Sextas com Style/Saídas ao Sábado: A Marks & Spencer Em Portugal - Uma História Com Fim Desapontante
07.12.25
NOTA: Este 'post' é respeitante a Sexta-feira, 06 e Sábado, 07 de Dezembro de 2025.
Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.
As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados (e, ocasionalmente, consecutivos), o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais e momentos.
Apesar de a chegada de grandes cadeias internacionais a Portugal ser normalmente associada com a inauguração das primeiras grandes superfícies no País, a verdade é que, por essa altura (finais dos anos 90) já algumas companhias multinacionais haviam saído ou se preparavam para sair do território nacional, após décadas de exploração comercial no mesmo. Já aqui mencionámos os exemplos de duas companhias especializadas em material pré-natal – a Mothercare e a Chicco – mas outro exemplo, não menos famoso ainda que menos especializado, desistia também do retalho em Portugal por volta da mesma altura: o lendário Marks & Spencer.

De facto, apenas a parcela mais velha dos leitores deste 'blog' recordará a presença da companhia britânica em Portugal – e, mesmo assim, apenas a porção que morasse perto de uma das apenas cinco lojas que a mesma explorava no País. Quem visitou um destes estabelecimentos, no entanto, certamente recordará a diversidade e combinação pouco habitual de produtos que a cadeia propunha – numa altura em que ainda era muito raro encontrar peças de roupa e géneros alimentares dentro da mesma loja, a Marks & Spencer utilizava esta abordagem para se destacar da concorrência e incentivar a visitas repetidas.
Também motivo de destaque para quem, à época, era ainda menor de idade eram as colecções de roupa infantil, que estavam entre as primeiras a propôr peças com personagens licenciados, como os Looney Tunes, e cujo sentido estético e 'design' se afirmavam como extremamente apelativos para a demografia em causa, ainda que o preço proibitivo as tendesse a deixar no campo das 'obras de arte', admiradas e desejadas, mas não necessariamente adquiridas. O mesmo, aliás, se passava com os restantes produtos comercializados pela companhia, que se posicionava como uma loja algo mais 'fina' do que as mercearias ou supermercados convencionais, ou mesmo do que muitas lojas de roupa da época.
Infelizmente, e apesar da conjectura favorável, a Marks & Spencer não viria a terminar o Segundo Milénio em Portugal, tendo a sede britânica decidido retirar-se do mercado nacional poucos meses antes da chegada do ano 2000, após falhas no pagamento por parte da empresa que explorava as suas lojas em território nacional. Para quem chegou a visitar as mesmas, ficava a sensação de uma leve mas perceptível mudança no paradigma nacional, com a perda de uma cadeia que, apesar da presença discreta, chegou a ser icónica para uma parcela do público nacional da época.



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