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Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

30.07.21

NOTA: Este post corresponde a Sexta-feira, 2 de Julho de 2021.

Os anos 90 estiveram entre as melhores décadas no que toca à produção de filmes de interesse para crianças e jovens. Às sextas, recordamos aqui alguns dos mais marcantes.

Corria o ano de 1999. A histeria sobre o chamado ‘Millennium Bug’ estava ao rubro, e toda a gente estava preparade para ficar sem computadores às doze badaladas da meia-noite do 1 de Janeiro seguinte (embora ninguém soubesse ao certo em que fuso horário é que a maldição se aplicaria.) 2021 era o future longínquo, e ninguém fazia ideia de como e quanto o Mundo estaria a ponto de mudar, no espaço de pouco mais de dois anos.

Era este o panorama, não só em Portugal como um pouco por toda a sociedade ocidental, quando um dos maiores filmes-evento daquela década – e da seguinte – chegava aos cinemas. Com estreia em Portugal na última Primavera do século XX, esta co-produção australiana e norte-americana trazia como cabeça de cartaz o enigmático Keanu Reeves, tão conhecido pelos seus dotes cómicos na duologia ‘Bill e Ted’, como pelo seu convincente desempenho como herói de acção em ‘Speed – Velocidade Terminal’ ou o seu trabalho com realizadores de enorme renome, como Francis Ford Coppolla ou Bernardo Bertolucci. Neste novo filme, que se inseria no campo da ficção científica, era-lhe pedido que encarnasse uma variação do habitual ‘Escolhido’ – um programador informático que descobre que o Mundo em que vive é uma ilusão, que a verdadeira realidade se encontra ameaçada, e que só ele a pode salvar…

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Falamos, é claro, de ‘Matrix’, um filme revolucionário à época e que, desde então, se instalou confortavelmente no seio da cultura ‘pop’ contemporânea; tanto assim que os seus momentos mais marcantes e memoráveis – o contorcionismo em câmara lenta, a câmara rotativa com ‘freeze frame’ incluído, as pílulas vermelha e azul, a exclamação ‘Whoa’ – informaram desde referências em filmes de comédia como ‘Shrek’, até técnicas de filmagem em filmes mais do que sérios, como ‘O Tigre e o Dragão’, e mesmo nomes de comunicades cibernéticas de ideologia duvidosa, como The Red Pill. Por meio a toda esta influência e omnipresença, no entanto, há um factor que tende a ser esquecido: Matrix era, na verdade, um excelente filme, que merece em pleno a notabilidade que obteve.

A cena original de câmara lenta de 'Matrix', e as muitas homenagens que inspirou

De facto, antes de as sequelas e outras adendas à mitologia da série a estragarem completamente, 'Matrix' era uma das propriedades intelectuais mais entusiasmantes daquele final de século. Toda a gente tinha visto, toda a gente comentava, e toda a gente aguardava com impaciência as anunciadas sequelas, que trariam o Anderson de Reeves já plenamente integrado na sua nova identidade como Neo, salvador da sociedade distópica em que agora reside. Como infelizmente se viria a constatar, tal entusiasmo era infundado; à altura da estreia do ‘Matrix’ original, no entanto, ninguém o poderia adivinhar, sendo a qualidade do primeiro filme mais do que justificativa do ‘hype’ que se gerara - e do qual Portugal não ficava, de todo, isento.

Efectivamente, quem era da idade certa para ter interesse neste blog certamente se lembrará da excitação causada pelo anúncio de ‘Matrix’, e da reacção entusiástica ao filme propriamente dito. Na era pré-‘Ameaça Fantasma’, ‘Senhor dos Anéis’ e ‘Harry Potter’, e dez anos antes da formação oficial do ‘Universo Cinematográfico Marvel’, ‘Matrix’ era o maior evento cinematográfico entre a juventude desde ‘A Máscara’, senão mesmo ‘Parque Jurássico’. E o melhor era que, conforme indicado, esse estatuto era mais que merecido. De facto, recomenda-se que quem não tenha visto o filme desde essa altura experimente revisitá-lo; certamente não deixará de se surpreender com o quão bem o mesmo envelheceu nas mais de duas décadas desde a estreia. De facto, a surpresa pode ser tal que vos leve mesmo a exclamar...

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04.07.21

NOTA: Este post corresponde a Sexta-feira, 2 de Julho de 2021.

Os anos 90 estiveram entre as melhores décadas no que toca à produção de filmes de interesse para crianças e jovens. Às sextas, recordamos aqui alguns dos mais marcantes.

E porque se celebra, este fim-de-semana, o famoso Dia da Independência norte-americano, nada melhor do que recordar o filme que colocou essa data (ainda mais) nas bocas do resto do Mundo – Portugal incluído – e que foi lançado há quase exactamente 25 anos, a 3 de Julho de 1996.

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Falamos de ‘O Dia da Independência’, o filme-evento realizado por Roland Emmerich que transformou Will Smith de actor de ‘sitcom’ em herói de acção, com resultados surpreendentemente convincentes.

Não que Smith fosse a única ‘estrela da companhia’ – longe disso. Além do eterno ‘Príncipe de Bel-Air’, o elenco reunido por Emmerich contava ainda com Jeff Goldblum, Bill Pullman, Randy Quaid ou Harvey Fierstein, entre outros – isto, claro, sem falar do verdadeiro centro das atenções: os efeitos especiais.

De facto, ‘O Dia da Independência’ é quase mais um espectáculo visual do que um filme; ainda que as prestações dos principais actores sejam fortes, a história é o típico exagero absurdo característico deste tipo de produção, e que fornece bastas oportunidades para Emmerich e companhia utilizarem efeitos de computador absurdamente avançados para a época. Sejam as naves dos extraterrestres ou as habituais explosões, há (havia) muito com o que ficar de boca aberta nas quase duas horas e meia de duração do filme (também aqui Emmerich foi visionário, afirmando-se como precursor da tendência para filmes mais longos do que a média que se verificaria alguns anos depois.)

Os efeitos visuais do filme eram nada menos do que impressionantes, e extremamente avançado para a época.

O resultado foi um sucesso absoluto de bilheteira, tendo-se ‘O Dia da Independência’ tornado o filme mais lucrativo do ano, e o segundo mais lucrativo de sempre até então, apenas atrás do outro grande filme-evento da década, o ainda mais nostálgico ‘Parque Jurássico’. E apesar de essa marca ter sido, desde então, largamente ultrapassada (basta recordar os absurdos números de bilheteira de ‘Vingadores: Endgame’), a verdade é que ‘O Dia da Independência’ conseguiu manter-se marcante e relevante o suficiente para justificar uma sequela celebratória das suas duas décadas de vida, lançada em finais de Junho de 2016; o impacto desta última esteve, no entanto, longe do conseguido pelo seu precursor, um filme-espectáculo numa época em que os mesmos ainda eram a excepção, e não a regra. Nada melhor, portanto, do que celebrar o 25º aniversário deste marco do cinema dos anos 90 relembrando o furor que o mesmo causou à época…

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