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Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

13.02.26

NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026.

Trazer milhões de ‘quinquilharias’ nos bolsos, no estojo ou na pasta faz parte da experiência de ser criança. Às quintas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos brindes e ‘porcarias’ preferidos da juventude daquela época.

Ainda mais do que os estalinhos, eram o 'terror' de quem não gostava de 'sustos', surpresas ou barulhos repentinos, e que era obrigado a passar toda a ponta final de Fevereiro em constante alerta, não fosse alguém decidir rebentar uma delas nas proximidades; falamos, claro está, das tradicionais 'bombinhas' de Carnaval, um dos elementos mais icónicos e apreciados da época em causa entre as crianças portuguesas dos anos 90, e que se contaram entre as mais inevitáveis vítimas do acréscimo de vigilância e regras das duas décadas seguintes.

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Neste caso, no entanto, tais precauções eram justificadas, já que as 'raspas' e bombinhas constituíam, efectivamente, um perigo público, não só para quem circulava junto das mesmas quando eram largadas como também para o próprio utilizador, sendo muitas as variáveis que podiam 'correr mal' e levar a um fim mais ou menos trágico para uma brincadeira algo menos do que inocente. Assim, após inúmeras campanhas por parte de entidades como a PSP ou mesmo a RTP (que chegou a fazer uma reportagem sobre o assunto) não terem surtido o efeito desejado, a solução passou mesmo por retirar do mercado os engenhos explosivos carnavalescos, restringindo a utilização mediante a restrição do acesso aos mesmos. E se tal decisão resultou em Carnavais, regra geral, bastante mais calmos e com muito menos 'sustos', também é verdade que quem cresceu a largar estas bombinhas todos os meses de Fevereiro certamente sentirá nostalgia pelas mesmas sempre que se começam a ver, na rua, crianças mascaradas 'a rigor'...

08.02.26

NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Sábado, 07 de Fevereiro de 2026.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos e acessórios de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Na última edição desta rubrica, recordámos os aviões de brincar, enquanto que, há já algum tempo, dedicámos algumas linhas aos veículos electrónicos a pilhas, tão populares nos primeiros anos da expansão e globalização tecnológica; agora, neste novo 'post' duplo, chega a vez de relembrarmos um brinquedo que combinava na perfeição os dois elementos abordados nos 'posts' supracitados, e que, como tal, era capaz de entreter durante largos minutos no decurso de um Domingo Divertido, ao mesmo tempo que servia para 'fazer vista' e inveja aos amigos da rua num qualquer Sábado aos Saltos.

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E inveja é mesmo o termo correcto, já que – apesar de não estar afiliado a qualquer licença nem ser lançado por nenhum dos fabricantes de brinquedos mais famosos da época – o produto em causa era cobiçado por todos quantos o viam, e gozado em pleno por quem tinha a sorte de possuir um. Isto porque só faltava mesmo aos aviões 'jumbo' a pilhas levantarem vôo, estando todos os restantes elementos representados, e de forma tão realista quanto era possível para um brinquedo à escala – a saber, as escadas desciam e retraíam-se, as luzes das asas piscavam, e até mesmo o padrão lento e concêntrico que a maioria dos aviões adoptam ao circular na pista era relativamente bem recriado pelos movimentos do brinquedo. A juntar a tudo isto havia ainda a tradicional função de mudança de direcção ao bater num canto – 'marca registada' deste tipo de brinquedo – que servia como 'cereja' no topo de um 'bolo' por demais apelativo para as crianças daquela época.

De facto, o apelo destes aviões era intemporal o suficiente para podermos afirmar que, ao contrário da maioria dos produtos de que falamos nestas páginas, os mesmos talvez conseguissem despertar o interesse das novas gerações, criadas em ambiente digital, mas que, ainda assim, não ficam imunes a luzes, sons e efeitos chamativos, que este brinquedo possuía 'a rodos', e que utilizava de forma perfeita para atrair os 'pais' dessas mesmas gerações, quando tinham a mesma idade...

06.02.26

NOTA: Este 'post' é correspondente a Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2025.

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

Em Inglaterra e nos Estados Unidos, são conhecidas como 'Teddy Grahams', numa alusão dupla ao animal representado e ao tipo de bolacha de que eram feitos; no Brasil, chamam-se 'Fofys' ou 'Circus'; em Portugal, no entanto, nunca tiveram nome definido, sendo apenas identificadas como aquilo que eram. Falamos, claro, das 'bolachas de ursinhos', entretanto desaparecidas do mercado, mas que fizeram as delícias das gerações mais novas nos anos 90 e 2000.

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Disponíveis em dois sabores, facilmente identificáveis pela cor da embalagem – amarela para as 'normais' e azul-escura para a variante de chocolate – as referidas bolachas partilhavam com as Zoo, da Leibniz (populares durante o mesmo período) a combinação irresistível de bom sabor com um conceito diferente e atraente – afinal, qual é a criança, ainda hoje, que resiste a comer algo em forma de animal estilizado? O tamanho diminuto dos 'ursinhos' permitia, também – como acontecia com as Zoo – 'encher a mão' com várias bolachas ao mesmo tempo, as quais se podiam depois comer uma a uma ou 'enfiar' dentro da boca em conjunto, sempre sem complexos de culpa, já que uma bolacha 'normal' correspondia a pelo menos três ursos.

Uma combinação de factores que não podia deixar de as tornar favoritas das crianças e jovens da altura, e que faz ponderar o porquê de as 'bolachas de ursinhos' terem desaparecido do mercado português com o passar dos anos, ficando a certeza de que, caso voltassem, decerto não deixariam de agradar a toda uma nova geração que 'herdou' dos pais e avós o gosto por produtos semelhantes e ainda hoje existentes, como as referidas bolachas Zoo. Algo em que pensar para as principais companhias produtoras de bolachas nacionais à entrada para mais um ano...

03.02.26

A década de 90 viu surgirem e popularizarem-se algumas das mais mirabolantes inovações tecnológicas da segunda metade do século XX, muitas das quais foram aplicadas a jogos e brinquedos. Às terças, o Portugal Anos 90 recorda algumas das mais memoráveis a aterrar em terras lusitanas.

Os anos finais do século XX viram surgir, no mundo dos lançamentos interactivos, um sub-género muito próprio, que propunha 'apimentar' jogos de simulação automóvel com violência e elementos de combate ao estilo dos filmes de acção e ficção científica daquela mesma época. De 'Megarace' e 'Road Rash' a 'Carmaggeddon', 'Grand Theft Auto' ou 'Destruction Derby', foram várias as franquias surgidas na segunda metade do século XX que assentavam numa qualquer variação deste princípio, fosse aplicando-o a um contexto de corrida mais pura e dura, ou a situações de combate em arena. Era nesta última que se inseria outra das grandes séries do género, cujo jogo inaugural acaba de completar trinta anos há pouco mais de duas semanas, e à qual dedicaremos os próximos parágrafos.

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Lançado na Europa, para PC e PlayStation, a 16 de Janeiro de 1996, 'Twisted Metal' propunha combinar, num só jogo, elementos dos referidos 'Destruction Derby' e 'Megarace', apresentando um enredo centrado em combates de veículos em arenas fechadas, mas – ao contrário de 'Destruction Derby' – com recurso a armas futuristas equipadas nos próprios carros. Um conceito que já vinha sendo aplicado a jogos de corrida em pista (além dos dois 'Megarace', havia ainda títulos como 'LA Blaster', para PC) mas que surgia aqui com a inovação de todos os níveis consistirem de áreas fechadas e delimitadas, colocando o foco mais na violência do que na meta da corrida – aqui, ao contrário do que sucedia em 'Road Rash' ou 'Megarace', era impossível terminar um nível sem atacar ou fazer explodir os adversários.

Escusado será dizer que o referido conceito não deixou de apelar ao público-alvo, que tornou o primeiro 'Twisted Metal' num sucesso, e o seu personagem principal, o aterrorizante palhaço Sweet Tooth, num 'ícone' menor dos videojogos da época, não tardando o título a figurar na icónica linha 'Platinum' da Sony. Este sucesso era, igualmente, auxiliado pelo facto de a versão para PC não requerer aceleração gráfica, permitindo aos 'gamers' menos equipados desfrutarem também eles do jogo, e do seu famoso modo multi-jogador, no qual residia grande parte do apelo do jogo.

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Não constitui, igualmente, surpresa que um jogo com tal grau de sucesso tenha rapidamente dado azo a uma sequela, lançada pouco mais de um ano após o primeiro título (em Fevereiro de 1997) e que seguia a habitual e sempre segura fórmula 'mais do mesmo, mas melhor': melhores gráficos, novos níveis e novas personagens para 'encarnar' na missão de destruir todos os adversários e ver realizado o seu maior desejo. O sucesso, esse, foi também semelhante ao do jogo original, tendo 'Twisted Metal 2' chegado igualmente a atingir estatuto Platinum, e tido uma recepção crítica consideravelmente melhor do que a do mais divisivo primeiro título da série.

Curiosamente, ao contrário do que normalmente sucede com franquias bem-sucedidas, ficar-se-ia por aqui o percurso de 'Twisted Metal' na Europa, pelo menos no tocante à era dos 32-bits. Isto porque os dois jogos seguintes seriam lançados exclusivamente no mercado norte-americano, onde seriam recebidos de forma indiferente ou mesmo negativa, sendo eventualmente 'renegados' até mesmo pelos próprios programadores. Assim, o regresso da série ao Velho Continente dar-se-ia apenas já no Novo Milénio, com 'Twisted Metal Black' (de 2001, exclusivo da PlayStation 2) e 'Twisted Metal Head On' (de 2005, para PS2 e PlayStation Portable), além do habitual 'remake/reboot', surgido em 2012 para a terceira geração de consolas da Sony, e cujo apelo era já somente e declaradamente nostálgico.

Quando se fala na série, no entanto, continuam sem dúvida a ser aqueles dois primeiros jogos os mais recordados, tendo inclusivamente inspirado jogos posteriores, como o também excelente 'Vigilante 8'; razão mais que suficiente para assinalarmos, ainda que com algum atraso, os trinta anos de uma franquia extremamente 'do seu tempo', mas que, por isso mesmo, não podia deixar de figurar na memória nostálgica colectiva de toda uma demografia que vivia os seus anos de infância e adolescência durante esse mesmo tempo, e para quem a estética e premissa do jogo eram o epítoma da atitude e rebeldia que o marcava.

12.01.26

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 10 e Domingo, 11 de Janeiro de 2026.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

O dealbar da era tecnológica, e correspondente globalização do mercado de peças, fez dos anos 80 e 90 a era de ouro para a inserção de funcionalidades 'digitais' em brinquedos de outro modo tradicionais, dando azo a produtos tão icónicos e característicos da época como os carros telecomandados, bonecos e bonecas falantes, papagaios repetidores, flores dançarinas, pistolas espaciais ou veículos com luz e som, entre inúmeros outros. Deste grupo fazia, também, parte a categoria de produto abordada neste 'post', e que, como a maioria das supramencionadas, podia ser utilizada tanto dentro de casa, para um Domingo Divertido, como no decurso de um Sábado aos Saltos – embora, neste caso, fosse necessário ter cuidado para evitar acidentes ou danos ao brinquedo, sendo preferível escolher uma área segura, como o quintal de casa.

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(Crédito da foto: OLX)

Falamos dos robôs electrónicos, a maioria dos quais contava com movimento, efeitos de luz e até, em certos casos, voz sintetizada – características que, naquele dealbar da era digital, em que tudo era novo e excitante, os tornavam instantaneamente em brinquedos desejáveis e dignos de cobiça. Até mesmo os robôs mais simples e simplistas – como o representado no filme 'Toy Story' eram adições honrosas a qualquer quarto de criança (portuguesa ou não só) e motivo de interesse certo aquando da visita de amigos, ou durante um Sábado aos Saltos de sol, sozinho ou na companhia dos mesmos.

Tal como muitos outros produtos abordados nestas páginas, também os robôs de brincar viram, eventualmente, passar o seu 'momento', à medida que os interesses das crianças e jovens se viravam cada vez mais para o mundo digital e interactivo. Ainda assim, os mesmos permanecem, hoje em dia, símbolo de uma era mais simples, em que um brinquedo com movimento e alguns efeitos sonoros embutidos era suficiente para não só manter entretida uma criança durante largos períodos, mas ter lugar de destaque entre todas as suas posses.

03.01.26

As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados (e, ocasionalmente, consecutivos), o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais e momentos.

Quem 'frequentou' a 'primeira versão' da Internet - aquela inocente, de finais dos anos 90, plena de motores de pesquisa rudimentares e 'sites' de interesse pessoal ou listagens de emuladores e ROMS, com GIFs e fundos em cores de 'néon' que demoravam largos minutos a serem plenamente visíveis - terá memórias de passar grande parte da segunda metade dos anos 90 e inícios da década seguinte a frequentar 'cibercafés', espaços onde, gratuitamente ou mediante o pagamento de um valor nominal, era possível passar alguns minutos a 'navegar', falar em salas de chat ou no saudoso Messenger, ou até jogar jogos em Flash ou 'sacar' ficheiros de plataformas P2P. O que poucos membros dessa demografia saberão, no entanto - talvez à excepção dos mais velhos - é que este tipo de instalação existia já em Portugal desde meados da década de 90, tendo a pioneira aberto portas (com direito a furor mediático em directo) há pouco mais de trinta anos, a 07 de Novembro de 1995.

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Tratava-se do Cyber.bica, situado no Chiado, em Lisboa, e que contava, no seu arranque, com patrocínios de peso, como era o caso da Telepac e da Fernandes Técnica, os ramos tecnológicos da Portugal Telecom e da Papelaria Fernandes, respectivamente. Fruto do empreendedorismo e ambição de três amigos - um deles ex-aluno do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, também na capital - o espaço teve início com apenas cinco computadores, e com uma vertente mais didáctica, estando os fundadores disponíveis para ensinar aos clientes/utentes os 'segredos' daquelas novas tecnologias - algo que, poucos anos depois, já só seria estritamente necessário para as camadas mais idosas da população.

No entanto, era mesmo na vertente lúdica que as instalações da Rua dos Condes de Bragança ia 'cimentando' o seu nome, com os campeonatos de jogos em rede (um deles patrocinado pela Shell), os eventos pioneiros na tecnologia 'streaming' em Portugal e possibilidade de utilização de programas como o mIRC a serem os principais 'chamarizes' para aquela que se viria a tornar a grande demografia 'internauta' do século XXI. No total, por alturas do sexto aniversário (em 2001) os proprietários estimavam terem servido um quarto de milhão de utilizadores, e o sucesso do Cyber.bica havia dado azo ao aparecimento de vários estabelecimentos desta índole, muitos deles da responsabilidade da própria Portugal Telecom, de empresas de comunicações privadas ou mesmo de entidades como a Caixa Geral de Depósitos.

Quem viveu a época em 'primeira mão', no entanto, saberá também que a 'era de ouro' dos 'cibercafés' foi tão icónica quanto efémera; de facto, o próprio Cyber.bica se encontrava, ao completar uma década de vida, reduzido a mero recurso para turistas de passagem pela zona histórica de Lisboa, tendo fechado portas pouco tempo depois, incapaz de sobreviver à massificação dos computadores pessoais nos lares portugueses. Ainda assim, e apesar de defunta, a instalação do Chiado perdura na memória colectiva da primeira geração de 'internautas' portugueses, não só pelo seu cariz pioneiro como pela popularidade de que gozava no seu auge, sendo, por isso, mais do que merecedor de homenagem (ainda que atrasada) um par de meses depois de se terem celebrado os trinta anos sobre a sua mediática abertura.

21.12.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 20 de Dezembro de 2025.

As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados (e, ocasionalmente, consecutivos), o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais e momentos.

Para qualquer criança, independentemente da época em que vive, um passeio às lojas sumptuosamente decoradas e pejadas de sugestões de presentes constitui um dos pontos altos da época natalícia. No entanto, para a geração nascida e crescida durante as últimas décadas do século XX, esta experiência poderá ter sido algo prejudicada (ou melhorada, dependendo do ponto de vista) por uma decoração em particular, ainda hoje vista em alguns estabelecimentos, apesar de com bastante menos frequência: os Pais Natais animatrónicos.

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Exemplos modernos da decoração em causa.

Do tamanho e dimensões aproximadas de uma criança pequena - o que apenas aumentava o 'factor susto' - e movimentos necessariamente robóticos, rígidos e abruptos, estes 'bonecos' eram presença frequente nas lojas da época, e o efeito que criavam (aquele que hoje conhecemos por 'uncanny valley', mas que, à época, ainda não tinha denominação) criava na maioria das crianças uma dualidade entre o medo e o fascínio que, ao mesmo tempo, as atraía e repelia quanto aos mesmos. E ainda que seja de duvidar que estas figuras algo 'toscas' suscitem a mesma reacção nas gerações actuais - habituadas a 'sustos' bastante maiores nos meios digitais - o facto é que as mesmas marcaram a geração hoje na casa dos vinte e muitos a quarenta e muitos anos, para quem faziam tanta parte do Natal como qualquer outra decoração ou iluminação de rua.

15.12.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 13 e Domingo, 14 de Dezembro de 2025.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

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O Rebound, o exemplo mais conhecido deste tipo de brinquedo.

Numa já distante edição desta rubrica falámos dos carros telecomandados, uma daquelas prendas de Natal ou anos que nenhum rapaz (nem muitas raparigas) de finais do século XX desdenharia. No entanto, como sucede com tantos outros tipos de produtos, nem todos os carros a pilhas disponíveis no mercado gozavam do mesmo estatuto junto do público-alvo; e, nesse aspecto, existia uma sub-categoria que facilmente se destacava das restantes, e se tornava alvo de entusiásticas 'marcas' nos catálogos de Natal da época – os carros 'todo-o-terreno'.

Não pretendemos, com este termo, falar apenas de carros com rodas mais grossas ou reforçadas; antes, procuramos lembrar um tipo muito específico de veículo teleguiado, capaz de subir obstáculos naturais e até de se virar sobre si próprio sem cair, graças às enormes rodas que ocupavam ambas as laterais do seu 'chassis', num formato mais tarde popularizado pelos veículos do jogo 'Rollcage', da Psygnosis - uma descrição já de si auto-explicativa, não sendo preciso entrar em maiores detalhes sobre a razão para estes veículos fazerem as delícias de qualquer pré-adolescente com gosto por este tipo de brinquedo. E a verdade é que eram vários os exemplos de carros teleguiados com esta configuração importados para o mercado nacional pela icónica Concentra, com destaque para o Tyco Rebound, o mais popular exemplo do género, e que ilustra este 'post'.

Tal como sucedeu com os seus congéneres, no entanto, também os 'quinze minutos' destes carros se escoariam, levados na 'enxurrada' digital da viragem do Milénio. Quem viveu aqueles tempos mais inocentes na idade correcta, no entanto, certamente recordará ter tido – ou desesperadamente querido – um destes 'todo-o-terreno', tão capazes de proporcionar um Domingo Divertido como de participar nas aventuras de um Sábado aos Saltos...

05.12.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 04 de Dezembro de 2025.

Trazer milhões de ‘quinquilharias’ nos bolsos, no estojo ou na pasta faz parte da experiência de ser criança. Às quintas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos brindes e ‘porcarias’ preferidos da juventude daquela época.

Eram presença assídua em frigoríficos, quadros brancos, candeeiros de secretária e outras superfícies aderentes ou metalizadas; por vezes, em simples formatos geométricos (normalmente círculos ou rectângulos) com o padrão impresso, outras cortados para se assemelharem a objectos ou mesmo formas humanas, e por vezes a segurar mensagens, notas ou panfletos, outras apenas como enfeite, já que 'ficavam bem' nos locais em causa. Falamos, claro, dos ímanes de frigorífico, os quais, apesar de ainda existentes, viveram sem dúvida o seu último período áureo na primeira década do século XXI.

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Variantes oferecidas nos cereais Kellogg's

De facto, a crescente digitalização de recursos veio tornar semi-obsoletos estes outrora super-populares objectos, hoje reduzidos a peças de colecção, recordações turísticas ou (muito ocasionalmente) suportes para o panfleto da pizzaria, até o mesmo ser utilizado ou deitado fora. É, pois, difícil a quem não viveu aqueles tempos mais simples perceber o quão entusiasmante era adicionar mais um ímane à colecção – fosse ele um brinde dos cereais, uma oferta no âmbito de uma qualquer campanha, ou apenas uma 'quinquilharia' comprada em férias ou na 'loja dos trezentos'. Quem era da idade certa durante o período em causa, no entanto, certamente se lembra de 'encher' o frigorífico de pequenas formas coloridas, algumas das quais serviam mesmo como brinquedos quando o tédio se ameaçava instalar, ou como objectos de coleccionismo; é a eles que dedicamos este 'post' tão simples quanto os próprios objectos a que se refere.

30.11.25

NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Sábado, 29 de Novembro de 2025.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Clássicos, simples e divertidos – eram assim alguns dos melhores brinquedos dos anos 90, daqueles que qualquer jovem da época lembra com saudade. E os dois produtos (vagamente relacionados) que abordamos em mais um 'post' duplo de fim-de-semana faziam, certamente, parte desse lote, combinando características irresistíveis para a maioria das crianças e jovens, e fazendo por merecer a atenção dessa demografia.

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Falamos dos soldados rastejantes e pára-quedistas, dois brinquedos que, para além da temática militar, partilhavam também um elemento de 'acção' independente ou automática que os tornava tão adequados para um Domingo Divertido como para serem companheiros de 'aventuras' durante um Sábado aos Saltos. O segundo, em particular, beneficiava consideravelmente em ser utilizado no exterior, devido às potencialidades trazidas pela acção do vento sobre o seu pára-quedas, mas também o primeiro podia ser colocado a rastejar no jardim, sobre um muro ou até na rua, criando assim uma situação mais 'realista' do que o simples avanço sobre a alcatifa ou madeira do chão de casa.

A simplicidade de ambos estes brinquedos ajudou, também, a garantir a sua longevidade – embora, como sucede com tantos outros produtos abordados nestas páginas, o interesse em ambos seja muito mais reduzido do que era naquela época áurea de finais do século XX. Ainda assim, quem quiser adquirir um destes dois brinquedos (ou mesmo ambos), para mostrar aos filhos o que divertia as crianças do seu tempo, pode ainda facilmente fazê-lo – embora deva ficar a ressalva de que, como com qualquer outro produto de apelo nostálgico, existe o 'perigo' de acabar por ser o progenitor a brincar com a nova 'prenda', tal como fazia há três décadas atrás...

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