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Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

26.10.23

Trazer milhões de ‘quinquilharias’ nos bolsos, no estojo ou na pasta faz parte da experiência de ser criança. Às quintas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos brindes e ‘porcarias’ preferidos da juventude daquela época.

Apesar de, como celebração, o Halloween ser uma data 'importada' já bastante depois da viragem do Milénio, alguns dos seus elementos estéticos, imagéticos e iconográficos faziam já, de uma forma ou de outra, parte do quotidiano das crianças e jovens portugueses desde há várias décadas; quem cresceu em inícios dos anos 90, por exemplo, certamente dedicou um período da sua infância a coleccionar as famosas Caveiras Luminosas oferecidas nos pacotes da Matutano, e talvez até lhes tenha dado lugar de honra na prateleira do quarto, de forma a aproveitar o efeito fluorescente e bem 'tétrico' que as mesmas davam a uma divisão às escuras. Não se ficava por aí, no entanto, a presença de elementos associados ao terror, e também estará provavelmente a mentir quem, tendo crescido no período em causa, afirme nunca ter assustado um familiar, professor, colega ou mesmo apenas a senhora da limpeza com um insecto de plástico.

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Fáceis e baratos de conseguir nas drogarias tradicionais, lojas dos trezentos ou até simplesmente como brindes nas máquinas de 'bolinhas', as réplicas de aranhas, lagartos, cobras e outros animais marcavam presença na gaveta das 'quinquilharias' de muitas crianças, prontas a serem 'desenterradas' assim se apresentasse a menor oportunidade. E se a qualidade variava consideravelmente dependendo da proveniência (as tiradas em 'bolinhas', por exemplo, tendiam a ser microscópicas, em plástico duro e praticamente isentas de detalhes) também é verdade que alguns destes brinquedos almejavam um grau de realismo suficiente para, de relance ou à distância, enganarem os mais incautos – lá por casa, por exemplo, existia uma tarântula que, inclusivamente, contava com um fio acoplado, permitindo 'sustos' perfeitamente épicos. Depois, era só escolher a situação mais adequada (lá por casa, normalmente, a mesa do almoço ou jantar), a 'vítima' mais susceptível, e esperar pela inevitável reacção, que nunca falhava em causar deleite.

E porque queremos pensar que a geração Z não é totalmente desprovida de criatividade, e não deriva TODO o seu humor de vídeos do TikTok, arriscamos dizer que, nesta época de Noite das Bruxas, haverá por esse Portugal fora inúmeros pequenos cérebros a engendrar sustos centrados em torno de insectos de plástico, para ajudar ao clima desta festa que se tenta tornar tradição. A esses, fica a dica para que, se precisarem de ajuda, perguntem aos respectivos pais, dado estes terem mais experiência no assunto do que se possa, à partida, imaginar...

12.04.23

Em quartas-feiras alternadas, falamos sobre tudo aquilo que não cabe em nenhum outro dia ou categoria do blog.

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Quem nunca?

Num post recente deste nosso blog, abordámos as partidas que a maioria dos 'putos' da geração 'millennial' adorava pregar durante os seus anos formativos; e ainda que, pelo carácter desse texto, o o foco de então tenha sido sobretudo nas brincadeiras de cariz mais físico, não deixámos também de fazer alusão às famosas e saudosas partidas por telefone, que faziam as delícias dos mais novos (e marotos) em finais do século XX e inícios do seguinte. Nada melhor, pois, do que voltar a esse mesmo 'filão' esta Quarta-feira, e relembrar alguns dos mais icónicos 'truques' telefónicos inventados por essa geração.

E a verdade é que, tal como em tantos outros campos, também aqui a imaginação era o limite, sendo que, além das partidas 'clássicas' passadas de boca em boca, cada pessoa ou grupo inventava também os seus próprios dichotes e piadas para 'experimentar' em vítimas insuspeitas, normalmente familiares ou operadoras de números grátis (outra particularidade daquele tempo entretanto desaparecida, e de que aqui paulatinamente falaremos). Qualquer que fosse a abordagem escolhida, no entanto, o 'truque' estava em atingir a 'punchline' e desligar antes que as vítimas tivessem tempo de reagir, sendo que, regra geral, quanto mais longa fosse a partida, menos hipóteses tinha de acabar como desejado – o que não impedia alguns, mais corajosos ou atrevidos, de tentar autênticos 'monólogos' ou 'petas' de vários minutos de duração, alguns dos quais chegavam a ser estranhamente convincentes, pelo menos na óptica dos seus pares. Este tipo de partida tendia, no entanto, a ser excepção à regra, sendo que a maioria dos truques se ficava por um par de frases trocados com o operador ou familiar do outro lado da linha, antes de ser revelado o 'embuste'.

Pior era quando esses mesmos 'alvos' procuravam retaliar, altura em que era necessário desligar rapidamente o telefone, antes que se entrasse em sarilhos (sem nunca pensar que a operadora das transferências internacionais dificilmente poderia conectar MESMO a chamada grátis a um número japonês, quando o mesmo não tinha sequer sido providenciado...) Não menos frustrante era ser colocado numa situação em que a premissa criada não 'pegava', como quando o operador da linha gratuita de 'truques e dicas' do Clube Nintendo (por exemplo) pedia os números de sócio de quem estava a ligar (por exemplo) e não acreditava que os mesmos fossem '0001' e '0002'...

Mesmo quando não chegavam a resultar totalmente, no entanto, estas partidas não deixavam ainda assim de ter a sua graça, e não era um desaire que desalentava os potenciais 'pregadores' de voltar a tentar algum tempo depois. Infelizmente, o advento da conectividade, bem como o desaparecimento de equipamentos como as cabines telefónicas e de muitos dos principais números gratuitos, tornou progressivamente mais difícil levar a cabo este tipo de brincadeira no século XXI (pelo menos na sua vertente telefónica, já que as redes sociais são outra história); ainda assim, não deixa de haver ainda quem tente, aqui e ali, embora com resultados invariavelmente desapontantes – o que não invalida que seja refrescante saber que, entre tantas tradições perdidas aquando do 'salto' entre gerações, há pelo menos uma que ainda não morreu completamente...

07.03.23

Porque nem só de séries se fazia o quotidiano televisivo das crianças portuguesas nos anos 90, em terças alternadas, este blog dá destaque a alguns dos outros programas que fizeram história durante aquela década.

Apesar de exacerbada na era digital, com a crescente preponderância dos conteúdos curtos e de impacto, o conceito de 'rir da desgraça alheia' (no fundo, rir DE alguém em vez de COM alguém) é um daqueles instintos ancestrais da espécie humana cuja génese se perde no tempo. Há algo de catártico em ver alguém que não o próprio falhar em toda a linha, ser enganado, ou simplesmente fazer algo de pouco avisado e sofrer as inevitáveis consequências – uma sensação hoje lucrativamente explorada por plataformas como o YouTube e o TikTok, mas que já em finais do século XX era aproveitada pelo meio audio-visual então vigente, a televisão. De facto, foram inúmeros os programas dedicados a exibir momentos embaraçosos da espécie humana a fazer furor ao redor do Mundo, fossem eles compilações de vídeos caseiros involuntariamente humorísticos, 'à la' 'Isto Só Vídeo', ou o outro formato extremamente popular neste campo, o dos eternos 'apanhados'.

De facto, ao contrário do que as gerações mais novas possam pensar, a ideia de 'partidas filmadas' levadas a cabo em público não foi inventada pelos 'influencers' do YouTube; antes pelo contrário, várias décadas antes de a plataforma sequer ser fundada, já as emissoras e produtoras televisivas de todo o Mundo desenvolviam esse conceito a nível profissional, criando um sem-número de programas de enorme sucesso, com destaque para o original 'Candid Camera', apresentado por Dom DeLuise (então um nome em alta) e que chegou a ser transmitido no nosso País em versão legendada.

No entanto, a chegada do anafado comediante às televisões lusas não foi, de todo, o primeiro contacto dos espectadores portugueses com o formato em causa; pelo contrário, em meados dos anos 90 haviam já sido quatro as tentativas de criar um 'Candid Camera' português. O primeiro a tentar, ainda em inícios da década de 80, foi Joaquim Letria, que baptizou o programa com o mesmo nome do jornal que então dirigia, o entretanto desaparecido Tal & Qual; nos anos subsequentes, surgiriam (e desapareceriam) mais três programas deste tipo, sempre com Joaquim Letria por detrás, o último dos quais comemora esta semana (a 8 de Março) os exactos trinta anos, não da primeira, mas da ÚLTIMA transmissão da sua série original – altura ideal, portanto, para nos debruçarmos sobre ele.

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Trata-se do singelamente intitulado 'Apanhados', estreado na RTP1 a 14 de Setembro de 1992, e que conquistou de imediato o seu público-alvo, com a sua enorme variedade de 'partidas', algumas bastante criativas, e que nunca deixavam de suscitar a quem nelas 'caía' reacções de embaraço, por vezes exagerado, que eram o principal motivo de interesse do programa, e o momento mais esperado por todos os que o viam. Algumas destas partidas tornaram-se mesmo icónicas para uma certa geração de portugueses, como a do manequim vivo que assustava os clientes de uma loja com o seu movimento repentino e inesperado. E apesar de as verdadeiras estrelas serem os incautos e anónimos transeuntes, não pode ainda deixar de ser referido o envolvimento de vários actores futuramente conhecidos, entre ele Guilherme Leite, que rapidamente se tornaria uma das grandes personalidades da televisão em Portugal.

Apesar do enorme sucesso, um desentendimento entre Joaquim Letria e o criador das partidas, Manolo Bello – bem como a irritação do primeiro por ser conotado, só e apenas, com este tipo de conteúdos, e por o mesmo estar a ofuscar a sua carreira como comunicador – ditaria o fim prematuro do mesmo, pelo menos na sua 'encarnação' de 1992-93; isto porque o programa voltaria para mais treze episódios pouco mais de dois anos depois, agora já sem o envolvimento de Letria e da responsabilidade única de Manolo Bello, e novamente com o envolvimento de actores em ascensão, que se tornariam nomes conhecidos em anos vindouros.

Curiosamente, com excepção do referido 'Candid Camera' de Dom DeLuise, a segunda série dos 'Apanhados' foi a última instância de conteúdos deste tipo na televisão portuguesa, que se encontrava, à época, em fase de fluxo. E a verdade é que, se um programa nestes moldes se encaixava perfeitamente na oferta televisiva de 1992, já fazia menos sentido em meados da década, e pareceria quase caricato na programação do virar do Milénio; assim, talvez tenha mesmo sido melhor para o programa sair 'em alta' da mente dos portugueses, permitindo-lhe ser, hoje, recordado com carinho e nostalgia pela mesma geração que, tivesse o mesmo continuado indefinidamente, talvez se tivesse rapidamente cansado dele...

NOTA: As duas séries dos 'Apanhados' estão disponíveis, na íntegra, nos Arquivos RTP. Abaixo fica, também, um dos episódios do programa, partilhado no YouTube em duas partes.

18.02.23

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

O terceiro fim-de-semana de Fevereiro fica, no calendário lusitano, normalmente marcado pela festividade conhecida como Carnaval, a qual, por sua vez, acarreta consigo uma série de acções e tradições próprias e características, sem as quais a festa não tem o mesmo colorido. E por o Carnaval ser, historicamente, uma festa ligada à diversão (mais ou menos) sem regras, várias destas tradições tem um pendor algo 'maroto', procurando incomodar ou inconvenienciar o próximo – embora, claro, também haja algumas mais 'inocentes' e cujo espírito é meramente de festa. Este Sábado, elencamos cinco das principais diversões que punham os 'putos' noventistas aos Saltos a cada fim-de-semana de Carnaval.

  1. Serpentinas

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A menos lesante das divesões contidas nesta lista, o lançamento das tradicionais fitas em papel colorido tinha (e tem) a desvantagem de poluir bastante as ruas. Ainda assim, a sensação de ver aquela 'cobra' de papel desenrolar-se a um toque de pulso nunca deixará de ser gratificante, especialmente para uma criança ou jovem – à qual acresce, ainda, a possibilidade de ver o rolo embater numa qualquer cabeça mais desprevenida, juntando uma vertente cómico-maliciosa a todo o processo. Ainda assim, as serpentinas ficam mesmo pelos lugares inferiores da lista, por serem menos populares e versáteis do que os restantes divertimentos nela contidos.

  1. Martelinhos

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'Reciclados' das festas do São João, no Porto, os martelinhos têm a dupla aliciante de 'chatear' sem magoar, já que as suas superfícies são, regra geral, plastificadas e maleáveis, expressamente para permitirem bater nos mais diversos 'alvos', gerando a cada vez o tradicional 'pio', quase tão irritante quanto o próprio acto de levar com eles. Um 'clássico' do Carnaval, ainda hoje, que só fica a perder em relação aos três outros produtos ainda por citar no campo da versatilidade e potencial destrutivo.

  1. Balões de Água

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Já aqui lhes dedicámos um post completo – no qual, aliás, referimos o perigo de passar desprevenido debaixo de prédios de apartamentos na altura do Carnaval, tornando-se assim o alvo perfeito para um balão de água em queda livre em direcção ao alto da cabeça. Além desta vertente, os balões de água podiam ainda ser atirados a veículos – embora poucos fossem os que se atreviam, pelo alto potencial de acidentes que tal acto causava – ou usados em 'guerras' entre amigos ou rivais, razão que os via ser banidos da maioria das escolas do País nesta época do ano.

  1. Estalinhos

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Também já aqui falámos destes pequenos mas ruidosos apetrechos, ideais para assustar os mais distraídos, normalmente fazendo-os estalar mesmo nas suas costas – uma prática a que poucos conseguiam resistir durante este período...

  1. Ovos

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Um dos muitos resultados do lançamento de ovos durante o Carnaval.

A mais perigosa das diversões aqui citadas, mas também a que oferecia maior potencial destrutivo – e, por isso mesmo, a mais apreciada por quem via no Carnaval uma oportunidade de 'pregar partidas' e se portar mal sem consequências. Também, naturalmente, banido da maioria dos estabelecimentos escolares, este produto alimentar acabava ainda assim, inevitavelmente, espalhado nas roupas e cabelos dos jovens mais incautos, num efeito semelhante ao dos balões de água, mas ainda mais destrutivo – valendo-lhes, assim, a vantagem sobre os mesmos, e o primeiro lugar nesta nossa lista.

O que acharam deste Top 5? Concordam? Discordam? Esquecemo-nos de alguma 'partida'? Façam-se ouvir nos comentários!

05.12.21

Aos Domingos, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos principais acontecimentos desportivos da década.

Já aqui falámos, aquando do último encontro entre Benfica e Sporting, na época passada, da importância que o 'derby' de Lisboa tem para os adeptos de ambos os clubes, ao ponto de, muitas vezes, o seu resultado ser quase mais importante do que o desempenho de cada uma das equipas na restante prova; agora, na ressaca de novo encontro entre os dois emblemas, já no âmbito da nova época, recordamos um jogo em que se verificou, precisamente, essa situação - o famoso 3-6 de 1994, ainda hoje uma das partidas mais históricas e recordadas da História do futebol português.

Ainda hoje custa a ver, para um adepto do Sporting...

Corria o mês de Maio de 1994, e o então Campeonato Português da I Divisão aproximava-se a passos largos do final, quando os eternos rivais da Segunda Circular lisboeta se encontravam, sob chuva torrencial, no velhinho e saudoso Estádio José Alvalade, em partida a contar para a 30ª jornada. O Benfica liderava a prova, mas o Sporting mantinha acesa a perseguição, 'mordendo os calcanhares' às águias na segunda posição da tabela. O 'derby' de Alvalade era, portanto, um daqueles jogos que ajudaria a definir a classificação: o Sporting precisava de ganhar para manter a luta em aberto, e não se deixar ultrapassar pelo outro rival de ambas as equipas, o FC Porto, enquanto que o Benfica tinha na partida uma oportunidade de cimentar a liderança, deixando os dois adversários na luta apenas pelo posto de vice-campeão.

E foi precisamente isso que acabou por se verificar, muito graças a uma das melhores exibições individuais de sempre num jogo do campeonato português, por parte de um 'loirinho' endiabrado com talento inversamente proporcional à altura, de seu nome João Vieira Pinto; o número 8 benfiquista ajudou a manter o Benfica na luta durante a primeira parte de um jogo que até havia começado com o Sporting em vantagem (por duas vezes), tendo os golos do empate sido apontados, em ambas as instãncias, por...João Vieira Pinto. Foi, também, dele o golo que deu a vantagem ao Benfica pela primeira vez, assegurando que os encarnados iam para o intervalo a vencer por 2-3, num jogo em que haviam estado em desvantagem por 1-0 e 2-1 (golos de Cadete e Figo.)

Na segunda parte, foi a vez de outro jogador benfiquista 'abrir o livro' – no caso, o avançado brasileiro Isaías, que ajudou a dilatar e avolumar o resultado em favor das águias, com dois golos consecutivos, aos 48 e 57'. Aos 74', Hélder Cristóvão dava ao resultado contornos de massacre, que nem um penálti tardio do 'mago' Balakov ajudou a suavizar; o Sporting saía, mesmo, de sua casa humilhado (e bem!) pelo eterno rival, e com o Campeonato definitivamente perdido (esta mesma equipa viria aliás, semanas depois, a pôr o ponto final numa época desapontante, ao perder também a Taça de Portugal para o outro rival, por 1-2 após finalíssima.)

À distância de quase três décadas, é fácil perceber porque continua este a ser um dos jogos mais falados de sempre do futebol português: um resultado de 3-6 é tudo menos comum, e quando associado a um 'derby', com todas as 'picardias' que esse tipo de jogo acarreta, ainda mais memorável se torna. E ainda que o Sporting tivesse, mais de uma década e meia depois, conseguido 'vingar-se' deste resultado com um 5-3 para a Taça de Portugal, o jogo de 14 de Maio de 1994 continua a ser uma das 'feridas abertas' para os adeptos leões, e um dos maiores motivos de orgulho para os adeptos benfiquistas que o presenciaram...

FICHA DE JOGO

SPORTING 3-6 BENFICA

14/05/1994

Estádio José Alvalade

Campeonato Nacional da I Divisão – 30ª Jornada

Árbitro: António Marçal

SPORTING: Lemajic; Nélson, Valckx, Vujacic e Paulo Torres (Pacheco, int.); Paulo Sousa, Capucho, Balakov e Figo; Cadete e Iordanov (Poejo, 60').

BENFICA: Neno; Hélder Cristóvão, Mozer, Abel Xavier e Veloso; Kenedy, Paneira, Schwarz e Aílton; João Vieira Pinto (Rui Águas, 78') e Kenedy (Rui Costa, 71').

GOLOS: 1-0 por Cadete (8'); 1-1, por João Vieira Pinto (30'); 2-1 por Figo (35'); 2-2, por João Vieira Pinto (37'); 2-3, por João Vieira Pinto (44'); 2-4, por Isaías (47'); 2-5, por Isaías (57'); 2-6 por Hélder Cristóvão (74'); 3-6 por Balakov (pen, 80'.)

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