12.09.25
NOTA: Este 'post' é respeitante a Quarta-feira, 11 de Setembro de 2025.
Em quartas-feiras alternadas, falamos sobre tudo aquilo que não cabe em nenhum outro dia ou categoria do blog.
A existência (ou não) de vida inteligente em outros corpos galácticos que não apenas a Terra tem, pelo menos desde há dois séculos, exercido um fascínio considerável sobre grande parte da população Mundial, não sendo Portugal excepção à regra. A dificuldade em explicar certos eventos a nível cognitivo, aliada à tendência muito humana para extravasar e extrapolar acontecimentos, leva a que muitos indivíduos um pouco por todo o Mundo acreditem na existência de raças extraterrestres, capazes de se deslocar pelo espaço em veículos mecanicamente muito mais avançados do que os tradicionais carros e, assim, visitarem outros planetas, entre eles a Terra. E ainda que continuem a existir poucas ou nenhumas provas de que seja este o caso (e nenhuma delas conclusiva) a verdade é que, uma vez por outra, ocorre algo que se afigura verdadeiramente difícil de explicar racionalmente. Um desses eventos, sobre o qual se celebraram há poucos dias exactos trinta e cinco anos, teve lugar numa improvável aldeia do interior de Portugal, onde várias pessoas afirmaram ter avistado um Objecto Voador Não Identificado (OVNI), naquele que permanece, até hoje, o mais significativo evento ligado à vida extraterrestre a ter ocorrido no nosso País.

Uma das quatro fotos existentes do OVNI de Alfena, conhecido como a 'Medusa' devido à sua forma.
Foi às oito e meia da manhã do dia 10 de Setembro de 1990 que diversos habitantes da aldeia de São Vicente de Alfena, no concelho de Valongo, na Área Metropolitana do Porto, afirmaram ter avistado um objecto estranho no céu, o qual permaneceria sobre a aldeia durante cerca de cinquenta minutos, ora estático, ora em movimento. Fotografias tiradas por uma das testemunhas, e autenticadas tanto pela NASA como pela Kodak, mostrariam tratar-se de um objecto esférico e com apêndices a fazer lembrar patas ou tentáculos, configurando uma aparência algures entre a de um disco voador estereotipado e a do organismo marinho conhecido como medusa, nome pelo qual ficou informalmente conhecido.
Esta prova foi, desde logo, considerada suficiente para dar início a uma investigação internacional sobre o incidente, e a pacata aldeia nortenha via-se assim, de um dia para outro, no epicentro de uma pesquisa digna dos 'Ficheiros Secretos', que envolvia agências francesas e americanas, além de vários laboratórios nacionais, na tentativa de discernir a natureza e origem do objecto, tendo a ocorrência chegado mesmo a ser tema de um episódio de uma série sobre eventos ligados ao contacto extraterreste produzida pela National Geographic. E ainda que a maioria das pesquisas tenha sido inconclusiva, os cientistas conseguiram, ainda assim, concluir que o objecto não se assemelhava a qualquer dispositivo aéreo conhecido e que pudesse ajudar a explicar o mistério, como uma sonda ou um balão metereológico. Tendo o evento tido lugar décadas antes da comercialização em massa de 'drones' teleguiados, o objecto no céu de Alfena permaneceu, assim, impossível de identificar, acabando por ser 'arquivado' na memória popular como mais uma prova de que existe algo mais na vastidão do espaço, que talvez procure estabelecer contacto com os habitantes de outros planetas ou, no mínimo, visitá-los – algo que qualquer habitante de São Vicente de Alfena presente naquela manhã de Setembro há trinta e cinco anos decerto não terá qualquer problema em corroborar...











