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Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

25.11.25

A década de 90 viu surgirem e popularizarem-se algumas das mais mirabolantes inovações tecnológicas da segunda metade do século XX, muitas das quais foram aplicadas a jogos e brinquedos. Às terças, o Portugal Anos 90 recorda algumas das mais memoráveis a aterrar em terras lusitanas.

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No que toca a apurar a melhor e mais bem-sucedida consola de jogos de todos os tempos, muitos entusiastas de videojogos (sobretudo de mais idade) não hesitam em apontar uma máquina em particular: a PlayStation 2. De facto, a segunda tentativa da Sony em lançar um sistema interactivo, e 'representante' da companhia na era dos 128-bits, é considerada a fusão perfeita de várias características desejáveis num produto deste tipo, superando até mesmo a sua já ilustre antecessora, que continua, para muitos, a ocupar o segundo lugar num pódio normalmente finalizado pela Mega Drive ou Game Boy.

Isto porque a PS2 (como é normalmente abreviada) não só apresentava aspectos técnicos de vanguarda para a época, como propunha algumas possibilidades até então impensáveis, mesmo para a mais sofisticada das máquinas. Era possível, por exemplo, jogar títulos de PS1 na nova consola (e agora, pela primeira vez, com um comando sem fios, ligado ao aparelho por infravermelhos), bem como ver filmes, graças ao leitor de DVD embutido, que, em muitos casos, tornaria mesmo obsoleto o até então ubíquo aparelho exclusivamente dedicado a essa função. Uma tentativa declarada por parte da Sony para criar um aparelho que, mais do que uma simples consola, fosse um sistema de entretenimento, a qual se pôde considerar bem-sucedida, tendo a PlayStation 2 sido um sucesso imediato de vendas aquando da sua chegada à Europa, há quase exactos vinte e cinco anos, a 24 de Novembro de 2000.

De facto, foi tal a demanda pela consola que as parcas oitenta mil unidades que a Sony havia enviado para o Velho Continente não tardaram a esgotar, levando alguns especialistas a acusar a Sony de inflacionar artificialmente a procura através de uma oferta propositadamente limitada para aquele que era o seu maior mercado, bem como de preços proibitivos para a época. Nada que impedisse que, a médio prazo, a consola da Sony se 'instalasse' numa parcela significativa de lares europeus, tendo a mesma sido a 'estrela' dos catálogos de Natal daquele ano e permanecido a consola mais vendida e jogada a nível mundial durante mais de uma década, praticamente até ser descontinuada. Hoje em dia, vinte e cinco anos após o seu aparecimento, a PS2 retém o título de consola mais vendida de sempre, um feito impressionante tendo em conta o surgimento, desde então, de mais três sucessoras!

Este sucesso é, no entanto, fácil de explicar, já que, além dos aspectos supracitados, a galeria de jogos da PS2 também não deixava nada a desejar à da antecessora – antes pelo contrário. Apesar de franquias como Cool Boarders ou Ridge Racer terem 'ficado' na era dos 32-bits, a maioria das outras grandes séries de jogos da altura marcariam presença na nova consola, do inevitável Crash Bandicoot a Tekken, Gran Turismo, Time Crisis, Metal Gear Solid, Final Fantasy, Tomb Raider, Tony Hawk's Pro Skater, Resident Evil, Grand Theft Auto (que 'renasceria' na PS2, com a icónica terceira parte e respectivas sequelas), Pro Evolution Soccer ou Syphon Filter (curiosamente, Spyro nunca teve um jogo lançado para PlayStation 2), além de novas franquias de futuro sucesso, como Jak and Daxter ou Ratchet and Clank. A juntar a estes nomes sonantes havia ainda uma série de títulos da SEGA, que se 'retirara' do 'ofício' de manufacturar consolas após o falhanço da Dreamcast, e se dedicava pela primeira vez a criar jogos para a 'concorrência'; a PlayStation 2 chegou, por exemplo, a contar com uma versão de 'Crazy Taxi'. 

A juntar aos cuidados aspectos técnicos e funcionalidades adicionais do 'hardware' da consola, este paradigma ajudaria a tornar a PS2 perfeitamente irresistível para os aficionados de videojogos (mesmo a preço de lançamento) e ajudariam a que a consola da Sony conquistasse um merecido lugar cimeiro na História dos videojogos, tornando quase obrigatória (embora extremamente prazerosa) esta homenagem, um dia depois de se ter completado um quarto de século sobre o seu lançamento na Europa.

27.09.22

A década de 90 viu surgirem e popularizarem-se algumas das mais mirabolantes inovações tecnológicas da segunda metade do século XX, muitas das quais foram aplicadas a jogos e brinquedos. Às terças, o Portugal Anos 90 recorda algumas das mais memoráveis a aterrar em terras lusitanas.

Todos os anos, são lançados, para os mais diversos sistemas disponíveis no mercado, centenas de novos jogos; no entanto, apenas uma pequeníssima parte destes acaba por merecer destaque – seja pela qualidade dos aspectos técnicos, pela presença de uma mascote carismática, por um aspecto polémico, ou simplesmente pela jogabilidade e factor de diversão que proporciona – e ainda menos atingem estatuto de culto, conseguindo manter-se relevantes e continuar a fazer parte do discurso de fãs do género mesmo várias décadas após o seu lançamento. O título de que vamos falar hoje, no entanto, não só faz parte desse restrito e selecto grupo, como praticamente o epitomiza, tendo contribuído para um 'pico' de sucesso da franquia onde se insere e continuando a ser, até hoje, considerado um dos melhores e mais influentes títulos de sempre do seu género.

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Falamos, claro, do incontornável Final Fantasy VII, um jogo que – a meros dias de celebrar um quarto de século sobre o lançamento na Europa da versão para a PlayStation original, a 2 de Outubro de 1997 – continua a ser tão ou mais idolatrado pela comunidade 'gamer' como o foi à época do seu lançamento, em que era praticamente impossível abrir qualquer revista de jogos (portuguesa ou estrangeira) sem dar de caras com Cloud Strife ou qualquer dos seus companheiros, normalmente a ilustrar um longo artigo sobre um qualquer aspecto do jogo. De facto, à parte a trilogia inicial de 'Tomb Raider' e algo como 'Pokémon', é difícil nomear outro título da época que tenha feito correr tanta tinta, e ocupado tantas páginas (físicas, de revista, e virtuais, em primitivos fóruns da saudosa Internet noventista) como o J-RPG da Square Enix; ele eram conspirações, especulações, teorias, e, claro, os habituais truques ou imagens falsos que se disseminavam entre os fãs décadas antes de alguém saber o significado da palavra 'viral'. Cloud, Tifa, Barrett, Sephiroth, Aeris ou Cait Sith são nomes, ainda hoje, indelevelmente gravados na memória de quem fez parte de comunidades internáuticas ou teve qualquer interesse em jogos durante aquela altura, mesmo que os 'Role-Playing Games' não fossem o seu género de eleição - tal era o poder mediático de FFVII na imprensa especializada da altura.

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O icónico grupo de protagonistas do jogo

E a verdade é que, apesar de poderem parecer exagerados em volume e intensidade, os elogios ao jogo da Square eram bem merecidos, dado que se trata, efectivamente, de um excelente representante do género em que se insere, com muito para fazer, descobrir e deslindar (tanto assim que ambas as versões lançadas (para PlayStation e PC) ocupavam vários CD-ROM) e aspectos técnicos extremamente cuidados, incluindo uma banda sonora memorável – características que apenas foram ampliadas pelo 'remake' em alta definição do jogo, lançado em 2020. E ainda que, naturalmente, seja agora esse o paradigma vigente para o clássico título (e ainda que a versão original tenha sido ultrapassada, à época, pela sua sucessora directa), seria criminoso não recordar assinalar os vinte e cinco anos deste revolucionário jogo – que, por sinal, não perdeu, nesse período, nem um pingo da sua influência dentro do seu género, e do panorama dos videojogos em geral. Parabéns, 'Final Fantasy VII' – e que continues a fazer História.

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