16.01.26
Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.
Quem foi de uma certa idade durante o início e meados da década de 90 certamente passou muitas noites aconchegado na cama com um deles vestido – ainda que, hoje em dia, seja impossível encontrar sequer uma fotografia exemplificativa, tornando este num dos raros 'posts' sem imagens do Anos 90. Referimo-nos aos pijamas com 'olhos' de plástico e 'meias' para pôr nos pés, uma das peças infantis clássicas que se podiam encontrar em lojas de roupa ou lavores da 'velha guarda'.
Normalmente constituídos por uma camisola de manga comprida com a frente em branco liso, com o habitual desenho de um qualquer personagem 'fofinho', e o restante numa cor pastel (com o azul-bebé, o verde e o amarelo a serem as mais comuns), com calças compridas e elásticas a condizer, estes conjuntos destacavam-se por terem, no lugar dos olhos 'desenhados' do personagem, dois olhos de plástico - semelhantes aos dos Pirilampos Mágicos, por exemplo – que apresentavam algum grau de movimento, o que era desde logo suficiente para tornar este tipo de pijama mais cativante do que os seus congéneres mais 'normais'. Regra geral, estes conjuntos incluíam também meias pelo tornozelo, o que permitia às crianças manterem os pés aconchegados durante as noites mais frias, oferecendo um atractivo extra para os pais na altura da compra.
Sendo extremamente intrínsecos à cultura portuguesa de uma época remota, e não tendo, normalmente, ligações a qualquer propriedade licenciada (embora, na mesma época, abundassem os pijamas 'piratas', muitos deles disponíveis na mesma prateleira dos aqui abordados) não é de admirar que estes conjuntos tenham sido, hoje em dia, totalmente Esquecidos Pela Net. Quem os chegou a usar, no entanto, certamente recordará a 'excitação' dos olhinhos que mexiam, e as muitas noites passadas com eles vestidos, naqueles tempos mais inocentes da infância pré-digital...










