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Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

17.03.22

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

Já aqui foi referido inúmeras vezes que, nos anos 90. não eram necessárias grandes inovações tecnológicas ou conceitos 'avant-garde' para fazer as delícias do público mais jovem, pelo contrário; muitas vezes, eram mesmo as coisas mais simples que ganhavam tracção entre a miudagem, a ponto de se manterem relevantes e populares entre essa demografia até aos dias de hoje – um feito ainda mais notável se tivermos em conta que o tempo médio de vida de uma 'febre' dos anos 90 era de entre alguns meses a um ano.

O produto que recordamos hoje é prova cabal desse mesmo apanágio, tendo atravessado as décadas (entre elas a de 90) sem nunca perder o apelo junto do público mais jovem, e mantendo sempre imutável o seu já de si simplicíssimo conceito, que em nada mais consiste do que num tubo recheado de minúsculas pastilhas semi-azedas, e encabeçado por um mecanismo dispensador na forma da cabeça de um popular personagem infantil.

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Exemplos de dispensadores dos anos 90

Sim, falamos precisamente dos dispensadores de Pez, um artefacto (e respectiva guloseima) famosa a nível mundial pelo menos desde a década de 1960, e que continua até aos dias de hoje a constituir um apelativo misto de guloseima e brinquedo para crianças e jovens de uma certa idade. E apesar de os motivos disponíveis se irem, obviamente, adaptando aos tempos - nos anos 90, por exemplo, os clássicos e imortais personagens dos Looney Tunes ou da Disney dividiam o seu espaço com mascotes da Nintendo e Sega, ou bonecos da Rua Sésamo – o conceito-base permance, conforme já referimos, imutável: as drageias Pez são colocadas no tubo e, posteriormente, libertadas uma a uma através de um mecanismo de 'patilha' impulsionado por um toque na cabeça do personagem que encima o tubo. À medida que o tubo se vai esvaziando, a base vai-se, progressivamente, elevando, de modo a que haja sempre uma drageia à 'boca' do dispensador, directamente atrás da cabeça do boneco, pronta a ser libertada quando o mecanismo é accionado.

Um conceito sumamente simples, mas que resulta bem o suficiente para manter estas pastilhas duras, com aspecto de comprimido e sabor a chupa-chupas ácidos, nas prateleiras dos supermercados desde há já várias décadas; afinal, conforme se referiu no início deste texto, por vezes, são os conceitos mais simples, básicos e despretensiosos que mais rapidamente acabam por 'pegar' entre a criançada...

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