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Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

28.05.22

NOTA: Este post diz respeito a Sexta-feira, 27 de Maio de 2022.

Os anos 90 estiveram entre as melhores décadas no que toca à produção de filmes de interesse para crianças e jovens. Às sextas, recordamos aqui alguns dos mais marcantes.

Oa filmes baseados em videojogos têm, historicamente, estado entre as adaptações menos bem conseguidas da História do cinema moderno – um pódio que, em tempos, partilharam com as adaptações de banda desenhada. Mas enquanto que a reputação destas veio ser (muito) melhorada pelas produções multimilionárias dos estúdios da Marvel e DC Comics, o percurso dos videojogos no cinema continua a ser marcadamente errático, sendo cada tentativa razoavelmente conseguida (os três filmes de Tomb Raider ou o recente Uncharted) anulada pela existência de um desastre absoluto, que parece não ter qualquer ideia do que torna o material original apelativo para o seu público-alvo.

Serve este preâmbulo para apresentar, precisamente, um desses desastres absolutos que parecem não ter qualquer ideia do que torna o material original apelativo para o público-alvo – ou antes, aquele que talvez seja O exemplo-mor desta tendência: o filme de Super Mário.

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Estreado em Portugal em inícios de 1994, e produzido no ano anterior, 'Super Mário' (o filme) parece – ainda mais do que outros filmes deste tipo – fazer um esforço consciente para ignorar praticamente todos os elementos popularizados por jogos como 'Super Mario World', usando apenas os mais básicos e reconhecíveis (Mario, Luigi e Daisy são facilmente reconhecíveis, o vilão chama-se Rei Koopa, e há referências a cogumelos) e alterando rigorosamente TUDO o resto, por vezes de forma nada menos do que abstrusa; veja-se, por exemplo, o ambiente cyberpunk (!) do Reino dos Cogumelos, que apresenta os tradicionais Goombas (os atarracados e instantaneamente reconhecíveis cogumelos ambulantes que se popularizaram como o primeiríssimo inimigo do primeiríssimo jogo de Mario) como mutantes musculados e de feições deformadas (!!), o referido Koopa como um empresário (!!!) também ele mutante (!!!!) e com cabelo constituído por pequenos esporos de cogumelo (!!!!!), e Yoshi como um dinossauro semi-realista (!!!!!!).               smb-1280b-1623444752449.jpgsuper-mario-bros-movie-fans-restore-20-minutes-of-

No universo deste filme, ISTO é um Goomba (em cima) e ESTE é Koopa (em baixo)!!

Todo o filme toma esta toada, consistente com o credo, popular na Hollywood da época, de que para um filme de acção dirigido ao público jovem ser bem sucedido, tinha forçosamente de apresentar ambientes escuros e desolados - veja-se também, como exemplo deste fenómeno, o primeiro filme das Tartarugas Ninja. No entanto, onde essa obra apresentava cuidado, dedicação e sobretudo respeito pelo material de base, 'Super Mário' faz exactamente o contrário, quase parecendo um insulto propositado aos fãs do 'franchise' da Nintento por gostarem de algo tão tolo e colorido – o que torna ainda mais incongruentes os vários 'easter eggs' e referências aos jogos escondidos no cenário, prontos a serem encontrados por espectadores mais atentos.

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O universo do filme contém diversas referências a elementos dos jogos originais, apesar de pouco ou nada aproveitar dos mesmos.

Por este mesmo motivo, a primeira longa-metragem dos irmãos Mario (de quem ficamos, pelo menos, a saber ser esse o apelido) saldou-se como nada mais do que uma desilusão, que desperdiçava actores de confiança – Bob Hoskins e John Leguizamo vivem os personagens tanto ou mais do que 'Captain' Lou Albano e Danny Wells na versão televisiva do canalizador – num argumento pobre e sem qualquer tipo de relação com o universo estabelecido pelo franchise.

O resultado foi uma 'bomba' de proporções épicas, que merece plenamente o seu estatuto e reputação como um dos piores filmes, não só de videojogos, mas da década de 90 em geral – mas que muitos dos leitores deste blog terão, mesmo assim, ido ver ao cinema, dada a popularidade do material no qual (não) era baseado. Esperemos, pois, que a de há muito anunciada versão animada do canalizador italiano (a ser lançada pela francesa Illumination, de 'Gru, O Maldisposto' e 'Cantar!') consiga superar a sua antecessora 'de carne e osso' – embora, como este post terá demonstrado, tal não se afigure como uma missão particularmente espinhosa...

14.01.22

Os anos 90 estiveram entre as melhores décadas no que toca à produção de filmes de interesse para crianças e jovens. Às sextas, recordamos aqui alguns dos mais marcantes.

Na última edição desta rubrica, em relação a 'O Projecto Blair Witch', observámos como cada década cinematográfica apenas tem uma mão-cheia de filmes que verdadeiramente transcendem o seu estatuto como obras de entretenimento e se tornam parte da cultura popular: e se aquele filme tinha definitivamente lugar em qualquer lista deste tipo criada para os anos 2000 (dado ter estreado precisamente no último dia da década, século e milénio) o filme de que hoje falamos é um sólido candidato ao primeiro lugar da lista equivalente para os anos 90, visto que até o cinéfilo mais distraído ou o mais veemente opositor de filmes de acção violentos saberá o que é, e do que trata.

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À época a produção mais cara da História de Hollywood, com um orçamento em torno dos cem milhões de dólares, 'O Exterminador Implacável 2: O Dia do Julgamento' foi o maior sucesso de bilheteira de 1991 e é, ainda hoje, considerado homónimo com a série 'Exterminador' como um todo (praticamente eclipsando o seu já bem-sucedido antecessor, de 1984) além de elogiado como um dos melhores filmes de ficção científica de sempre, e como um prodígio técnico para a época; nada, aliás, a que o realizador James Cameron fosse alheio, ele que já havia realizado o igualmente inovador 'Aliens' alguns anos antes, e que viria a bater o seu próprio recorde de custos não uma, mas duas vezes em anos subsequentes – primeiro com 'Titanic' (um dos principais concorrentes de 'Exterminador 2' ao trono cultural dos anos 90, a par de 'Matrix') e, mais tarde, com outro espectáculo audio-visual topo de gama, com o nome de 'Avatar'.

Mais ainda do que Cameron, no entanto, 'Exterminador 2' é sinónimo, na consciência popular, de dois nomes, ambos de actores que ocupavam papéis principais: por um lado, o jovem Edward Furlong, que viria a evoluir do seu papel como John Connor para outros papéis marcantes em filmes como 'América Proibida', e por outro, o de Arnold Schwarzenegger, para quem este filme cimentou o estatuto como principal herói de acção da década, e aniquilou de vez a possibilidade de o voltar a ver em filmes do calibre de 'Hércules em Nova Iorque'. Juntamente com o aterrorizante T-1000 de Robert Patrick (de quem o agora heróico T-101 tem de proteger John e a mãe, Sarah) os dois são responsáveis pela maioria dos elementos mais memoráveis do filme, com Arnie, em particular, a adicionar mais alguns exemplos à sua longa lista de 'frases feitas', prontos a serem referenciados e parodiados até à exaustão nas três décadas seguintes.

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Uma imagem icónica dos dois não menos icónicos protagonistas do filme

De facto, 'Exterminador 2' está tão indelevelmente enraizado na cultura popular que se torna quase redundante explanar sobre o seu sucesso, o seu impacto cultural, ou a sua importância para o género da ficção científica nas três décadas subsequentes; basta referir que, além das honras já mencionadas no início deste texto, o filme é, ainda hoje, o mais bem-sucedido da carreira de Arnold Schwarzenegger, e parcialmente responsável por iniciar o 'franchise' Terminator, que nas décadas seguintes veria surgirem novas séries de televisão, jogos de computador, e toda uma nova série de filmes centrados em torno do universo aqui retratado. E se esses mesmos filmes não são de forma alguma obras-primas do cinema, sendo controversos até mesmo entre os fãs do 'franchise', já 'Exterminador 2' é indiscutível como um dos maiores filmes dos anos 90, uma das maiores obras de ficção científica de sempre, e um marco cultural bem digno de ser celebrado – até porque, poucos meses depois de se ter celebrado a preceito o seu trigésimo aniversário, com um relançamento em 3D, continua a ser um filme tão impressionante, relevante e importante como sempre.

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Cartaz promocional da edição especial em 3D, recentemente lançada

05.11.21

Os anos 90 estiveram entre as melhores décadas no que toca à produção de filmes de interesse para crianças e jovens. Às sextas, recordamos aqui alguns dos mais marcantes.

Desde a estreia do primeiro filme, há já mais de quarenta anos, que a saga 'Guerra nas Estrelas' tem sido uma das mais duradouras e populares propriedades intelectuais na área do cinema de longa-metragem; de facto, os filmes de George Lucas são tão populares que, mesmo quando não há qualquer novo filme (ou, agora, série) em estreia, nunca cessam de haver no mercado novos produtos alusivos ao 'franchise' 'Star Wars', sejam eles livros, jogos de computador, brinquedos, vestuário ou até items mais insólitos, como alimentos.

Escusado será dizer que os anos 90 não foram excepção a esta regra, tendo esta mesma década visto serem relançados os (então únicos) três filmes da saga, com novos efeitos e cenas (a primeira de muitas decisões controversas que Lucas viria a tomar nos anos seguintes), o que por sua vez deu azo ao aparecimento de toda uma nova leva de 'merchandising', incluindo a inevitável colecção de cromos da responsabilidade da Panini, alusiva à trilogia original.

O verdadeiro evento da década para fãs da série deu-se, no entanto, já ao cair do pano, com o lançamento de um novíssimo filme da série, que representava, simultaneamente, o regresso da mesma aos cinemas após um interregno de mais de quinze anos e um novo início – o VERDADEIRO início, segundo o próprio realizador – para as aventuras galácticas criadas por George Lucas.

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Isto porque 'Episódio I – A Ameaça Fantasma' (lançado nos EUA em Maio de 1999 e que chegava a Portugal cinco meses depois, em Outubro) se posicionava como uma prequela aos filmes saídos duas décadas antes – um conceito, à época, ainda relativamente desconhecido, mas que 'Ameaça Fantasma' viria a tornar economicamente viável em décadas vindouras. Traduzido em miúdos, o filme procurava recuar no tempo em relação aos episódios originais, e contar a história de como uma inocente criança loira de um planeta do fim do Mundo se viria a tornar o sádico imperador supremo de toda uma galáxia; uma ideia, na prática, excelente, e que levaria os níveis de entusiasmo pelo filme aos píncaros (imaginem a reacção aos últimos filmes dos 'Vingadores', mas num ambiente pré-Net 2.0, em que as imagens e notícias eram muito mais raras e menos facilmente acessíveis) , com muita gente pelo Mundo fora a 'baldar-se' ao trabalho ou à escola para estar presente nas primeiras sessões.

Com todo este entusiasmo gerado à sua volta, não foi de surpreender que o filme tivesse ficado aquém das expectativas dos fãs; surpreendente, mesmo, só a quantidade de ódio destilada pelos mesmos contra esta película, que durante décadas foi – e, até certo ponto, continua a ser – objecto de chacota, e considerado dos piores filmes alguma vez feitos. Uma opinião obviamente exagerada, e em grande parte motivada pela presença do personagem Jar Jar Binks, um óbvio e irritante 'comic relief' destinado a fazer rir o público-alvo do filme – as crianças.

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O principal responsável pela violenta recepção ao filme à época de lançamento

Sim, a grande pecha de 'Ameaça Fantasma' é mesmo ser, declaradamente, um filme para crianças, em vez de oferecer uma experiência adequada a todas as idades, como era o caso com os filmes originais. Do herói pré-adolescente – interpretado pelo supremamente irritante Jake Lloyd – ao referido personagem cómico, passando pela falta de violência explícita, tudo parece apontar a um público-alvo imberbe – tudo, isto é, menos o próprio guião, que trata de temas tão interessantes como a política financeira de uma galáxia fictícia...

Ainda assim, se visto sem quaisquer expectativas e tomado pelo que é, sem mais, 'Ameaça Fantasma' não é um mau filme, e serve como distracção para uma tarde em casa sem muito que fazer. O filme que relançou a saga não é, obviamente, nem de longe tão bom quanto os que o precederam (e alguns dos que lhe sucederam), mas também não é o pior filme com 'Star Wars' no nome – essa distinção continua a pertencer ao Episódio seguinte da saga; a reacção vitriólica que recebeu, e continua a receber, um pouco por todo o Mundo alicerça-se, sobretudo, na excitação que o seu lançamento gerou junto dos fãs. Quanto a nós, não podíamos deixar passar em branco um dos maiores acontecimentos cinematográficos da década a que este blog diz respeito, fosse ele uma obra-prima imortal ou – como acabou por suceder – apenas mais um 'blockbuster' com demasiado 'hype'...

30.07.21

NOTA: Este post corresponde a Sexta-feira, 2 de Julho de 2021.

Os anos 90 estiveram entre as melhores décadas no que toca à produção de filmes de interesse para crianças e jovens. Às sextas, recordamos aqui alguns dos mais marcantes.

Corria o ano de 1999. A histeria sobre o chamado ‘Millennium Bug’ estava ao rubro, e toda a gente estava preparade para ficar sem computadores às doze badaladas da meia-noite do 1 de Janeiro seguinte (embora ninguém soubesse ao certo em que fuso horário é que a maldição se aplicaria.) 2021 era o future longínquo, e ninguém fazia ideia de como e quanto o Mundo estaria a ponto de mudar, no espaço de pouco mais de dois anos.

Era este o panorama, não só em Portugal como um pouco por toda a sociedade ocidental, quando um dos maiores filmes-evento daquela década – e da seguinte – chegava aos cinemas. Com estreia em Portugal na última Primavera do século XX, esta co-produção australiana e norte-americana trazia como cabeça de cartaz o enigmático Keanu Reeves, tão conhecido pelos seus dotes cómicos na duologia ‘Bill e Ted’, como pelo seu convincente desempenho como herói de acção em ‘Speed – Velocidade Terminal’ ou o seu trabalho com realizadores de enorme renome, como Francis Ford Coppolla ou Bernardo Bertolucci. Neste novo filme, que se inseria no campo da ficção científica, era-lhe pedido que encarnasse uma variação do habitual ‘Escolhido’ – um programador informático que descobre que o Mundo em que vive é uma ilusão, que a verdadeira realidade se encontra ameaçada, e que só ele a pode salvar…

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Falamos, é claro, de ‘Matrix’, um filme revolucionário à época e que, desde então, se instalou confortavelmente no seio da cultura ‘pop’ contemporânea; tanto assim que os seus momentos mais marcantes e memoráveis – o contorcionismo em câmara lenta, a câmara rotativa com ‘freeze frame’ incluído, as pílulas vermelha e azul, a exclamação ‘Whoa’ – informaram desde referências em filmes de comédia como ‘Shrek’, até técnicas de filmagem em filmes mais do que sérios, como ‘O Tigre e o Dragão’, e mesmo nomes de comunicades cibernéticas de ideologia duvidosa, como The Red Pill. Por meio a toda esta influência e omnipresença, no entanto, há um factor que tende a ser esquecido: Matrix era, na verdade, um excelente filme, que merece em pleno a notabilidade que obteve.

A cena original de câmara lenta de 'Matrix', e as muitas homenagens que inspirou

De facto, antes de as sequelas e outras adendas à mitologia da série a estragarem completamente, 'Matrix' era uma das propriedades intelectuais mais entusiasmantes daquele final de século. Toda a gente tinha visto, toda a gente comentava, e toda a gente aguardava com impaciência as anunciadas sequelas, que trariam o Anderson de Reeves já plenamente integrado na sua nova identidade como Neo, salvador da sociedade distópica em que agora reside. Como infelizmente se viria a constatar, tal entusiasmo era infundado; à altura da estreia do ‘Matrix’ original, no entanto, ninguém o poderia adivinhar, sendo a qualidade do primeiro filme mais do que justificativa do ‘hype’ que se gerara - e do qual Portugal não ficava, de todo, isento.

Efectivamente, quem era da idade certa para ter interesse neste blog certamente se lembrará da excitação causada pelo anúncio de ‘Matrix’, e da reacção entusiástica ao filme propriamente dito. Na era pré-‘Ameaça Fantasma’, ‘Senhor dos Anéis’ e ‘Harry Potter’, e dez anos antes da formação oficial do ‘Universo Cinematográfico Marvel’, ‘Matrix’ era o maior evento cinematográfico entre a juventude desde ‘A Máscara’, senão mesmo ‘Parque Jurássico’. E o melhor era que, conforme indicado, esse estatuto era mais que merecido. De facto, recomenda-se que quem não tenha visto o filme desde essa altura experimente revisitá-lo; certamente não deixará de se surpreender com o quão bem o mesmo envelheceu nas mais de duas décadas desde a estreia. De facto, a surpresa pode ser tal que vos leve mesmo a exclamar...

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04.07.21

NOTA: Este post corresponde a Sexta-feira, 2 de Julho de 2021.

Os anos 90 estiveram entre as melhores décadas no que toca à produção de filmes de interesse para crianças e jovens. Às sextas, recordamos aqui alguns dos mais marcantes.

E porque se celebra, este fim-de-semana, o famoso Dia da Independência norte-americano, nada melhor do que recordar o filme que colocou essa data (ainda mais) nas bocas do resto do Mundo – Portugal incluído – e que foi lançado há quase exactamente 25 anos, a 3 de Julho de 1996.

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Falamos de ‘O Dia da Independência’, o filme-evento realizado por Roland Emmerich que transformou Will Smith de actor de ‘sitcom’ em herói de acção, com resultados surpreendentemente convincentes.

Não que Smith fosse a única ‘estrela da companhia’ – longe disso. Além do eterno ‘Príncipe de Bel-Air’, o elenco reunido por Emmerich contava ainda com Jeff Goldblum, Bill Pullman, Randy Quaid ou Harvey Fierstein, entre outros – isto, claro, sem falar do verdadeiro centro das atenções: os efeitos especiais.

De facto, ‘O Dia da Independência’ é quase mais um espectáculo visual do que um filme; ainda que as prestações dos principais actores sejam fortes, a história é o típico exagero absurdo característico deste tipo de produção, e que fornece bastas oportunidades para Emmerich e companhia utilizarem efeitos de computador absurdamente avançados para a época. Sejam as naves dos extraterrestres ou as habituais explosões, há (havia) muito com o que ficar de boca aberta nas quase duas horas e meia de duração do filme (também aqui Emmerich foi visionário, afirmando-se como precursor da tendência para filmes mais longos do que a média que se verificaria alguns anos depois.)

Os efeitos visuais do filme eram nada menos do que impressionantes, e extremamente avançado para a época.

O resultado foi um sucesso absoluto de bilheteira, tendo-se ‘O Dia da Independência’ tornado o filme mais lucrativo do ano, e o segundo mais lucrativo de sempre até então, apenas atrás do outro grande filme-evento da década, o ainda mais nostálgico ‘Parque Jurássico’. E apesar de essa marca ter sido, desde então, largamente ultrapassada (basta recordar os absurdos números de bilheteira de ‘Vingadores: Endgame’), a verdade é que ‘O Dia da Independência’ conseguiu manter-se marcante e relevante o suficiente para justificar uma sequela celebratória das suas duas décadas de vida, lançada em finais de Junho de 2016; o impacto desta última esteve, no entanto, longe do conseguido pelo seu precursor, um filme-espectáculo numa época em que os mesmos ainda eram a excepção, e não a regra. Nada melhor, portanto, do que celebrar o 25º aniversário deste marco do cinema dos anos 90 relembrando o furor que o mesmo causou à época…

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