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Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

08.02.26

NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Sábado, 07 de Fevereiro de 2026.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos e acessórios de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Na última edição desta rubrica, recordámos os aviões de brincar, enquanto que, há já algum tempo, dedicámos algumas linhas aos veículos electrónicos a pilhas, tão populares nos primeiros anos da expansão e globalização tecnológica; agora, neste novo 'post' duplo, chega a vez de relembrarmos um brinquedo que combinava na perfeição os dois elementos abordados nos 'posts' supracitados, e que, como tal, era capaz de entreter durante largos minutos no decurso de um Domingo Divertido, ao mesmo tempo que servia para 'fazer vista' e inveja aos amigos da rua num qualquer Sábado aos Saltos.

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E inveja é mesmo o termo correcto, já que – apesar de não estar afiliado a qualquer licença nem ser lançado por nenhum dos fabricantes de brinquedos mais famosos da época – o produto em causa era cobiçado por todos quantos o viam, e gozado em pleno por quem tinha a sorte de possuir um. Isto porque só faltava mesmo aos aviões 'jumbo' a pilhas levantarem vôo, estando todos os restantes elementos representados, e de forma tão realista quanto era possível para um brinquedo à escala – a saber, as escadas desciam e retraíam-se, as luzes das asas piscavam, e até mesmo o padrão lento e concêntrico que a maioria dos aviões adoptam ao circular na pista era relativamente bem recriado pelos movimentos do brinquedo. A juntar a tudo isto havia ainda a tradicional função de mudança de direcção ao bater num canto – 'marca registada' deste tipo de brinquedo – que servia como 'cereja' no topo de um 'bolo' por demais apelativo para as crianças daquela época.

De facto, o apelo destes aviões era intemporal o suficiente para podermos afirmar que, ao contrário da maioria dos produtos de que falamos nestas páginas, os mesmos talvez conseguissem despertar o interesse das novas gerações, criadas em ambiente digital, mas que, ainda assim, não ficam imunes a luzes, sons e efeitos chamativos, que este brinquedo possuía 'a rodos', e que utilizava de forma perfeita para atrair os 'pais' dessas mesmas gerações, quando tinham a mesma idade...

25.01.26

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 10 e Domingo, 11 de Janeiro de 2026.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

A par dos barcos e dos inevitáveis carrinhos, os aviões de brincar eram outro dos tipos de veículos à escala populares nas décadas anteriores à revolução digital – na qual se incluem, claro, as últimas duas do século XX, bem como os primeiros anos do centénio seguinte. E porque a versão 'alada' dos não menos icónicos carros telecomandados – no caso, os aviões de modelismo – eram caros e muitas vezes complicados de montar e operar, a maioria das crianças ficava-se pela versão 'analógica' (ou de controlo manual), em plástico colorido, disponível em qualquer loja de brinquedos, drogaria ou, muitas vezes, até mesmo na loja dos 'trezentos', embora neste caso numa variante bastante mais 'manhosa'.

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Capazes de proporcionar bons momentos tanto num Sábado aos Saltos como num Domingo Divertido (desde que, claro, houvesse espaço suficiente no quarto ou no corredor de casa) os aviões de brincar – fossem com ou sem fio – apelavam ao tipo de imaginação que se vai perdendo com a massificação das tecnologias digitais, permitindo à criança imaginar-se piloto de um caça, hospedeira de bordo, ou até (para os mais 'preguiçosos') passageiro de um avião a jacto a caminho de um destino paradisíaco. O tipo de 'faz-de-conta', portanto, que qualquer criança aprecia, e que tão importante é na fase de crescimento e conhecimento do Mundo – e, neste caso, conseguido com recurso apenas a um pedaço de plástico colorido mais ou menos aerodinâmico, num exemplo perfeito do tipo de diversão simples e descomplicada cada vez mais rara nos dias que correm, mas que tão emblemática é daquela era mais inocente da existência humana, em que nem tudo se encontrava perpetuamente ao alcance das pontas dos dedos, e era preciso utilizar a imaginação para simular por si próprio qualquer experiência menos habitual...

12.01.26

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 10 e Domingo, 11 de Janeiro de 2026.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

O dealbar da era tecnológica, e correspondente globalização do mercado de peças, fez dos anos 80 e 90 a era de ouro para a inserção de funcionalidades 'digitais' em brinquedos de outro modo tradicionais, dando azo a produtos tão icónicos e característicos da época como os carros telecomandados, bonecos e bonecas falantes, papagaios repetidores, flores dançarinas, pistolas espaciais ou veículos com luz e som, entre inúmeros outros. Deste grupo fazia, também, parte a categoria de produto abordada neste 'post', e que, como a maioria das supramencionadas, podia ser utilizada tanto dentro de casa, para um Domingo Divertido, como no decurso de um Sábado aos Saltos – embora, neste caso, fosse necessário ter cuidado para evitar acidentes ou danos ao brinquedo, sendo preferível escolher uma área segura, como o quintal de casa.

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(Crédito da foto: OLX)

Falamos dos robôs electrónicos, a maioria dos quais contava com movimento, efeitos de luz e até, em certos casos, voz sintetizada – características que, naquele dealbar da era digital, em que tudo era novo e excitante, os tornavam instantaneamente em brinquedos desejáveis e dignos de cobiça. Até mesmo os robôs mais simples e simplistas – como o representado no filme 'Toy Story' eram adições honrosas a qualquer quarto de criança (portuguesa ou não só) e motivo de interesse certo aquando da visita de amigos, ou durante um Sábado aos Saltos de sol, sozinho ou na companhia dos mesmos.

Tal como muitos outros produtos abordados nestas páginas, também os robôs de brincar viram, eventualmente, passar o seu 'momento', à medida que os interesses das crianças e jovens se viravam cada vez mais para o mundo digital e interactivo. Ainda assim, os mesmos permanecem, hoje em dia, símbolo de uma era mais simples, em que um brinquedo com movimento e alguns efeitos sonoros embutidos era suficiente para não só manter entretida uma criança durante largos períodos, mas ter lugar de destaque entre todas as suas posses.

27.12.25

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Os anos 90 foram pródigos em produtos e brinquedos que 'toda a gente queria', e que, se encontrados debaixo da árvore de Natal, eram motivo para reacções alucinantes. Nas linhas abaixo, recordamos apenas cinco dos mais icónicos, sem nenhuma ordem em particular.

- Consolas

TkZghvN25z7dxCK4YyM5dY-1200-80.jpgDo Game Boy (a 'preto e branco' ou a cores) à Mega Drive, Sega Saturn, Nintendo 64 ou DreamCast, passando pelas duas PlayStations ou apenas pela icónica 'família' de consolas piratas conhecidas como 'Family Game' era raro o Natal em que pelo menos uma consola não marcasse presença na lista de prendas desejadas - normalmente, a que mais recentemente chegara ao mercado, ou aquela para a qual eram lançados os jogos mais 'badalados'. E, como se pode constatar pela lista acima reproduzida, os anos 90 representaram um dos períodos áureos para o desenvolvimento de tecnologias interactivas caseiras, com muitos e bons sistemas a 'dividirem' a lealdade dos entusiastas de videojogos, tanto na época natalícia como em ocasiões como os anos.

- Tamagotchi

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Foi uma das 'febres de recreio' por excelência no período pós-Tazos e 'diabolos', e interrompeu inúmeras aulas da primária à faculdade com os inconfundíveis sinais sonoros de que o bichinho virtual se encontrava mal-disposto, ou de que era preciso limpar a área onde 'vivia'. Foi, também, substituto 'virtual' para um animal de estimação de 'carne e osso' para muitas crianças, portuguesas e não só - pelo menos até se acabarem as pilhas, ou até deixar de ser item obrigatório no recreio da escola. E apesar de, em Portugal, a 'febre' ter passado quase de um dia para o outro, o Tamagotchi e respectivos 'imitadores piratas' mantiveram-se como parte da cultura popular de outros países até aos dias que correm, tendo a franquia celebrado recentemente os seus vinte e cinco anos de existência.

- Furby

download (3).jpgA 'evolução natural' da 'febre' Tamagotchi, os Furbies não só serviam como animais de estimação 'virtuais' como também de peluches físicos - isto para além de falarem e se mexerem. Uma espécie de cruzamento entre um peluche 'normal', um Tamagotchi e um papagaio repetidor (outro brinquedo muito popular na mesma época) estes 'bicharocos' alienígenas apenas tinham contra si o facto de algumas crianças os acharem levemente perturbadores, ainda que estas se contassem apenas por minoria. Tal como os Tamagotchis, no entanto, o 'momento' dos Furbies passou de forma mais do que repentina, e, poucos anos após o seu 'auge', os mesmos eram já recordados apenas como uma 'tolice' nostálgica dos anos de infância dos 'millennials' portugueses e não só.

- Brinquedos 'Grandes'

438228047.jpgDa casa da Barbie até aos castelos do He-Man ou da LEGO, aos veículos de Action Man e GI Joe ou ao exemplo mais famoso - o icónico barco pirata da Playmobil - os acessórios e cenários de grandes dimensões ligados a franquias conhecidas eram, inevitavelmente, alvo de cobiça, embora os preços normalmente proibitivos os remetessem inevitavelmente para a categoria de desejos de Natal (ou anos). Ainda assim, para quem tivesse a sorte de receber um destes exemplares, estava garantida não só a diversão como também a capacidade de se 'gabar' e 'exibir' o novo brinquedo junto dos colegas da escola - uma oportunidade que nenhuma criança deixaria passar em branco, fosse à época ou nos dias que correm.

- Bicicletas, 'Skates', Trotinetes e Patins

images (2).jpgForam, durante décadas, o epítoma de presentes 'caros' e desejáveis, um paradigma que ainda se mantinha em finais do século XX, quando uma bicicleta BMX ou um par de patins em linha se encontrariam provavelmente perto do topo de uma lista de presentes de Natal. A natureza intemporal destes presentes, e o facto de se manterem relevantes durante múltiplos anos (pelo menos até deixarem de servir ao 'dono') tornava-os também investimentos inteligentes a longo prazo, fazendo com que fossem, se possível, ainda mais apetecíveis para a criança ou jovem médio, tanto em Portugal como um pouco por todo o Mundo.

Estes são, claro, apenas alguns dos muitos presentes icónicos cobiçados pelos jovens lusitanos das gerações 'X' e 'millennial', nascidos e crescidos naquela que talvez tenha sido uma das melhores épocas da História moderna para ser criança, dado o volume de produtos entusiasmantes para essa faixa etária disponíveis no mercado de então, prontos para figurar como 'figura de proa' de qualquer carta ao Pai Natal.

15.12.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 13 e Domingo, 14 de Dezembro de 2025.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

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O Rebound, o exemplo mais conhecido deste tipo de brinquedo.

Numa já distante edição desta rubrica falámos dos carros telecomandados, uma daquelas prendas de Natal ou anos que nenhum rapaz (nem muitas raparigas) de finais do século XX desdenharia. No entanto, como sucede com tantos outros tipos de produtos, nem todos os carros a pilhas disponíveis no mercado gozavam do mesmo estatuto junto do público-alvo; e, nesse aspecto, existia uma sub-categoria que facilmente se destacava das restantes, e se tornava alvo de entusiásticas 'marcas' nos catálogos de Natal da época – os carros 'todo-o-terreno'.

Não pretendemos, com este termo, falar apenas de carros com rodas mais grossas ou reforçadas; antes, procuramos lembrar um tipo muito específico de veículo teleguiado, capaz de subir obstáculos naturais e até de se virar sobre si próprio sem cair, graças às enormes rodas que ocupavam ambas as laterais do seu 'chassis', num formato mais tarde popularizado pelos veículos do jogo 'Rollcage', da Psygnosis - uma descrição já de si auto-explicativa, não sendo preciso entrar em maiores detalhes sobre a razão para estes veículos fazerem as delícias de qualquer pré-adolescente com gosto por este tipo de brinquedo. E a verdade é que eram vários os exemplos de carros teleguiados com esta configuração importados para o mercado nacional pela icónica Concentra, com destaque para o Tyco Rebound, o mais popular exemplo do género, e que ilustra este 'post'.

Tal como sucedeu com os seus congéneres, no entanto, também os 'quinze minutos' destes carros se escoariam, levados na 'enxurrada' digital da viragem do Milénio. Quem viveu aqueles tempos mais inocentes na idade correcta, no entanto, certamente recordará ter tido – ou desesperadamente querido – um destes 'todo-o-terreno', tão capazes de proporcionar um Domingo Divertido como de participar nas aventuras de um Sábado aos Saltos...

16.11.25

NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Sábado, 15 de Novembro de 2025.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Apesar de este 'blog' se focar, sobretudo, em temas ligados à infância e adolescência durante os anos 90, já anteriormente aqui dedicámos espaço a alguns dos mais populares brinquedos para bebé da época. É, precisamente, aos produtos destinados a essa faixa etária que regressamos este fim-de-semana, para falar de um produto capaz de propiciar tanto um Domingo Divertido a bebés na primeira infância, como um Sábado aos Saltos aos seus irmãos mais velhos: os jogos de argolas para empilhar.

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De função primariamente sensorial e didáctica (permitindo ao bebé praticar movimentos de retirada e colocação, aprender a discernir os tamanhos, e potencialmente até ficar a conhecer melhor as cores através de um processo de associação) estas argolas, cujo expoente máximo era o conjunto da Fisher-Price, também se prestavam a um tradicional jogo de pontaria, com o poste central como alvo – uma proposta a que poucas crianças, mesmo fora da demografia-alvo do brinquedo, seriam capazes de resistir, fosse dentro de casa, no quarto, fosse mesmo na rua, na companhia dos amigos, com cada um a atirar à vez.

O único potencial problema prender-se-ia, nesta instância, com o choro de um bebé infeliz, a quem o irmão, irmã, primo ou prima mais velha havia tirado o brinquedo para os seus próprios fins, e respectivo 'raspanete' e castigo por parte dos adultos responsáveis pela criança em causa – algo que muitos dos jovens em causa estariam dispostos a 'arriscar' face à ideia de um bom e velho jogo de 'tiro às argolas'. E a verdade é que, paradoxalmente (ou talvez não) estes conjuntos da Fisher-Price e da Chicco eram mais resistentes e de melhor qualidade que os equivalentes para crianças mais velhas, tornando pouco surpreendente a 'usurpação' supramencionada, e tornando-os num dos primeiros brinquedos memoráveis da vida de muitos 'X', 'millennial' e até alguns 'Z' portugueses.

02.11.25

NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Sábado, 01 de Novembro de 2025.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Já aqui em ocasiões passadas falámos dos 'bonecos' (ou figuras de acção, para lhes dar a denominação moderna), das variantes maiores dos mesmos (como os Action Man) e das tradicionalíssimas e ainda hoje comercializadas bonecas Barbie (e respectivas 'imitadoras'). E apesar de termos também devotado algum espaço a 'castelos' e outros cenários para os mesmos, ficou por abordar uma outra vertente bastante frequente e popular em linhas deste tipo, e que tanto podia proporcionar aos donos um Sábado aos Saltos como um Domingo Divertido – os veículos.

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O jipe do Action Man era um dos melhores exemplos deste paradigma.

Isto porque, apesar de muitos brinquedos deste tipo serem meramente 'decorativos', não tendo qualquer função especial, outros havia que podiam ser utilizados fora do contexto das brincadeiras; os veículos com rodas, em particular (como o famoso carro da Barbie ou o jipe do Action Man) tendiam a ser grandes o suficiente para poderem também ser utilizados no exterior, quer puxados por um fio, quer simplesmente empurrados com a mão por sobre um muro ou parapeito, tal como seriam no chão do quarto. Assim, quem possuísse estes brinquedos podia, facilmente, incorporá-los nas brincadeiras de rua de um fim-de-semana de sol, ou levá-los de 'passeio' até à mercearia ou supermercado – embora, neste caso, fosse necessário ter cuidado para evitar danos causados por terrenos mais acidentados. Não admira, pois, que este tipo de brinquedo estivesse entre os mais cobiçados no tradicional catálogo de Natal, como presente de anos, ou simplesmente numa visita 'de circunstância' ao hipermercado; afinal, apesar de consideravelmente caros, os mesmos serviam uma função 'dois-em-um' a cujas potencialidades que nenhuma criança (da época ou mesmo dos dias de hoje) era capaz de ficar indiferente...

 

19.10.25

NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Sábado, 18 de Outubro de 2025.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Hoje em dia, estão disponíveis uma série de tipos de 'veículos' de brincar destinados a ajudar crianças pequenas a ganhar confiança nas suas próprias funções motoras, a fim de mais tarde poderem passar aos tradicionais triciclos e bicicletas. Muitas destas formas de 'locomoção assistida' surgiram, no entanto, apenas nas últimas décadas do século XX, para complementar os tradicionais 'andarilhos', tendo as gerações 'X' e 'millennial' servido de 'cobaias', ajudando a aperfeiçoar o modelo que, até aos dias de hoje, continua a divertir os bebés em fase de desenvolvimento. E talvez o melhor exemplo deste paradigma tenha sido o produto que focamos neste 'post' – nomeadamente, os carros de empurrar com os pés.

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Um exemplo moderno, mas muito semelhante aos modelos 'clássicos'

Capazes de proporcionar bons momentos tanto num Sábado aos Saltos como num Domingo Divertido, estes carros surgiam pela primeira vez nos anos 80, na sua forma mais primitiva, ou seja, apenas com rodas e um volante que as crianças podiam girar enquanto fingiam 'guiar' a 'viatura'. Um formato básico, mas que permitia ainda assim o mais importante – que as crianças treinassem, e se habituassem, ao movimento de pernas necessário ao acto de andar – e que, por se tratar de um conceito relativamente novo, ainda não era alvo de escrutínio apertado por parte do grande público.

À medida que as décadas avançavam, no entanto, o produto em causa foi, naturalmente, obrigado a evoluir, tendo não só começado a surgir em formatos mais apelativos, como também a adicionar funcionalidades, sendo a primeira – e mais famosa – a capacidade de a criança (ou um educador) empurrar o carro, o que permitia não só aos pais oferecerem apoio físico nesta crucial fase de desenvolvimento, como também às próprias crianças 'passear' bonecas e peluches, o que, por sua vez, proporcionava excelentes momentos de https://portugalanos90.blogs.sapo.pt/sabados-aos-saltos-brincar-ao-529599faz-de-conta, também tão importante naquela fase da vida. São estes modelos que prevalecem até aos dias de hoje no mercado, sendo possível que muitos dos que aprenderam a andar com a ajuda daqueles carrinhos 'básicos' de finais dos anos 80 vejam, presentemente, os filhos viver a mesma experiência na versão 'evoluída' do brinquedo que ajudaram a 'testar' naqueles tempos mais simples...

24.09.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Domingo, 21 de Setembro e Segunda-feira, 22 de Setembro de 2025.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Qualquer jovem é, inevitavelmente, influenciado pela música que ouve – e nos anos 90, havia muito por onde escolher. Em segundas alternadas, exploramos aqui alguns dos muitos artistas e géneros que faziam sucesso entre as crianças daquela época.

Numa ocasião anterior, falámos aqui dos microfones com eco, um brinquedo que, partindo de uma premissa simples, oferecia diversas formas de diversão ao seu público-alvo, não só através da mecânica como também das possibilidades a nível da imaginação e do faz-de-conta. No entanto, este estava longe de ser o único recurso que as 'futuras estrelas musicais' tinham a sua disposição à época; pelo contrário, quem quisesse emular mais aproximadamente a experiência de dar um concerto ao vivo tinha um brinquedo justamente à sua medida, especificamente idealizado e concebido para permitir dar largas à imaginação nesse sentido.

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Exemplo moderno do produto em causa.

Falamos dos microfones a pilhas, equipados com uma base na qual estavam inseridos um ou mais botões de efeitos sonoros, que podiam ser activados a qualquer momento mediante pressão com o pé. E, para tornar a ilusão ainda mais realista, a gama de sons não incluía apenas recepções positivas, como aplausos, mas também um simulacro de vaias e descontentamento, perfeito para quem procurasse fazer auto-crítica, ou para quem tivesse um irmão, primo ou amigo com gosto por 'partidas' que entrasse 'à sucapa' para interromper o 'concerto' com tais sons.

Qualquer que fosse o caso, o saldo final era quase sempre suficientemente divertido para justificar quaisque revezes, e claramente apelativo que chegasse para manter estes microfones no mercado até aos dias de hoje – embora, como sucede com tantos outros brinquedos de que falamos nestas páginas, já sem a relevâmcia que outrora tiveram, e algo 'relegados' para plataformas de revenda 'online'. Ainda assim, não deixa de estar presente a oportunidade para os 'Millennial' e 'X' apresentarem às gerações mais novas mais um dos muitos brinquedos que, mediante mecânicas e propostas simples mas absolutamente irresistíveis, faziam as delícias da 'pequenada' no dealbar da era tecnológica.

23.06.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 21 de Junho e Domingo, 22 de Junho de 2025.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

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Já aqui repetidamente mencionámos o facto de não ser, de todo, preciso grande complexidade de conceitos para entreter as crianças de finais do século XX; pelo contrário, alguns dos mais memoráveis brinquedos desse período primam pela simplicidade, bastando lembrar as 'febres' que foram as Ondamanias e os 'Diabolos'. Este paradigma estendia-se, também, a brinquedos que simulavam objectos ou elementos da vida real, estando por detrás não só de linhas como Lego Duplo, Playmobil e Pinypon, como também de brinquedos como os que abordamos neste 'post' duplo de fim-de-semana.

Isto porque, numa era em que o controlo remoto se principiava ainda a impôr, os aeromodelos eram caros e os carrinhos à escala eram a melhor opção para simular deslocações veiculares, não é de espantar que um brinquedo grande, relativamente económico e extremamente versátil (capaz de preencher tanto um Sábado aos Saltos como um Domingo Divertido) captasse a atenção das crianças. E era, precisamente, isso que acontecia com os barcos de brincar, muitos dos quais reuníam muitas ou todas as características supracitadas.

De facto, os anos 90 viam surgir nas drogarias, lojas de brinquedos e até lojas 'dos trezentos' todo o tipo de barcos à escala, desde os preparados para verdadeiramente 'navegar' ou 'velejar' (e que podiam ser testados na banheira de casa ou, pelos mais valentes, num curso de água exterior) até modelos de corda, ou outros que mais explicitamente se destinavam a um Domingo Divertido em casa, longe da água, ou até mesmo apenas à decoração de prateleiras, como o lendário e icónico barco pirata da Playmobil – isto sem falar daqueles que apresentavam 'função múltipla', afirmando-se como adequados para todas as funções supracitadas.

Fosse qual fosse a variante escolhida, no entanto, a diversão e o exercício da imaginação estavam garantidos, numa época em que a mente era mesmo o principal recurso para quem quisesse 'visitar' ou embrenhar-se em outros mundos. Talvez por isso tantas crianças, de ambos os sexos e de todas as idades, tivessem no quarto ou armário um qualquer tipo de barco de brincar, pronto a 'levantar âncora' sempre que para isso houvesse vontade...

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