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Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

15.01.26

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

À entrada para o Terceiro Milénio, apesar de já prevalente em países como o Reino Unido ou os Estados Unidos, o conceito de sumo concentrado era, ainda, pouco disseminado em Portugal, onde os refrigerantes em lata e as clássicas garrafas ou 'caixinhas' de Sumol ou Compal (além dos bons e velhos sumos de frutas naturais) continuavam a constituir os principais meios de desfrutar de um refresco frutado. Tal paradigma viria a mudar, no entanto, com a chegada a Portugal de um dos baluartes deste tipo de bebida a nível internacional, ancorada por uma forte campanha de 'marketing' e publicidade que ocasionou, inclusivamente, 'jogo sujo' por parte de uma das supracitadas 'magnatas' do ramo em solo nacional.

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Falamos do Sunny Delight (ou apenas Sunny D), o popular 'quase-sumo' de 'quase-laranja' preparado adicionando uma pequena quantidade de concentrado a uma elevada quantidade de água para criar uma bebida que, apesar de ficar muito aquém de um sumo 'verdadeiro', prima pela practicidade e facilidade de preparação, e que, naquele remoto primeiro ano do século XXI, primava também pela novidade, já que nada do género havia alguma vez sido visto em Portugal. Não é, pois, de admirar que se tenha gerado entre as crianças e jovens uma pequena 'febre' em torno deste produto, com a curiosidade natural desta demografia a ser aguçada pelos factores supracitados, causando o desejo de experimentar esta bebida o quanto antes.

De facto, tal era a ameaça causada por este novo produto que a Compal se viu motivada a criar um anúncio em que ninguém menos do que Alexandra Lencastre 'manchava' o nome da Sunny Delight (sem, claro, nunca nomear a bebida) comparando a sua fraca percentagem de sumo (apenas 5%) e ingredientes artificiais com a fórmula natural da Compal. Uma táctica que roçava os limites da ilegalidade no tocante a publicidade a nível internacional, e que ficou na memória dos 'mais graúdos' como uma das 'jogadas' de marketing mais controversas de sempre em Portugal, não tendo sido surpreendente que tenha durado apenas uma 'semana de trabalho' (cinco dias úteis) antes de ser retirado para sempre das televisões nacionais.

A preocupação da produtora nacional era, aliás, infundada e exagerada, já que, um quarto de século volvido, as duas marcas continuam a dividir espaço nas prateleiras dos supermercados e hipermercados nacionais, e a encontrar públicos distintos e dedicados – exactamente como sucedeu quando, há pouco mais de vinte e cinco anos, surgia pela primeira vez em Portugal o concentrado que viria a motivar a posterior comercialização no País de bebidas como o Tang. E ainda que esta pequena homenagem ao seu quarto de século chegue com algum atraso (e na estação errada) não podíamos deixar passar em branco o aniversário da chegada a Portugal de uma das muitas novas marcas chegadas ao mercado português em finais do século passado e inícios do actual, e que acabaram por ganhar 'tracção' no seio do mesmo até aos dias de hoje.

18.12.25

NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2025.

Em quartas-feiras alternadas, falamos sobre tudo aquilo que não cabe em nenhum outro dia ou categoria do blog.

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

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A última década do século XX sobressai, à distância de trinta anos, como uma era de sensibilização para diversos assuntos até então relativamente ignorados e menosprezados, mas aos quais era importante – quase indispensável – começar a dar mais atenção. E, entre assuntos algo mais 'sérios' e impressionantes para a juventude da época (como as drogas, a SIDA, a fome em África ou os direitos das minorias) existiam também outros mais 'corriqueiros', com escala e impacto significativamente menores, mas que afectavam mais directamente o quotidiano das crianças e jovens, não só em Portugal como um pouco por todo o Mundo. Era o caso, por exemplo, da ecologia, ou do tópico que abordamos neste 'post' duplo, a nutrição infantil.

De facto, enquanto Jamie Oliver se preparava para revolucionar o sistema de refeições escolares inglês, em Portugal, era a Nestlé quem fazia por que, no País, houvesse Crianças Mais Saudáveis. Era este o nome dado ao programa desenvolvido pela produtora alimentar multinacional, em parceria com o Ministério da Educação, Ciência e Inovação, e lançado em Julho de 2000, com o intuito de sensibilizar crianças em idade pré-escolar e primária (concretamente entre os três e os dez anos) quanto à importância de uma alimentação equilibrada e saudável, através de uma série de iniciativas, eventos e desafios lúdico-didácticos levados a cabo em, e junto de, escolas de Norte a Sul do País – o que também teria qualificado esta iniciativa, potencialmente, para uma Saída de Sábado.

E o mínimo que se pode dizer é que a iniciativa se saldou num retumbante sucesso, dado facto de ter acabado de celebrar os seus vinte e cinco anos, no caso com um evento na sede da própria Nestlé, com a participação da turma vencedora do desafio deste ano. Um aniversário marcante para uma iniciativa meritória, e que, espera-se, continue por muitos anos a melhorar os hábitos alimentares de gerações vindouras, com o apoio daquelas (entretanto 'crescidas') que ajudou a 'aprender a comer'...

28.11.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 27 de Novembro de 2025.

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

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A versão moderna do doce encontra-se ainda disponível em muitos países.

'EU NÃO SOU BEBÉ, MAS QUERO BIG BABY!'

O anúncio pode, hoje em dia, não figurar no YouTube ou em qualquer outra rede social (pelo menos, não em versão portuguesa) mas quem ouviu o refrão certamente não o esqueceu. Num daqueles casos em que a publicidade era mais memorável que o próprio artigo, as 'chupetas' Big Baby – chupa-chupas contidos num invólucro em forma de biberão, e com uma saqueta de pó amargo para polvilhar por cima, a fim de obter um resultado semelhante ao dos icónicos chupas azedos – serão, talvez, mais recordadas pela geração 'millennial' portuguesa por essa 'viciante' melodia do que propriamente pelo produto em si, que nunca chegou a ter tanta tracção quanto os referidos chupas azedos, ou outros doces com 'artimanhas' especiais, como os chupas de anel, os Melody Pops ou os Push Pops.

A verdade, no entanto, é que, para quem gostava da dicotomia doce-azedo, estes chupa-chupas cumpriam perfeitamente a sua função, tendo ainda uma vertente de apelo visual, sempre importante para qualquer criança no momento de considerar adquirir ou não um produto. Pena, pois, que não se pudesse guardar o invólucro para uso posterior como 'caixinha' para 'quinquilharias', ou algo semelhante...

De ressalvar que, embora desaparecidos do mercado português, os Big Baby continuam disponíveis em países da América do Norte e Latina, nos quais sobrevivem há já mais de três décadas, presumivelmente apreciados pela juventude local. Deste lado do oceano, no entanto, este doce continua a ser, acima de tudo, uma vaga memória de um 'jingle' contagiante que finalizava um anúncio de dez segundos há quase trinta anos atrás...

'EU NÃO SOU BEBÉ, MAS QUERO BIG BABY!'

08.11.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 06 de Novembro de 2025.

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

Em edições anteriores desta rubrica, abordámos as duas tentativas da Danone de lançar uma bebida de iogurte líquida durante os anos 90 – tanto a bem-sucedida, e que dura até aos dias de hoje (o Dan'Up) como a mais obscura, e esquecida logo após a sua saída do mercado, no caso a B-Cool. Nada mais justo, portanto, do que analisarmos agora as propostas neste campo das duas grandes concorrentes da marca francesa durante esse período.

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Garrafas modernas de ambos os iogurtes.

Falamos do Yop, da Yoplait, e do Yoggi, da Longa Vida, precisamente os dois produtos a que a B-Cool e o Dan'Up procuravam retirar uma 'fatia' de mercado. Equivalentes em popularidade à época (sendo a escolha entre ambos, sobretudo, uma questão de preferência) ambos alimentaram toda uma geração no recreio da escola ou após actividades desportivas ou extra-curriculares, constituindo uma alternativa ou complemento portátil, relativamente saudável e bastante em conta aos típicos leite com chocolate, Bollycao, batatas fritas ou bolachas.

Embora ambos fossem precisamente o mesmo tipo de produto, não deixava, ainda assim, de haver diferenças entre eles, não só a nível dos sabores (onde o Yop se afirmava como mais 'esotérico', e o Yoggi mais tradicional e conservador) como da própria consistência, sendo a bebida da Longa Vida menos espessa, e 'descendo' assim melhor, deixando a vontade de tomar outra garrafa imediatamente a seguir à primeira. Já o Yop tendia a 'encher' ou satisfazer mais, com a sua textura algo mais espessa e sabor mais pronunciado. Conforme referimos acima, no entanto, a escolha entre uma marca ou outra tendia a ser uma questão de gosto (sendo que, lá por casa, o mesmo tendia sobretudo para o Yoggi, da Longa Vida.)

Curiosamente, enquanto o Yoggi 'soma e segue' no mercado nacional, o Yop, da Yoplait, desapareceu completamente das prateleiras portuguesas – e, mesmo no estrangeiro, é vendido apenas em garrafas de meio litro, não sendo já possível adquirir as icónicas 'garrafinhas individuais' que eram postas na mão dos 'X' e 'millennials' portugueses após a piscina, a equitação ou o treino de ginástica ou de artes marciais. Quem quiser reviver esses tempos, no entanto (ou continuá-los na geração seguinte) pode, ainda, encontrar as alternativas da Danone e Longa Vida no supermercado ou hipermercado mais próximo – talvez não exactamente igual, mas idêntico o suficiente para 'matar saudades'...

24.10.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 23 de Outubro de 2025.

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

Trazer milhões de ‘quinquilharias’ nos bolsos, no estojo ou na pasta faz parte da experiência de ser criança. Às quintas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos brindes e ‘porcarias’ preferidos da juventude daquela época.

Já aqui referimos, ao falar dos brindes dos ovos Kinder, de como uma figura em vinil ou borracha era um dos melhores tipos de brinde que se podiam adquirir, fosse nos referidos ovos, nos cereais, ou em qualquer outro tipo de produto alimentar. A francesa Danone – cuja presença e influência sobre a juventude dos anos 90 era tão grande ou maior do que a que detém sobre a mesma demografia nos dias de hoje – estava, aparentemente, bem ciente deste facto, pelo menos a julgar pelos brindes que incluiu em alguns dos seus produtos nos primeiros meses do novo século e Milénio, como forma de promover a sua nova linha de iogurtes líquidos dirigidos aos mais novos.

l.kdf3 009.jpgA linha completa.

Sob o estranho mas divertido nome de Uaga, a produtora de iogurtes propunha uma colecção de sete figuras, distribuídas por um total de quatro personagens distintos – no caso, um grupo de alienígenas de pele azul e visual 'radical', tão típico do período como as 'pranchas de surf' (ou, mais concretamente, 'skimboard') em que metade dos elementos do grupo surgiam 'empoleirados'. Curiosamente, um dos personagens, Uto (o 'brutamontes' de alivio cómico, de fisionomia e musculatura menos juvenil), surgia apenas numa 'pose para a fotografia', não dispondo da variante 'radical' a que os outros tinham direito; ainda mais curioso é o facto de não se tratar do vilão, Ruffo, que tinha as duas variantes 'da praxe'.

Por oposição à maioria das linhas de brindes do mesmo tipo (a começar pelas dos próprios Kinder Surpresa) os 'aliens' da 'família' Uaga (o herói homónimo, a 'namorada' Uaganni, e os supracitados Uto e Ruffo) dispunham de toda uma mitologia, criada – tal como os próprios personagens – pela filial portuguesa da agência de 'marketing' Young & Rubicam. No caso, os três heróis eram descritos como tendo super-poderes (entre eles a capacidade de falar com os animais ou atravessar objectos) derivados do consumo de uma 'protamina cósmica' nativa do seu planeta, Gute – e que, claro, eram motivo de inveja de Ruffo,o rival de Uaga, justificando assim o conflito entre as duas partes.

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O vilão da linha, aqui 'montado' na sua prancha de 'surf aéreo'.

Este enredo, que era apresentado nos primeiros anúncios relativos à gama de iogurtes, desdobrava-se, ainda, num jogo de computador (um brinde cada vez mais comum à época) o qual aqui terá direito a análise na próxima Terça Tecnológica. Para já, ficamo-nos pela apresentação das figuras e do próprio iogurte em si, naquele que, quase sem querer, acabou por se transformar num 'post' de Quinta-feira de vertente dupla, abrangendo tanto esta imaginativa mas esquecida linha de figuras como o produto alimentar que foram criadas para representar.

16.10.25

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

Numa edição anterior desta rubrica, falámos do B-Cool, a bebida 'esquecida' lançada pela Danone nos anos 90, e que nunca conseguiu romper a hegemonia partilhada da Longa Vida e da Yoplait no mercado dos iogurtes líquidos da época. A tentativa seguinte da marca, no entanto, lograria mesmo tornar a liderança 'tripartida', tendo conseguido manter-se no mercado até aos dias de hoje, e superar a longevidade de uma das concorrentes, cujo Yoggi desapareceu discretamente das prateleiras dos supermercados portugueses, permitindo a esta nova bebida tornar-se a 'número dois', logo atrás do Yop, e, eventualmente, a líder de mercado, quando também a Yoplait retirou a sua marca do mercado nacional.

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O formato da garrafa original, mais 'gorda' e atarracada do que o normal para iogurtes líquidos, ajudava a distingui-la da concorrência

O Dan'Up representa assim, hoje em dia, o último 'elo' àquela era passada, e aos produtos alimentares que, à época, faziam as delícias das crianças portuguesas. E apesar de já não ser exactamente a mesma bebida consumida com deleite pelas gerações X e 'Millennial', a premissa continua a ser semelhante – nomeadamente, misturar aveia e outros grãos à tradicional base láctea, aumentando assim o seu valor alimentício, e criando a nova bebida favorita de quem gosta de aveia ou espelta no iogurte.

Um conceito simples, mas que conseguiu tracção suficiente para estabelecer o Dan'Up no mercado português, como já havia sucedido em outras partes do Mundo, e ali o manter durante as três décadas seguintes. E apesar de, nos dias que correm, a concorrência ser bem mais apertada e diversificada, é de acreditar que este singelo mas icónico iogurte se mantenha ainda por muitos anos nas prateleiras nacionais, e continue a conquistar as papilas gustativas de sucessivas gerações de crianças e jovens .

27.09.25

NOTA: Este post é respeitante a Quinta-feira, 25 de Setembro de 2025.

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

De entre as sobremesas típicas de uma mesa portuguesa, a gelatina sempre esteve entre as mais populares junto dos mais jovens. Não é, pois, de admirar que as versões instantâneas desta mesma iguaria surgidas em Portugal na recta final dos anos 90 tenham 'caído no gosto' tanto dos 'putos' como dos seus pais, que podiam assim preparar uma surpresa aos filhos em poucos minutos, e com um mínimo de esforço.

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Uma das mais populares de entre estas gelatinas – talvez pelo esforço de 'marketing' que fazia, com um nome memorável e 'jingle' a condizer – era a Gelly-Já, da Alsa, à época a principal concorrente da líder de mercado Royal. Sem apresentar qualquer outro traço distintivo relativamente às outras gelatinas instantâneas disponíveis no mercado, a referida variante da gama da Alsa fazia-se mesmo valer dos elementos acima referidos para estabelecer o seu nome junto do público-alvo – estratégia que resultava em pleno, pondo miúdos e graúdos a entoar 'treme-tremeeee!', e levando a que esta 'palavra de ordem' fosse adoptada em outros contextos sociais, como quando alguém hesitava ou mostrava receio relativamente a uma qualquer situação. E embora seja mesmo este o grande legado da entretanto desaparecida Gelly-Já para a cultura 'millennial' portuguesa, o mesmo é, ainda assim, suficiente para valer a esta gelatina um lugar nesta nossa secção relativa aos alimentos mais populares entre a juventude portuguesa de finais do século XX.

 

07.09.25

NOTA: Este post é respeitante a Quinta-feira, 4 de Setembro de 2025.

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

Algumas ideias são demasiado perfeitas para não darem resultado – e, no que toca a produtos alimentícios processados, a criação de bolachas em forma de animais selvagens pode ser considerada uma delas. Afinal de contas, qual é a criança que consegue resistir a biscoitos em forma de elefante, girafa, leão, camelo ou macaco? Ainda mais quando cada embalagem contém, não apenas um, mas potencialmente TODOS estes animais, e ainda uma série de outras espécies?

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Não é, pois, de admirar que as bolachas Zoo (criadas e comercializadas pela alemã Leibniz) continuem a gozar de enorme sucesso não só em Portugal como um pouco por todo o Mundo, pesem embora as várias décadas passadas desde a sua introdução no mercado das bolachas secas. Mais – os biscoitos em forma de animal conseguem esta proeza sem quase ter alterado o seu grafismo ou receita, e mantendo totalmente intacto o conceito inicial.

Esta aderência à 'visão' original permite, por sua vez, que as bolachas Zoo atinjam não só o público infantil (para quem a surpresa de ver que animal se seguirá continua a constituir um factor de enorme apelo) mas também aqueles que, já adultos, procuram relembrar o sabor e experiência da infância, tornando estas singelas bolachas – uma espécie de 'Marias' ligeiramente menos doces e mais amanteigadas – um dos poucos elementos aglutinadores de gerações ainda presentes na sociedade portuguesa, unindo 'X', 'Millennials' e 'Z' em torno do icónico pacote amarelo, ansiosos por ver qual o próximo animal selvagem que terão o prazer de 'saborear'...

03.08.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 31 de Julho de 2025.

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

Trazer milhões de ‘quinquilharias’ nos bolsos, no estojo ou na pasta faz parte da experiência de ser criança. Às quintas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos brindes e ‘porcarias’ preferidos da juventude daquela época.

Embora as promoções e brindes fossem um dos grandes 'pilares' do comércio alimentício dirigido às crianças e jovens, a Olá tendia a demarcar-se das congéneres Matutano, Panrico, Cuétara, Nestlé, Kellogg's, Danone ou Longa Vida pelo facto de fazer pouco ou nenhum uso deste recurso. De facto, não há, mesmo até hoje, memória de um concurso promovido pela marca de gelados, e a única verdadeira instância de 'brindes' a acompanhar os seus gelados deu-se há exactos vinte e cinco anos, no primeiro Verão do Novo Milénio (ou último do anterior, dependendo da perspectiva.) É a essa iniciativa que dedicaremos mais este post duplo no Anos 90.

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Cartaz da Olá do ano 2000, com referência à promoção em causa.

À primeira vista, os Clikits nem pareciam ter grande interesse, sendo apenas uma variante do tradicional 'pauzinho' de madeira feita de plástico colorido e segmentado. Era apenas quando se ficava ciente das possibilidades destes paus que o génio da promoção se revelava. Isto porque os Clikits (disponíveis em dois dos gelados mais expressamente dirigidos a crianças, o Super Maxi e o Perna de Pau, bem como no tradicional gelado de laranja 'sem nome') podiam ser interligados para construir formas e padrões simples, mas ainda assim suficientes para divertirem qualquer jovem e incentivarem ao coleccionismo – além, claro, do maior consumo de gelados, por forma a conseguir mais pauzinhos para as suas construções. Uma estratégia inteligente, e que terá certamente visto aumentar os volumes de vendas dos gelados em causa ao longo daquele Verão.

Fica, pois, a dúvida sobre porque razão a Olá não voltou a tentar uma iniciativa deste tipo, preferindo regressar à sua estratégia clássica, com base no reconhecimento da marca e da respectiva qualidade. O facto de os Clikits não fazerem parte da memória nostálgica das gerações 'millennial' e 'Z' (os 'X' eram já um pouco 'crescidos') pode, no entanto, servir de indicação quanto à razão para tal tentativa não se ter repetido. Ainda assim, e apesar da curta duração, a promoção Clikits teve, sem dúvida, o seu valor, provando que – apesar de largos passos atrás das 'rivais' – a Olá era, também, capaz de levar a cabo algo deste tipo de forma relativamente bem-sucedida, e justificando esta breve recordação, no Verão em que se completa um quarto de século sobre a sua efémera presença no mercado nacional.

19.06.25

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

Uma das grandes curiosidades na aproximação de cada época balnear é saber que gelados a Olá vai adicionar ao seu já icónico cartaz. Seja qual fôr a abordagem – inovação, nostalgia, ou uma mistura de ambos – é certo e sabido que haverá sempre, pelo menos, um par de gelados novos no catálogo anual da marca. Neste ano de 2025, uma dessas atracções é uma versão em cone do icónico Perna de Pau – o que, por sua vez, justifica uma pequena 'revisão' das variantes deste gelado que a Olá introduziu (e fez desaparecer) nos anos da viragem do Milénio.

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A primeira destas, lançada em 1998, foi o Perna de Pau Mega – que, como o nome indicava, era tão-sómente uma versão gigante do clássico gelado de morango, baunilha e chocolate. Com cerca do dobro do tamanho de um Perna de Pau normal (aproximando-se mais às dimensões do não menos icónico Magnum) esta variação sobre o tema fez as delícias dos fãs desse ícone da Olá durannte os dois últimos Verões do século XX, antes de ser substituído, há um exacto quarto de século, pela outra variante que aqui abordaremos, nas próximas linhas.

Falamos do Perna de Pau Moeda, um gelado de 'sanduíche' em que o exterior era de chocolate, e o interior trazia o clássico recheio de morango e baunilha, permitindo assim saborear o velho favorito de forma nova e diferente. E a verdade é que esta proposta fez sucesso entre a juventude da época, a ponto de o Perna de Pau Moeda ter sido finalista da votação que, no Verão de 2024, acabaria por fazer regressar às arcas o também histórico Fizz Limão. Mesmo saindo derrotado, no entanto, a 'sanduíche' de Perna de Pau não deixou de contar com a lealdade dos seus fãs de há vinte e cinco anos, que até hoje esperam nova oportunidade de voltar a provar esta variante, descontinuada em 2003.

Qualquer que seja o formato em que é apresentada, no entanto, é óbvio que a tradicional e icónica 'fórmula Perna de Pau' encontrará sempre o seu público, nostálgico ou mais recente. É, pois, de esperar que, este ano, se vejam muitos cones 'piratas' nas mãos de miúdos e graúdos, em praias e localidades por esse Portugal fora...

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