é caracterizada pelo seu ambiente de festa - o qual, tanto em Portugal como um pouco por todo o Mundo, é, por sua vez, marcado pelo barulho, alegria e animação. No caso do Ano Novo, esta atmosfera é grandemente auxiliada por uma série de acessórios, que a festa de 31 de Dezembro partilha com outra celebração portuguesa na 'outra ponta' do Inverno, o Carnaval.

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Exemplos modernos dos acessórios em casa.

De facto, das cornetas com 'serpentinas' e 'línguas da sogra' (não confundir com o bolo do mesmo nome) a adereços como óculos e cartolas, sem esquecer as tradicionais buzinas e tampas de panela, são muitos os acessórios tradicionalmente associados ao 'reveillon', não só em Portugal como um pouco por todo o Mundo, os quais, como é evidente, não deixam de fazer as delícias dos mais novos, sempre prontos a aproveitar qualquer desculpa para fazer 'algazarra' e barulho - situação, aliás, que não deverá apresentar grandes mudanças nos tempos que correm, sendo essa uma daquelas características inter-geracionais que resistem a todo e qualquer aumento da digitalização. Assim, quem tiver filhos, amigos ou parentes menores a festejar consigo o 'reveillon' talvez queira 'apetrechar-se' com um bom sortido dos acessórios em causa, tal como o faziam os seus pais quando eles próprios eram da mesma idade, em finais do século XX...

31.12.22

As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados (e, ocasionalmente, consecutivos), o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais e momentos.
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O dia 31 de Dezembro fica marcado pelo chamado 'Reveillon' - a festa de passagem de ano que, dependendo da zona do país ou até do agregado familiar, reveste uma série de actividades e tradições bastante distinta. E apesar de, hoje em dia, haver uma variedade bastante maior de opções de entre as quais escolher nesta data, os anos 90 não deixavam, eles mesmos, de possibilitar às crianças e jovens portugueses passagens de ano bastante distintas entre si.

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E se, para os mais novos, a data era normalmente passada em família (sempre bem acompanhados pelos especiais de Ano Novo televisivos e pelos tradicionais espectáculos de fogos de artifício comunitários vistos da varanda ou do jardim, e quiçá com direito a um pequeno gole de champanhe ou de outra bebida, quando já mais 'crescidinho') os jovens e adolescentes não deixavam de encontrar uma série de maneiras distintas de celebrar a entrada do novo ano, desde as tradicionais discotecas (para os mais velhos e/ou abastados) até às não menos típicas festas entre amigos (em casa de uns ou de outros, e sempre com comida e bebida à descrição) ou até algo mais 'aventuroso' e memorável, como o aluguer de uma casa onde passar um fim-de-semana inesquecível. Cada uma destas opções tinha, claro, as suas vantagens e desvantagens - as discotecas, por exemplo, eram menos intimistas e mais dispendiosas, mas permitiam 'ser visto', enquanto que os encontros entre amigos forneciam maior intimidade e liberdade em troca de um investimento bastante menor - tendo as mesmas de ser equacionadas na hora de escolher um plano em definitivo para o Ano Novo.

Qualquer que acabasse por ser a 'táctica' adoptada, no entanto, os 'reveillons' dos anos 90 e 2000 acabavam, invariavelmente, por ser tão ou mais marcantes do que os actuais - até por ser bastante menos fácil 'alinhavar' planos e combinar encontros. É em memória desses anos, e com um olho sempre no futuro, que queremos desejar aos nossos leitores umas excelentes entradas em 2023. Feliz Ano Novo!

28.12.21

NOTA: Devido à relevância temporal específica do tema abordado no post de hoje, iremos excepcionalmente trocar a ordem das Terças Tecnológicas e Terças de TV. Os posts sobre tecnologia regressam no novo ano - para já, desfrutem deste post sobre um dos programas de passagem de ano mais marcantes dos anos 90.

Porque nem só de séries se fazia o quotidiano televisivo das crianças portuguesas nos anos 90, em terças alternadas, este blog dá destaque a alguns dos outros programas que fizeram história durante aquela década.

Quem passou 'reveillons' e noites de passagem de ano em casa durante os anos 90 e 2000 (fosse por escolha ou por motivos de idade ou falta de pecúlio monetário), certamente se habituou a passá-las na companhia de Herman José. O humorista, que à época gozava de estatuto de figura maior no campo do entretenimento televisivo 'made in Portugal', conseguiu que a sua imagem ficasse, também, associada à produção televisiva específica para esta noite especial.

Esta associação,cimentada em anos subsequentes por espectáculos especiais das mais diversas índoles, teve a sua génese logo no início da década, altura em que Herman e a sua 'entourage' habitual (que ainda hoje mantém) lançaram aquele que é talvez a mais memorável de todas as produções de Ano Novo elaboradas pelo grupo: o inesquecível Especial de Ano Novo conhecido como Hermanias.

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Com génese no programa semanal do mesmo nome, exibido em meados dos anos 80 mas já de há muito extinto à época desta transmissão em particular, o Hermanias Especial de Ano Novo (que completa nesta noite de fim de ano exactos 30 anos) reviveu o nome por apenas uma noite, associando-o a um programa de humor ao estilo 'sketch' bem característico do que Herman e companhia vinham apresentado à época, e apresentariam ao longo da década seguinte.

Utilizando um espectáculo de Tony Silva (o famoso personagem de 'entertainer' latino do humorista) como elo de ligação entre os diferentes 'sketches', que não partilham de outro modo qualquer contexto, Hermanias Especial de Ano Novo apresenta todos os personagens mais famosos criados por Herman até à data, como José Severino ou José Estebes, e continha muitos momentos memoráveis, como a rábula da poetisa (com Rosa Lobato de Faria a troçar de si própria de forma magnífica) ou um falso anúncio tão convincente que pôs este que vos escreve, do alto dos seus seis anos, a pedir para ir ver o suposto espectáculo anunciado, aparentemente dirigido a crianças mas na verdade...de strip-tease! Entre todos estes momentos, do calibre a que Herman e companhia haviam habituado os seus espectadores da época, as horas até à passagem de ano 'voaram', e foi quase com pesar que os referidos espectadores viram terminar aquele que foi um dos mais memoráveis espectáculos de fim de ano da década - e, para dizer a verdade, também desde então.

Infelizmente, e apesar de Herman José (conforme referido acima) ter apresentado vários outros espectáculos de 'reveillon' ao longo da época, o momento criado por 'Hermanias' não mais se viria a repetir - pelo contrário, Herman permaneceria afastado da escrita humorística durante grande parte da década, antes de efectuar um dos regressos mais memoráveis e marcantes da televisão portuguesa. Desse, no entanto, falaremos noutra ocasião; para já, fiquem com algumas amostras daquilo de que os espectadores puderam disfrutar na passagem de ano de 1991 para 1992...

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