Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

07.12.25

Aos Domingos, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos principais acontecimentos desportivos da década.

Ainda que Carlos Lopes, Rosa Mota e Fernanda Ribeiro sejam os grandes nomes do atletismo português de finais do século XX, outros atletas houve que, sem serem tão mediáticos, não deixaram de fazer parte das mesmas comitivas Olímpicas dos três nomes acima citados, e de trazer glória ao País, senão nesses palcos, em outros apenas ligeiramente menos grandiosos. Foi o caso de uma maratonista cujo nome era bastante conhecido dos aficionados de desporto da época, mas se encontra hoje algo esquecido por comparação aos dos seus colegas mais 'famosos': Manuela Machado.

download (1).jpeg

Tal poderá ter algo a ver com o facto de a atleta natural de Viana do Castelo não se expôr tanto à cobertura mediática, preferindo participar em provas especializadas, por oposição a maratonas citadinas (embora tenha chegado a participar na Maratona de Lisboa, que viria mesmo a vencer, em 1993.) Assim, apesar da pouca expressão a nível Olímpico, a atleta reúne na sua década de carreira medalhas de ouro em dois Campeonatos Europeus de Atletismo (o de Helsínquia de 1994 e o de Budapeste em 1998, onde o colega de Selecção António Pinto viria a conseguir a mesma distinção na 'sua' categoria) e nos Campeonatos Mundiais da Suécia, em 1995, bem como medalhas de Prata em outros dois Mundiais, os da Alemanha de 1993 (sendo esta a sua primeira medalha conquistada) e os da Grécia de 1997. Só ficou mesmo a faltar a medalha Olímpica, à qual nunca esteve sequer próxima de almejar nas três provas da categoria em que participou, onde nunca passou do sétimo lugar, tendo inclusivamente assistido 'de trás' à vitória da colega de Selecção Fernanda Ribeiro nos Jogos de 1996.

Nada, no entanto, que belisque a digna carreira de uma atleta que, ainda que de forma mais discreta do que outros seus contemporâneos, não deixou ainda assim de contribuir para a forte presença portuguesa no campo do atletismo e da corrida durante as últimas décadas do século XX, merecendo ser lembrada a par dos referidos contemporâneos mais 'famosos' por qualquer entusiasta da modalidade.

26.10.25

Aos Domingos, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos principais acontecimentos e personalidade do desporto da década.

download.jpeg

A mais icónica imagem associada a estas provas.

Sendo o atletismo um dos desportos com maior expressão em Portugal, logo atrás do futebol e ao mesmo nível do hóquei em patins, e tendo em conta a quantidade de atletas de topo que representaram o País na modalidade ao longo dos anos – de Rosa Mota e Carlos Lopes a Fernanda Ribeiro ou, mais recentemente, o 'adoptivo' Francis Obikwelu – não é de admirar que as provas de corrida sejam das que mais adesão e consenso reúnem entre os fãs nacionais de desporto, fazendo 'parar' (por vezes, literalmente) as ruas do País aquando da sua realização. E porque este 'post' será publicado no rescaldo de mais uma Meia-Maratona de Lisboa, e no mês em que a Meia-Maratona e Portugal completa vinte e cinco anos de existência, seria impossível deixar passar em claro esta oportunidade de falar sobre as duas grandes provas de atletismo surgidas em finais do século XX e inícios do seguinte.

Destas, a mais famosa é, claro, a Maratona de Lisboa, organizada desde 1986, sempre no mês de Outubro (tendo a última edição tido lugar no dia em que este 'post' é publicado) e sempre com o patrocínio da EDP. Trata-se de uma corrida disputada em estrada, e que se desenrola, historicamente, na zona ribeirinha da capital, com passagem para a Margem Sul (sobre o tabuleiro da Ponte 25 de Abril!) incluída, obrigando a uma interdição ao tráfego naquela zona da cidade, e atraindo, naturalmente, largas centenas de espectadores à mesma, na esperança de verem, ou pelo menos vislumbrarem, os atletas, e de disfrutarem da música ao vivo que também caracteriza a prova.

Das três provas em destaque neste 'post', esta é a que mais diversidade reúne em termos de nacionalidades dos vencedores, tendo mesmo havido uma certa hegemonia lusófona (com vencedores portugueses e brasileiros) ao longo dos anos, bem como uma certa prevalência de vencedores do Centro Europeu em finais dos anos 90, antes da previsível 'invasão' de atletas da Etiópia, Quénia e outros países africanos, que se vêm desde então sagrando campeões da quase totalidade das provas.

Lisboa-logo.jpg

Em segundo lugar da lista, e com quase tanta importância e visibilidade como a 'irmã mais velha', surge a Meia-Maratona de Lisboa, organizada desde 1991 pela World Athletics (principal entidade global para a modalidade) primeiro no mês de Março e, mais recentemente, em Setembro. Trata-se de uma corrida de pouco mais de dois quilómetros, com partida da Ponte Vasco da Gama e que, sem render imagens tão icónicas como a prova de maior distância, não deixa ainda assim de atrair a sua quota-parte de interessados sempre que atravessa a cidade.

download (3).jpeg


Em termos de vitórias, é sem surpresas que se constata que a larga maioria das mesmas foi para atletas africanos, com particular ênfase para o Quénia. Destaque, no entanto, para Rosa Mota, que venceu a metade feminina da primeiríssima edição da prova, afirmando-se como um dos dois únicos nomes portugueses na lista de vencedores, sendo o outro António Pinto, o vencedor masculino em 1998. O nome mais dominante durante os anos 90 seria, no entanto, o da queniana Tegla Louroupe, que venceria seis das nove corridas realizadas entre a edição inaugural da prova e o Novo Milénio – incluindo vitórias consecutivas entre 1994 e 1997 - tendo a sua hegemonia neste período sido interrompida apenas pela irlandesa Catherina McKiernan, uma de apenas quatro vencedoras europeias da prova, que sairia vitoriosa em 1998, constando hoje como o único outro nome a sagrar-se campeão na categoria feminina entre 1994 e 2000. Já do lado masculino, a liderança era mais disputada e renhida, não tendo existido qualquer bicampeão até ao início da década de 2010, quando Zersenay Tadese, da Eritreia, venceria três provas seguidas. Destaque, ainda, para Mo Farah, vencedor masculino em 2015 pela Inglaterra e, a par de Rosa, talvez o mais famoso atleta a participar na prova.

De menor dimensão, mas ainda assim atractiva para os entusiastas do desporto, é a Meia-Maratona de Portugal, a qual, apesar do nome, se desenrola também apenas em Lisboa. Inaugurada nos primeiros meses do Novo Milénio (a primeira edição desenrolou-se em Outubro de 2000) e organizada pelo Maratona Clube de Portugal, esta prova é, como a sua congénere, realizada sob a égide da World Athletics, inserindo-se na sua série 'Road Race Label Events', na categoria 'Gold', e reúne anualmente cerca de quinze mil participantes.

E se a Meia-Maratona de Lisboa apresenta forte domínio de atletas africanos, nesta prova, os mesmos são ainda mais hegemónicos, com particular ênfase para dois países, o Quénia e a Etiópia. que reúnem a quase totalidade dos vencedores tanto da prova masculina como da feminina – em vinte e cinco anos, apenas uma participante feminina (a italiana Valeria Straneo, em 2013) e dois masculinos (o sul-africano Hendrick Ramaala, em 2003, e o eritreano Nguse Amsolom, em 2015) não foram oriundos de uma dessas duas nações!

Ainda assim, e apesar desta hegemonia, a Meia-Maratona de Portugal não deixa, como a de Lisboa, de suscitar emoções suficientemente fortes para atrair espectadores a cada nova edição, desde há já um exacto quarto de século, merecendo – como a sua congénere e a Meia-Maratona do Porto, inaugurada mais tarde, em 2007 – a distinção como uma das principais provas de atletismo portuguesas desde os finais do século XX e inícios do XXI até aos dias que correm.

26.05.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 24 de Maio de 2025.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Na era pré-digital, e em que a maioria dos brinquedos era cara o suficiente para apenas ser acessível em contextos particulares e especiais, como os anos e o Natal, era natural que as crianças portuguesas – sobretudo as dos meios menos urbanizados – recoressem a brincadeiras improvisadas, ou 'herdadas' de gerações anteriores, cujos requerimentos materiais eram inexistentes ou baixos o suficiente para facilmente serem supridos. A actividade que abordamos este Sábado faz, precisamente, parte desse grupo, e será recordada com nostalgia por qualquer elemento da geração 'millennial' portuguesa cuja juventude tenha sido passada longe dos centros urbanos.

mwfd9jzm7dw71.jpg

De facto, enquanto que nas cidades era difícil arranjar o espaço necessário para tais actividades, as vilas e aldeias suburbanas e do interior – à época bem menos povoadas e 'motorizadas' do que hoje em dia – proporcionavam o cenário perfeito para 'corridas' em cima de grades de cerveja, carros de rolamentos, colchões, pneus ou mesmo simples folhas de plástico ou cartão; desde que o material permitisse deslizar sobre o asfalto, terra batida ou empedrado, pouco importava qual a variante utilizada. Depois, era só encontrar uma rampa, colina, monte ou 'ladeira' e 'dar a largada' para ver quem chegava primeiro ao sopé da referida área.

Escusado será dizer que, na maioria das vezes, tais 'aventuras' não tinham exactamente final feliz, sendo responsáveis por múltiplos 'esfolões', fracturas, dentes partidos e outros 'azares' típicos de uma infância passada 'à solta', em Sábados aos Saltos com os amigos. Apesar das dores, choros e inevitáveis raspanetes e 'sovas', no entanto, é de suspeitar que seriam muito poucos os portugueses que, tendo a oportunidade, mudariam sequer um momento dessas experiências tão simples quanto divertidas, hoje quase pitorescas para a geração digital, mas que tanto disseram, e tantas memórias criaram, aos seus pais e até irmãos mais velhos...

01.05.22

NOTA: Por se celebrar hoje um marco importante do desporto da década de 90, alterámos a ordem dos 'posts' deste fim-de-semana. Os Domingos Divertidos regressarão para a semana.

Aos Domingos, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos principais acontecimentos desportivos da década.

Qualquer 'puto' dos anos 90 fã de Fórmula 1 (ou de desporto em geral) se lembra daquela tarde de feriado em 1994: uma corrida como qualquer outra, com emoções fortes como qualquer outra, que acabou com emoções ainda mais fortes (embora também bastante mais negativas) após um dos pilotos encontrar problemas com o seu carro ao atacar uma curva, e acabar de encontro a um 'railing' e com o carro em chamas.

Ayrton_Senna26.jpg

Esse piloto era Ayrton Senna, o prodígio brasileiro que, naquele dia 1 de Maio de 1994, no lendário circuito de Imola, vinha fazendo uma prova tipicamente e previsivelmente brilhante (disputava o recorde de tempo por volta com Michael Schumacher), que o destino tratou de transformar na sua última: levado de emergência para o hospital, o piloto da Williams acabaria mesmo por perder a vida como consequência do despiste e embate, transformando-se na primeira vítima mortal da curva Tamburello, que também já trouxera 'sustos' aos não menos lendários Nelson Piquet e Gerhard Berger em anos anteriores, e numa espécie de 'Kurt Cobain' do desporto – um nome recordado tanto pelo seu génio diferenciado no seu campo de especialização, como por ter falecido jovem (Senna tinha completado 34 anos há sensivelmente um mês) no auge das suas faculdades profissionais, e com muito ainda para dar ao Mundo. Ao contrário de Cobain, no entanto, Senna nunca quis morrer, tendo o fim da sua vida surgido, puramente, como capricho do destino – o que torna ainda mais dolorosa a memória do sucedido.

Até àquele fatídico dia 1 de Maio, Ayrton Senna da Silva (nascido em São Paulo a 28 de Março de 1960) era, com justiça, visto como um dos nomes maiores da 'nova geração' do desporto automóvel, a par de Michael Schumacher. Entrado na Fórmula 1 em 1984 (após as habituais passagens pelo mundo dos karts e por competições menores, como a Fórmula 3, de onde também emergiria, cerca de uma década depois, o representante português no desporto automóvel, Pedro Lamy) o piloto brasileiro não tardaria a sagrar-se tri-campeão da categoria ao serviço da McLaren, marca à qual é ainda hoje mais fortemente associado na mente dos 'tiffosi'.

Mais do que os títulos, no entanto, era a capacidade que Senna tinha de se adaptar às condicionantes que o rodeavam – fossem as condições atmosféricas, o estilo de condução dos seus adversários, ou até problemas técnicos que experienciava – que diferenciavam Senna dos pilotos 'apenas' bons, e o tornavam extraordinário. Até mesmo a instantes de um acidente que acabaria por resultar na sua morte, o brasileiro teve presença de espírito suficiente para reduzir a velocidade ao seu carro, evitando assim um choque ainda pior; infelizmente, esta reacção de último momento já não foi suficiente para evitar o pior, fazendo com que, nos vinte e oito anos subsequentes, a memória daquele génio da Fórmula 1 surja, dolorosa, na mente dos 'tiffosi' um pouco por todo o Mundo, a cada Primeiro de Maio. Que descanse em paz.

Montagem de notícias sobre a morte de Senna na TV portuguesa.

NOTA: As imagens do acidente, conforme transmitidas pela RTP2, encontram-se bloqueadas para uso fora do Youtube, mas podem ser encontradas escrevendo 'ayrton senna acidente portugal' na barra de pesquisa do YouTube.

07.11.21

Aos Domingos, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos principais acontecimentos desportivos da década.

Para qualquer povo – mas ainda mais no caso de povos pequenos e de menor expressão – qualquer indivíduo que se destaque adquire automaticamente estatuto de herói nacional, com direito a cobertura mediática extensiva e elevação de qualquer pequeno feito atingido. Portugal não é, claro, excepção neste campo, tendo os principais nomes 'exportados' do nosso país conseguido, ao longo das décadas, reter o estatuto de culto pelo qual lutaram. Hoje em dia, a imagem de Portugal no estrangeiro já não se resume apenas aos tradicionais Eusébio e Amália; há também Luís Figo, Cristiano Ronaldo, Salvador Sobral, Moonspell e José Saramago, para citar apenas alguns dos nomes mais conhecidos.

No entanto, como sempre acontece neste tipo de casos, para cada nome bem conhecido que consegue almejar os seus objectivos, existem vários outros que, não obstante os seus melhores esforços, se vêm obrigados a ficar pelo caminho, e a contentar-se com a fama dentro de portas; mais uma vez, Portugal não difere de qualquer outro país neste campo, tendo precisamente nos anos 90 um exemplo perfeito deste mesmo fenómeno.

Corria o ano de 1993, e Figo e a restante Geração de Ouro despontavam para o futebol, quando um praticante de outro desporto, menos físico mas não menos entusiasmante, irrompeu na cena desportiva portuguesa, determinado a deixar a sua marca a nível internacional. O desporto em causa era a Fórmula 1, e o nome do jovem aspirante a herói português era Pedro Lamy.

images.jpg

Nascido na zona de Alenquer a 20 de Março de 1972, José Pedro Mourão Lamy Viçoso começou por destacar-se nas divisões menores do desporto automóvel, tendo conhecido considerável sucesso primeiro nos karts, depois na Fórmula Ford – onde se sagrou campeão por duas vezes, a primeira das quais na sua temporada de estreia, com apenas 17 anos – e finalmente na Fórmula 3, onde continuou a demonstrar argumentos que lhe faziam prever um futuro muito, muito risonho.

Foi, pois, com naturalidade que os aficionados das corridas portugueses – muitos deles próximos da idade do próprio Lamy à época, ou até mais novos – viram o jovem ribatejano dar o 'salto' natural para a 'Primeira Divisão' do desporto, chegando ainda a tempo de disputar, pela Lotus, as últimas quatro corridas da temporada de 1993, no lugar do lesionado Alessandro Zanardi. Apesar dos resultados muito pouco encorajadores – zero pontos no total das quatro corridas – fazerem já prever a toada futura da carreira do único representante português no mundo do desporto automóvel, Lamy terá ainda assim demonstrado o suficiente para ser convidado pela construtora a disputar a época seguinte com as suas cores.

1994 marcava, assim, a primeira temporada completa de Lamy como piloto de Fórmula 1, lançando-o para a ribalta desportiva e sujeitando-o ao habitual fenómeno 'tuga entre estrangeiros', que resultou, como é costume neste tipo de casos, num avolumar do interesse do público nos seus feitos. Infelizmente, o azar não tardou em bater à porta, e à entrada para a quinta corrida da época, Lamy vê-se envolvido num aparatoso acidente, que resulta em duas pernas e pulsos partidos - um acidente que seria suficiente para terminar a carreira de muitos, mas não do determinado português, que embarcou numa odisseia de fisioterapia que lhe permitiu, um ano depois, ressurgir nas grelhas dos Grandes Prémios mundiais, desta vez com as cores da Minardi.

download.jpg

Lamy com a restante equipa da Minardi

Pela construtora italiana, Lamy continuou a exibir os mesmos argumentos que já mostrara na Lotus, terminando a época com um histórico e marcante total de UM ponto, e ajudando assim a demonstrar que não é só na Eurovisão que Portugal não pontua. Mais – esse ponto conseguido pelo ribatejano foi o ÚNICO feito pela Minardi em toda a temporada, fazendo deste um daqueles casos em que as duas partes parecem 'feitas uma para a outra'.

Este novo e rotundo falhanço foi a machadada final nas aspirações de Lamy, que fez a escolha acertada, retirando-se do mundo da Fórmula 1 no final da temporada, sem nunca ter conseguido concretizar o seu potencial, ou ser levado minimamente a sério no seio do seu desporto de eleição, apesar das 'figas' feitas pelos aficionados portugueses de F1 para que tivesse sorte.

No entanto, e ao contrário do que pudesse ter parecido à época, a trajectória internacional de Lamy ainda não estava terminada, vindo apenas a sofrer um desvio – no caso, para o mundo dos carros GT, onde o condutor português encontrou, finalmente, o mesmo grau de sucesso de que gozara nos seus tempos de juventude, no circuito Fórmula 3. À data, Lamy é co-detentor do maior número de vitórias na corrida das 24 Horas de Nürbungring, e condutor oficial da Peugeot nas históricas 24 Horas de Le Mans, além de participar no campeonato mundial de 'endurance' da FIA. Um final feliz bem merecido para aquele que podia ter sido o 'Ayrton Senna português', a quem faltou um pouco de sorte e talento ao mesmo nível da sua determinação e vontade para poder almejar a esse titulo, mas que conseguiu ainda assim ter sucesso, ainda que fora das luzes da ribalta...

Imagens da pouco conhecida participação de Lamy no Grande Prémio Virtual de 1995, ao comando de um carro da SEGA. Pelo menos na Mega Drive, o candidato a Senna português conseguia ser ás ...

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2026
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2025
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2023
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub