22.11.25
NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Sexta-feira, 21 de Novembro de 2025.
Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.
As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados (e, ocasionalmente, consecutivos), o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais e momentos.
Já muito foi dito sobre como a chegada das grandes superfícies a Portugal veio 'matar' o pequeno comércio de proximidade, uma situação que apenas agora se começa a reverter, e apenas em alguns sectores. A conjugação 'letal' de vasta oferta e baixos preços tornou impossível a muitas lojas 'tradicionais' competir com estes estabelecimentos, e causou uma baixa nos volumes de vendas que rapidamente tornou insustentável a manutenção de muitas delas, contribuindo ainda mais para a centralização de todo o comércio em supermercados, 'shoppings' e hipermercados.

Um dos sectores onde tal mais se verificou foi o do calçado. Embora ainda prolíferas nos anos 90 e 2000, também as sapatarias tradicionais não escapariam ao novo paradigma, tendo este período marcado o início de um pronunciado declínio deste tipo de loja, que as veria praticamente extinguirem-se num espaço de menos de uma década, com as poucas ainda existentes a focarem-se em marcas específicas (como a Geox ou a Camper) perdendo assim o aspecto generalista que as caracterizava. De facto, qualquer português nascido e crescido nos últimos vinte anos do Segundo Milénio se lembrará de, tal como já haviam feito os seus pais e avós, ir à pequena sapataria do bairro (ou a outra de maior renome mas iguais dimensões físicas) e escolher um novo par de sapatos ou ténis - muito provavelmente feitos em Portugal, com a qualidade que tal 'selo' ainda hoje acarreta – de entre as 'pilhas' que enchiam a loja, sempre com a ajuda de um simpático e prestável funcionário 'à moda antiga', para quem nada dava demasiado trabalho. Era uma daquelas experiências inerentes à infância e que, de tão repetida, acabava por se 'gravar' na memória, bem mais do que uma ida à anónima secção de calçado de um qualquer 'shopping'.
Infelizmente, esta tornar-se-ia a 'norma' para a compra de sapatos no século XXI, com a grande maioria das poucas lojas de desporto e sapatarias de bairro a desaparecerem, e apenas uma ou outra cadeia a continuar, ainda, a tradição do comércio de calçado de proximidade – e, nesses casos, apenas com recurso a materiais relativamente baratos ou peças de grandes marcas, com o apelo quase instantâneo que as mesmas acarretam. Uma dessas terá, aliás, aqui paulatinamente o seu espaço; por agora, no entanto, limitemo-nos a recordar a 'categoria' das sapatarias como um todo, e as memórias que a mesma traz a várias gerações de adultos portugueses.













