06.03.26
Os anos 90 estiveram entre as melhores décadas no que toca à produção de filmes de interesse para crianças e jovens. Às sextas, recordamos aqui alguns dos mais marcantes.
Os meados da decada de 90 marcaram o auge da carreira de Robin Williams enquanto actor cómico em filmes de família (depois de, na década anterior, se ter afirmado em papéis mais sérios) com uma sequência de êxitos tanto de bilheteira como de crítica, fossem eles animados (como 'Ferngully - As Aventuras de Zak e Chrysta na Floresta Tropical' ou 'Aladdin') ou de acção real (como 'Hook', 'Papá Para Sempre' ou 'Flubber - O Professor Distraído'). Assim, a associação de Williams a um novo filme passou, via de regra, a ser suficiente para despertar o interesse do público jovem, com a vantagem de, normalmente, os sobreditos filmes terem mesmo inegável qualidade, como demonstram os exemplos acima. Não é, pois, de surpreender que a colaboração do actor com o realizador Joe Johnston, embora menos bem recebido pela imprensa especializada, fez sucesso entre o público-alvo, que o elevou, ao longo dos trinta anos subsequentes, ao estatuto de filme de culto, motivando o inevitável 'remake', já na década de 2010.
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Falamos de 'Jumanji', um dos melhores exemplos do género do 'realismo mágico' tão popular à época, e que, além de Williams, conta no elenco com David Alan Grier, Bebe Neuwirth e Bonnie Hunt, além de uma jovencíssima Kirsten Dunst, ainda longe do sucesso que almejaria a partir de finais dessa mesma década. É ela, aliás, a catalista de grande parte da trama, como a mais velha de duas crianças, irmãs, que descobrem no sótão da sua nova casa um jogo de tabuleiro mágico, que, quando jogado, traz à vida seres reais – animais e humanos – presos dentro do mesmo por um feitiço. Williams interpreta, precisamente, um destes prisioneiros, um parente das crianças 'engolido' pelo jogo quando tinha a idade das mesmas, em finais dos anos 60, e 'trazido de volta' pelos irmãos, um quarto de século depois. Uma premissa que, apesar de parca em desenvolvimentos – não obstante ser adaptada de uma obra literária – proporciona uma experiência verdadeiramente mágica para o público-alvo (ainda que, por vezes, tecnicamente questionável, como no caso dos macacos expelidos pelo jogo titular) Assim, e conforme já mencionámos, a afeição de uma determinada demografia a este título é tudo menos surpreendente, continuando o mesmo a constituir uma excelente escolha para uma Sessão de Sexta em família.
Foi, também, como resultado deste sucesso que 'Jumanji' se transformou, já no Novo Milénio, de filme único em franquia, recebendo não só uma sequela directa ('Zathura', de 2005) como também um 'reboot' modernizado – o termo Jumanji refere-se, agora, a um jogo de vídeo – que rendeu dois filmes divertidíssimos, encabeçados por Dwayne 'The Rock' Johnson, Jack Black e Karen Gillan; para muitos 'millennials', no entanto, continua a ser o original – que celebrou há poucos dias o trigésimo aniversário da sua estreia nas salas de cinema nacionais, a 01 de Março de 1996 – o favorito de entre os quatro. Independentemente de qualquer preferência individual, no entanto, não há dúvida de que 'Jumanji' justifica plenamente toda a atenção positiva que ainda hoje vai recebendo, mesmo num Mundo (cinematográfico e real) totalmente diferente daquele em que originalmente foi lançado – uma das marcas de um filme verdadeiramente intemporal, adjectivo que encaixa bem na película de Joe Johnston.















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