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Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

27.09.25

NOTA: Este post é respeitante a Quinta-feira, 25 de Setembro de 2025.

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

De entre as sobremesas típicas de uma mesa portuguesa, a gelatina sempre esteve entre as mais populares junto dos mais jovens. Não é, pois, de admirar que as versões instantâneas desta mesma iguaria surgidas em Portugal na recta final dos anos 90 tenham 'caído no gosto' tanto dos 'putos' como dos seus pais, que podiam assim preparar uma surpresa aos filhos em poucos minutos, e com um mínimo de esforço.

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Uma das mais populares de entre estas gelatinas – talvez pelo esforço de 'marketing' que fazia, com um nome memorável e 'jingle' a condizer – era a Gelly-Já, da Alsa, à época a principal concorrente da líder de mercado Royal. Sem apresentar qualquer outro traço distintivo relativamente às outras gelatinas instantâneas disponíveis no mercado, a referida variante da gama da Alsa fazia-se mesmo valer dos elementos acima referidos para estabelecer o seu nome junto do público-alvo – estratégia que resultava em pleno, pondo miúdos e graúdos a entoar 'treme-tremeeee!', e levando a que esta 'palavra de ordem' fosse adoptada em outros contextos sociais, como quando alguém hesitava ou mostrava receio relativamente a uma qualquer situação. E embora seja mesmo este o grande legado da entretanto desaparecida Gelly-Já para a cultura 'millennial' portuguesa, o mesmo é, ainda assim, suficiente para valer a esta gelatina um lugar nesta nossa secção relativa aos alimentos mais populares entre a juventude portuguesa de finais do século XX.

 

07.09.25

NOTA: Este post é respeitante a Quinta-feira, 4 de Setembro de 2025.

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

Algumas ideias são demasiado perfeitas para não darem resultado – e, no que toca a produtos alimentícios processados, a criação de bolachas em forma de animais selvagens pode ser considerada uma delas. Afinal de contas, qual é a criança que consegue resistir a biscoitos em forma de elefante, girafa, leão, camelo ou macaco? Ainda mais quando cada embalagem contém, não apenas um, mas potencialmente TODOS estes animais, e ainda uma série de outras espécies?

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Não é, pois, de admirar que as bolachas Zoo (criadas e comercializadas pela alemã Leibniz) continuem a gozar de enorme sucesso não só em Portugal como um pouco por todo o Mundo, pesem embora as várias décadas passadas desde a sua introdução no mercado das bolachas secas. Mais – os biscoitos em forma de animal conseguem esta proeza sem quase ter alterado o seu grafismo ou receita, e mantendo totalmente intacto o conceito inicial.

Esta aderência à 'visão' original permite, por sua vez, que as bolachas Zoo atinjam não só o público infantil (para quem a surpresa de ver que animal se seguirá continua a constituir um factor de enorme apelo) mas também aqueles que, já adultos, procuram relembrar o sabor e experiência da infância, tornando estas singelas bolachas – uma espécie de 'Marias' ligeiramente menos doces e mais amanteigadas – um dos poucos elementos aglutinadores de gerações ainda presentes na sociedade portuguesa, unindo 'X', 'Millennials' e 'Z' em torno do icónico pacote amarelo, ansiosos por ver qual o próximo animal selvagem que terão o prazer de 'saborear'...

03.08.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 31 de Julho de 2025.

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

Trazer milhões de ‘quinquilharias’ nos bolsos, no estojo ou na pasta faz parte da experiência de ser criança. Às quintas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos brindes e ‘porcarias’ preferidos da juventude daquela época.

Embora as promoções e brindes fossem um dos grandes 'pilares' do comércio alimentício dirigido às crianças e jovens, a Olá tendia a demarcar-se das congéneres Matutano, Panrico, Cuétara, Nestlé, Kellogg's, Danone ou Longa Vida pelo facto de fazer pouco ou nenhum uso deste recurso. De facto, não há, mesmo até hoje, memória de um concurso promovido pela marca de gelados, e a única verdadeira instância de 'brindes' a acompanhar os seus gelados deu-se há exactos vinte e cinco anos, no primeiro Verão do Novo Milénio (ou último do anterior, dependendo da perspectiva.) É a essa iniciativa que dedicaremos mais este post duplo no Anos 90.

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Cartaz da Olá do ano 2000, com referência à promoção em causa.

À primeira vista, os Clikits nem pareciam ter grande interesse, sendo apenas uma variante do tradicional 'pauzinho' de madeira feita de plástico colorido e segmentado. Era apenas quando se ficava ciente das possibilidades destes paus que o génio da promoção se revelava. Isto porque os Clikits (disponíveis em dois dos gelados mais expressamente dirigidos a crianças, o Super Maxi e o Perna de Pau, bem como no tradicional gelado de laranja 'sem nome') podiam ser interligados para construir formas e padrões simples, mas ainda assim suficientes para divertirem qualquer jovem e incentivarem ao coleccionismo – além, claro, do maior consumo de gelados, por forma a conseguir mais pauzinhos para as suas construções. Uma estratégia inteligente, e que terá certamente visto aumentar os volumes de vendas dos gelados em causa ao longo daquele Verão.

Fica, pois, a dúvida sobre porque razão a Olá não voltou a tentar uma iniciativa deste tipo, preferindo regressar à sua estratégia clássica, com base no reconhecimento da marca e da respectiva qualidade. O facto de os Clikits não fazerem parte da memória nostálgica das gerações 'millennial' e 'Z' (os 'X' eram já um pouco 'crescidos') pode, no entanto, servir de indicação quanto à razão para tal tentativa não se ter repetido. Ainda assim, e apesar da curta duração, a promoção Clikits teve, sem dúvida, o seu valor, provando que – apesar de largos passos atrás das 'rivais' – a Olá era, também, capaz de levar a cabo algo deste tipo de forma relativamente bem-sucedida, e justificando esta breve recordação, no Verão em que se completa um quarto de século sobre a sua efémera presença no mercado nacional.

12.07.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 10 de Julho de 2025.

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

Um dos pontos altos do Verão de qualquer português é (ou, pelo menos, era) o aparecimento do novo cartaz da Olá. Pode parecer surpreendente que algo tão simples quanto novas opções de gelado para consumir possa entusiasmar genuinamente um ser humano, mas é precisamente isso que se passa, todas as épocas balneares, quando a principal companhia do ramo a operar em Portugal traz a lume as suas novidades, bem como alguns 'velhos conhecidos' já com estatuto quase perene – o que pode fazer esquecer o facto de que, algures em tempo, também eles foram novidades.

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Foi, precisamente, esse o caso, no primeiro Verão da década de 90, com um hoje 'decano' das arcas congeladoras nacionais, e escolha sólida para quem quer apreciar um gelado sem gastar muito dinheiro: o Feast, um dos 'clássicos' da companhia, ao lado dos inescapáveis Magnum, Cornetto, Calippo, Mini Milk, Solero (ele próprio uma 'invenção' dos anos 90) e da 'trilogia de mascotes' composta por Epá, Perna de Pau e pelo regressado Super Maxi. E se, ao contrário destes, o Feast não se afirma como 'gelado preferido' de ninguém, a verdade é que este clássico leva já três décadas e meia como melhor 'opção de recurso' para quem tem pouca imaginação ou dinheiro – talvez atrás apenas do referido Super Maxi.

Não que o gelado em si seja mau – antes pelo contrário, a combinação de 'crosta' crocante com interior achocolatado (por oposição à habitual baunilha) e mais duro do que o esperado proporciona uma experiência degustativa interessante. No entanto, a falta de uma 'mascote' de apoio e de um conceito mais interessante e apelativo do que 'gelado com interior duro' fazem com que o Feast fique, por vezes, um pouco 'esquecido' naquele seu eterno canto do cartaz, agora já sem mesmo a companhia do Krisspi, seu 'comparsa' naqueles idos anos de finais do século XX. Por aqui, no entanto, não o esquecemos (é mesmo dos mais consumidos entre os gelados da Olá) e fazemos questão de celebrar os trinta e cinco anos de um 'clássico eterno' da geladaria industrial portuguesa.

19.06.25

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

Uma das grandes curiosidades na aproximação de cada época balnear é saber que gelados a Olá vai adicionar ao seu já icónico cartaz. Seja qual fôr a abordagem – inovação, nostalgia, ou uma mistura de ambos – é certo e sabido que haverá sempre, pelo menos, um par de gelados novos no catálogo anual da marca. Neste ano de 2025, uma dessas atracções é uma versão em cone do icónico Perna de Pau – o que, por sua vez, justifica uma pequena 'revisão' das variantes deste gelado que a Olá introduziu (e fez desaparecer) nos anos da viragem do Milénio.

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A primeira destas, lançada em 1998, foi o Perna de Pau Mega – que, como o nome indicava, era tão-sómente uma versão gigante do clássico gelado de morango, baunilha e chocolate. Com cerca do dobro do tamanho de um Perna de Pau normal (aproximando-se mais às dimensões do não menos icónico Magnum) esta variação sobre o tema fez as delícias dos fãs desse ícone da Olá durannte os dois últimos Verões do século XX, antes de ser substituído, há um exacto quarto de século, pela outra variante que aqui abordaremos, nas próximas linhas.

Falamos do Perna de Pau Moeda, um gelado de 'sanduíche' em que o exterior era de chocolate, e o interior trazia o clássico recheio de morango e baunilha, permitindo assim saborear o velho favorito de forma nova e diferente. E a verdade é que esta proposta fez sucesso entre a juventude da época, a ponto de o Perna de Pau Moeda ter sido finalista da votação que, no Verão de 2024, acabaria por fazer regressar às arcas o também histórico Fizz Limão. Mesmo saindo derrotado, no entanto, a 'sanduíche' de Perna de Pau não deixou de contar com a lealdade dos seus fãs de há vinte e cinco anos, que até hoje esperam nova oportunidade de voltar a provar esta variante, descontinuada em 2003.

Qualquer que seja o formato em que é apresentada, no entanto, é óbvio que a tradicional e icónica 'fórmula Perna de Pau' encontrará sempre o seu público, nostálgico ou mais recente. É, pois, de esperar que, este ano, se vejam muitos cones 'piratas' nas mãos de miúdos e graúdos, em praias e localidades por esse Portugal fora...

31.05.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 29 e Sexta-feira, 30 de Abril de 2025.

Os anos 90 viram surgir nas bancas muitas e boas revistas, não só dirigidas ao público jovem como também generalistas, mas de interesse para o mesmo. Nesta rubrica, recordamos alguns dos títulos mais marcantes dentro desse espectro.

Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.

De entre os muitos elementos apelativos para as demografias jovens (e não só), um dos mais negligenciados é o da surpresa através da dualidade – isto é, a incorporação ou integração de um produto ou serviço normalmente associado a uma área com outro de um campo completamente diferente, criando um 'híbrido' tão inesperado quanto interessante e original. Quando utilizada, no entanto, esta táctica tende a ter resultados sobremaneira positivos, como o comprova o produto de hoje.

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De facto, os chupa-chupas de anel (oficialmente conhecidos como Ring Pops) extrapolavam a sua função principal de guloseima para quase poderem servir como adereço – pelo menos enquanto duravam, já que, uma vez comidos, apenas restava a base do anel, em plástico. Durante aqueles poucos momentos, no entanto, o detentor de um destes doces quase se poderia sentir rico e poderoso, com um enorme 'cachucho' no dedo, de fazer inveja aos seus pares – e por mais do que uma razão!

Assim, e embora não tão 'geniais' ou revolucionários quanto os 'Push-Pop' (estes não se podiam guardar e comer depois da aula), os chupa-chupas de anel não deixaram, ainda assim, de marcar época entre a geração 'millennial' portuguesa, a par das 'chuchas', funcionalmente semelhantes e que aqui, em breve, terão o seu espaço. De facto, o sucesso deste produto faz pensar no porquê de este tipo de 'fusão' não ter sido mais explorada ao longo dos tempos, não só no campo dos doces ou da comida, mas também em sectores algo mais relevantes da sociedade portuguesa, e não só; afinal, se um simples doce consegue juntar com tanto sucesso duas áreas tão díspares, o que impede que o mesmo suceda com produtos mais complexos?

11.04.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 10 de Abril de 2025.

Os anos 90 viram surgir nas bancas muitas e boas revistas, não só dirigidas ao público jovem como também generalistas, mas de interesse para o mesmo. Nesta rubrica, recordamos alguns dos títulos mais marcantes dentro desse espectro.

Diz um ditado popular que a imitação é a mais sincera forma de elogio, e tendo essa máxima em conta, pode dizer-se que, desde finais dos anos 80 a esta parte, os ovos Kinder têm sido motivo de elogios um pouco por todo o mercado do chocolate. Isto porque, na esteira do retumbante sucesso dos icónicos ovos com surpresa aquando da sua introdução no mercado, os supermercados, hipermercados e mercearias nacionais (e não só) viram surgir uma série de 'imitadores' lançados por marcas perfeitamente anónimas, e cujas semelhanças com os verdadeiros Kinder raramente iam além do conceito de um ovo de chocolate com um brinde no interior.

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Exemplo moderno do produto em causa.

De facto, a esmagadora maioria destes ovos – muitos deles oriundos de locais bem mais 'esotéricos' do que a tradicional Alemanha ou Suíça – fazia uma cópia apenas superficial dos originais da Kinder, incluindo os elementos de base mas falhando retumbantemente nos detalhes, como a presença de chocolate branco no interior do ovo (os que tinham chocolate branco dedicavam-lhe toda uma metade), a qualidade dos brindes oferecidos, e mesmo do próprio chocolate em si, que tendia a ter mais semelhanças com o dos calendários do advento do que com a textura cremosa e alto teor de leite do produto original. Alguns fabricantes ainda tentavam colmatar estas deficiências com uma licença oficial (embora, muitas vezes, a mesma não fosse além da 'prata' da embalagem), mas até mesmo o melhor destes 'imitadores' tendia a ficar muito aquém da sua inspiração.

Nada que parasse os produtores, no entanto, sendo que estes ovos 'de imitação' subsistem até aos dias de hoje, talvez pelo papel que desempenham como alternativas mais baratas aos historicamente caros ovos Kinder. Ainda assim, este continua a ser um daqueles casos em que 'o original é sempre o melhor', e em que vale sem dúvida a pena pagar a diferença, tal como já era o caso nos longínquos anos 90 e 2000...

18.01.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 16 de Janeiro de 2025.

Os anos 90 viram surgir nas bancas muitas e boas revistas, não só dirigidas ao público jovem como também generalistas, mas de interesse para o mesmo. Nesta rubrica, recordamos alguns dos títulos mais marcantes dentro desse espectro.

Já aqui dedicámos – merecidamente – algum espaço aos ovos Kinder, um dos doces mais icónicos e apreciados da infância de qualquer geração; nada mais apropriado, pois, do que voltarmos agora a falar da marca, desta feita para recordar a adição feita pela mesma ao seu espectro de produtos, precisamente no início da década a que este 'blog' diz respeito, e que se mantém nas prateleiras dos supermercados e hipermercados nacionais até aos dias de hoje, volvidas quase exactas três décadas e meia.

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Concebido e lançado logo nos primeiros meses dos anos 90, o Kinder Bueno não chegaria, no entanto, a Portugal senão volvidos mais alguns anos, sendo que a maioria dos 'millennials' portugueses associará, provavelmente, o produto à segunda metade da década. Foi então que a Kinder revelou aos seus 'aficionados' ibéricos a mistura de chocolate com uma crocante bolacha 'wafer' (e de haste dupla) que se tornaria um dos doces favoritos de muita gente durante os anos subsequentes, e que se posicionaria, basicamente, como a resposta da Kinder a chocolates como o Lion, Twix ou Kit Kat. Em relação a estes, no entanto, a oferta da companhia alemã saía, talvez, a ganhar, já que o novo chocolate contava com a qualidade que a ajudara a tornar conhecida.

Escusado será dizer que o sucesso foi imediato, tendo o Kinder Bueno 'pegado de estaca' no mercado dos chocolates a nível global (com Portugal a não ser excepção nesse aspecto) e o seu sucesso motivado a Kinder a criar novas variantes, com chocolate de duas variedades ou branco, entre outras (embora, como no caso dos Corn Flakes, o original continue a ser o melhor). E apesar de um recente escândalo relacionado com os níveis de agentes cancerígenos contidos nos chocolates da companhia (incluindo o Bueno) e que levou a que enormes quantidades dos mesmos fossem retirados do mercado, a verdade é que o chocolate em causa (como os seus companheiros de fábrica) continua a 'somar e seguir' um pouco por todo o Mundo, estando já na terceira geração de crianças que cativa com a sua simples, mas irresistível proposta, e não dando sinais de abrandar num futuro próximo...

26.12.24

Os anos 90 viram surgir nas bancas muitas e boas revistas, não só dirigidas ao público jovem como também generalistas, mas de interesse para o mesmo. Nesta rubrica, recordamos alguns dos títulos mais marcantes dentro desse espectro.

Eram presença assídua nas tabacarias, papelarias e quiosques do Portugal noventista, e são dos poucos elementos das bancas dessa época a ter perdurado, praticamente imutáveis, até aos dias de hoje. O preço é mais elevado, e agora em Euros, mas os conteúdos permanecem, essencialmente, os mesmos: ideias e sugestões de receitas para todas as épocas e ocasiões, incluindo as festas de Dezembro.

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Exemplo moderno das publicações em causa.

Falamos, claro está, daquelas revistas de receitas que quase se poderiam mais correctamente designar como 'livrinhos', que cabem em qualquer bolso das calças ou camisa, e cujo conteúdo consiste exclusivamente de cozinhados apropriados para a quadra festiva e para o Ano Novo. E visto que há quase exactamente um ano havíamos dedicado algumas linhas às suas congéneres de maior dimensão e mais 'genéricas', nada melhor do que dar agora espaço às 'variantes' 'de bolso', as quais, tal como as suas 'irmãs maiores', continuam a ocupar grande parte do espaço útil das bancas de jornais e revistas, e a ter o seu público fixo e fiel, o qual não se adaptou ainda às novas tecnologias, ou prefere simplesmente ter as suas receitas escritas em papel, mesmo que tal implique o dispêndio de uma (pequena) quantia a cada semana, quinzena ou mês.

Apesar desta admirável continuidade, no entanto, é inegável que este tipo de revistas tem os 'dias contados', tal como, aliás, sucede com a maioria da imprensa escrita. Até ao seu inevitável ocaso, no entanto, há que continuar a louvar estes últimos 'bastiões' das publicações periódicas tradicionais, que fornecem uma das últimas 'pontes' ainda existentes para os anos da viragem do Milénio.

13.12.24

NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 12 de Dezembro de 2024.

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

A par da Páscoa, o Natal é a época por excelência para a compra e consumo de chocolates. Tanto assim que, além das inevitáveis caixas de presente, Pais Natais de chocolate (remodelados a partir dos coelhinhos de Páscoa) e calendários do Advento, os portugueses tendem até, por vezes, a colocar enfeites de chocolate na própria árvore de Natal – uma tendência ainda mais exacerbada em finais do século XX, quando era costume ver, entre as bolas e enfeites 'normais', um ou outro explicitamente 'comestível'.

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De facto, fossem as clássicas sombrinhas da Regina, as ainda mais icónicas Fantasias ou simplesmente uma bola de Natal de chocolate mais genérica, eram inúmeros os chocolates de pequena dimensão que acabavam por 'ir parar' à árvore, onde, durante as três a quatro semanas seguintes, 'tentariam' os membros mais jovens do agregado familiar, os quais, muitas vezes, desejavam ardentemente poder desembrulhá-los e prová-los, mas tinham que esperar que a árvore fosse desfeita – ou, pelo menos, que fosse dada 'ordem' pelos mais velhos. Ainda assim, a sensação de 'esmigalhar' uma bola de chocolate entre os dedos antes de lhe retirar o alumínio vive na memória de quem alguma vez tenha tido essa experiência.

Embora muitos destes enfeites-petisco continuem a ser vendidos até aos dias de hoje, as tendências modernas ditaram não só a sua redução em número como também em frequência de utilização, tornando-as, cada vez mais, 'relíquias' de gerações anteriores. Apenas mais um elemento, portanto, que as gerações 'X' e 'millennial' recordarão com carinho, mas que será alheio ou estranho às subsequentes. Uma pena, pois a experiência acima descrita é daquelas que sobrevivem à mudança de mentalidades e hábitos, e faria sem dúvida as delícias de uma criança moderna, tanto quanto sucedeu com as daquele tempo....

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