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Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

07.12.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sexta-feira, 06 e Sábado, 07 de Dezembro de 2025.

Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.

As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados (e, ocasionalmente, consecutivos), o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais e momentos.

Apesar de a chegada de grandes cadeias internacionais a Portugal ser normalmente associada com a inauguração das primeiras grandes superfícies no País, a verdade é que, por essa altura (finais dos anos 90) já algumas companhias multinacionais haviam saído ou se preparavam para sair do território nacional, após décadas de exploração comercial no mesmo. Já aqui mencionámos os exemplos de duas companhias especializadas em material pré-natal – a Mothercare e a Chicco – mas outro exemplo, não menos famoso ainda que menos especializado, desistia também do retalho em Portugal por volta da mesma altura: o lendário Marks & Spencer.

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De facto, apenas a parcela mais velha dos leitores deste 'blog' recordará a presença da companhia britânica em Portugal – e, mesmo assim, apenas a porção que morasse perto de uma das apenas cinco lojas que a mesma explorava no País. Quem visitou um destes estabelecimentos, no entanto, certamente recordará a diversidade e combinação pouco habitual de produtos que a cadeia propunha – numa altura em que ainda era muito raro encontrar peças de roupa e géneros alimentares dentro da mesma loja, a Marks & Spencer utilizava esta abordagem para se destacar da concorrência e incentivar a visitas repetidas.

Também motivo de destaque para quem, à época, era ainda menor de idade eram as colecções de roupa infantil, que estavam entre as primeiras a propôr peças com personagens licenciados, como os Looney Tunes, e cujo sentido estético e 'design' se afirmavam como extremamente apelativos para a demografia em causa, ainda que o preço proibitivo as tendesse a deixar no campo das 'obras de arte', admiradas e desejadas, mas não necessariamente adquiridas. O mesmo, aliás, se passava com os restantes produtos comercializados pela companhia, que se posicionava como uma loja algo mais 'fina' do que as mercearias ou supermercados convencionais, ou mesmo do que muitas lojas de roupa da época.

Infelizmente, e apesar da conjectura favorável, a Marks & Spencer não viria a terminar o Segundo Milénio em Portugal, tendo a sede britânica decidido retirar-se do mercado nacional poucos meses antes da chegada do ano 2000, após falhas no pagamento por parte da empresa que explorava as suas lojas em território nacional. Para quem chegou a visitar as mesmas, ficava a sensação de uma leve mas perceptível mudança no paradigma nacional, com a perda de uma cadeia que, apesar da presença discreta, chegou a ser icónica para uma parcela do público nacional da época.

28.11.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 27 de Novembro de 2025.

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

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A versão moderna do doce encontra-se ainda disponível em muitos países.

'EU NÃO SOU BEBÉ, MAS QUERO BIG BABY!'

O anúncio pode, hoje em dia, não figurar no YouTube ou em qualquer outra rede social (pelo menos, não em versão portuguesa) mas quem ouviu o refrão certamente não o esqueceu. Num daqueles casos em que a publicidade era mais memorável que o próprio artigo, as 'chupetas' Big Baby – chupa-chupas contidos num invólucro em forma de biberão, e com uma saqueta de pó amargo para polvilhar por cima, a fim de obter um resultado semelhante ao dos icónicos chupas azedos – serão, talvez, mais recordadas pela geração 'millennial' portuguesa por essa 'viciante' melodia do que propriamente pelo produto em si, que nunca chegou a ter tanta tracção quanto os referidos chupas azedos, ou outros doces com 'artimanhas' especiais, como os chupas de anel, os Melody Pops ou os Push Pops.

A verdade, no entanto, é que, para quem gostava da dicotomia doce-azedo, estes chupa-chupas cumpriam perfeitamente a sua função, tendo ainda uma vertente de apelo visual, sempre importante para qualquer criança no momento de considerar adquirir ou não um produto. Pena, pois, que não se pudesse guardar o invólucro para uso posterior como 'caixinha' para 'quinquilharias', ou algo semelhante...

De ressalvar que, embora desaparecidos do mercado português, os Big Baby continuam disponíveis em países da América do Norte e Latina, nos quais sobrevivem há já mais de três décadas, presumivelmente apreciados pela juventude local. Deste lado do oceano, no entanto, este doce continua a ser, acima de tudo, uma vaga memória de um 'jingle' contagiante que finalizava um anúncio de dez segundos há quase trinta anos atrás...

'EU NÃO SOU BEBÉ, MAS QUERO BIG BABY!'

08.11.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 06 de Novembro de 2025.

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

Em edições anteriores desta rubrica, abordámos as duas tentativas da Danone de lançar uma bebida de iogurte líquida durante os anos 90 – tanto a bem-sucedida, e que dura até aos dias de hoje (o Dan'Up) como a mais obscura, e esquecida logo após a sua saída do mercado, no caso a B-Cool. Nada mais justo, portanto, do que analisarmos agora as propostas neste campo das duas grandes concorrentes da marca francesa durante esse período.

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Garrafas modernas de ambos os iogurtes.

Falamos do Yop, da Yoplait, e do Yoggi, da Longa Vida, precisamente os dois produtos a que a B-Cool e o Dan'Up procuravam retirar uma 'fatia' de mercado. Equivalentes em popularidade à época (sendo a escolha entre ambos, sobretudo, uma questão de preferência) ambos alimentaram toda uma geração no recreio da escola ou após actividades desportivas ou extra-curriculares, constituindo uma alternativa ou complemento portátil, relativamente saudável e bastante em conta aos típicos leite com chocolate, Bollycao, batatas fritas ou bolachas.

Embora ambos fossem precisamente o mesmo tipo de produto, não deixava, ainda assim, de haver diferenças entre eles, não só a nível dos sabores (onde o Yop se afirmava como mais 'esotérico', e o Yoggi mais tradicional e conservador) como da própria consistência, sendo a bebida da Longa Vida menos espessa, e 'descendo' assim melhor, deixando a vontade de tomar outra garrafa imediatamente a seguir à primeira. Já o Yop tendia a 'encher' ou satisfazer mais, com a sua textura algo mais espessa e sabor mais pronunciado. Conforme referimos acima, no entanto, a escolha entre uma marca ou outra tendia a ser uma questão de gosto (sendo que, lá por casa, o mesmo tendia sobretudo para o Yoggi, da Longa Vida.)

Curiosamente, enquanto o Yoggi 'soma e segue' no mercado nacional, o Yop, da Yoplait, desapareceu completamente das prateleiras portuguesas – e, mesmo no estrangeiro, é vendido apenas em garrafas de meio litro, não sendo já possível adquirir as icónicas 'garrafinhas individuais' que eram postas na mão dos 'X' e 'millennials' portugueses após a piscina, a equitação ou o treino de ginástica ou de artes marciais. Quem quiser reviver esses tempos, no entanto (ou continuá-los na geração seguinte) pode, ainda, encontrar as alternativas da Danone e Longa Vida no supermercado ou hipermercado mais próximo – talvez não exactamente igual, mas idêntico o suficiente para 'matar saudades'...

24.10.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 23 de Outubro de 2025.

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

Trazer milhões de ‘quinquilharias’ nos bolsos, no estojo ou na pasta faz parte da experiência de ser criança. Às quintas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos brindes e ‘porcarias’ preferidos da juventude daquela época.

Já aqui referimos, ao falar dos brindes dos ovos Kinder, de como uma figura em vinil ou borracha era um dos melhores tipos de brinde que se podiam adquirir, fosse nos referidos ovos, nos cereais, ou em qualquer outro tipo de produto alimentar. A francesa Danone – cuja presença e influência sobre a juventude dos anos 90 era tão grande ou maior do que a que detém sobre a mesma demografia nos dias de hoje – estava, aparentemente, bem ciente deste facto, pelo menos a julgar pelos brindes que incluiu em alguns dos seus produtos nos primeiros meses do novo século e Milénio, como forma de promover a sua nova linha de iogurtes líquidos dirigidos aos mais novos.

l.kdf3 009.jpgA linha completa.

Sob o estranho mas divertido nome de Uaga, a produtora de iogurtes propunha uma colecção de sete figuras, distribuídas por um total de quatro personagens distintos – no caso, um grupo de alienígenas de pele azul e visual 'radical', tão típico do período como as 'pranchas de surf' (ou, mais concretamente, 'skimboard') em que metade dos elementos do grupo surgiam 'empoleirados'. Curiosamente, um dos personagens, Uto (o 'brutamontes' de alivio cómico, de fisionomia e musculatura menos juvenil), surgia apenas numa 'pose para a fotografia', não dispondo da variante 'radical' a que os outros tinham direito; ainda mais curioso é o facto de não se tratar do vilão, Ruffo, que tinha as duas variantes 'da praxe'.

Por oposição à maioria das linhas de brindes do mesmo tipo (a começar pelas dos próprios Kinder Surpresa) os 'aliens' da 'família' Uaga (o herói homónimo, a 'namorada' Uaganni, e os supracitados Uto e Ruffo) dispunham de toda uma mitologia, criada – tal como os próprios personagens – pela filial portuguesa da agência de 'marketing' Young & Rubicam. No caso, os três heróis eram descritos como tendo super-poderes (entre eles a capacidade de falar com os animais ou atravessar objectos) derivados do consumo de uma 'protamina cósmica' nativa do seu planeta, Gute – e que, claro, eram motivo de inveja de Ruffo,o rival de Uaga, justificando assim o conflito entre as duas partes.

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O vilão da linha, aqui 'montado' na sua prancha de 'surf aéreo'.

Este enredo, que era apresentado nos primeiros anúncios relativos à gama de iogurtes, desdobrava-se, ainda, num jogo de computador (um brinde cada vez mais comum à época) o qual aqui terá direito a análise na próxima Terça Tecnológica. Para já, ficamo-nos pela apresentação das figuras e do próprio iogurte em si, naquele que, quase sem querer, acabou por se transformar num 'post' de Quinta-feira de vertente dupla, abrangendo tanto esta imaginativa mas esquecida linha de figuras como o produto alimentar que foram criadas para representar.

16.10.25

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

Numa edição anterior desta rubrica, falámos do B-Cool, a bebida 'esquecida' lançada pela Danone nos anos 90, e que nunca conseguiu romper a hegemonia partilhada da Longa Vida e da Yoplait no mercado dos iogurtes líquidos da época. A tentativa seguinte da marca, no entanto, lograria mesmo tornar a liderança 'tripartida', tendo conseguido manter-se no mercado até aos dias de hoje, e superar a longevidade de uma das concorrentes, cujo Yoggi desapareceu discretamente das prateleiras dos supermercados portugueses, permitindo a esta nova bebida tornar-se a 'número dois', logo atrás do Yop, e, eventualmente, a líder de mercado, quando também a Yoplait retirou a sua marca do mercado nacional.

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O formato da garrafa original, mais 'gorda' e atarracada do que o normal para iogurtes líquidos, ajudava a distingui-la da concorrência

O Dan'Up representa assim, hoje em dia, o último 'elo' àquela era passada, e aos produtos alimentares que, à época, faziam as delícias das crianças portuguesas. E apesar de já não ser exactamente a mesma bebida consumida com deleite pelas gerações X e 'Millennial', a premissa continua a ser semelhante – nomeadamente, misturar aveia e outros grãos à tradicional base láctea, aumentando assim o seu valor alimentício, e criando a nova bebida favorita de quem gosta de aveia ou espelta no iogurte.

Um conceito simples, mas que conseguiu tracção suficiente para estabelecer o Dan'Up no mercado português, como já havia sucedido em outras partes do Mundo, e ali o manter durante as três décadas seguintes. E apesar de, nos dias que correm, a concorrência ser bem mais apertada e diversificada, é de acreditar que este singelo mas icónico iogurte se mantenha ainda por muitos anos nas prateleiras nacionais, e continue a conquistar as papilas gustativas de sucessivas gerações de crianças e jovens .

27.09.25

NOTA: Este post é respeitante a Quinta-feira, 25 de Setembro de 2025.

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

De entre as sobremesas típicas de uma mesa portuguesa, a gelatina sempre esteve entre as mais populares junto dos mais jovens. Não é, pois, de admirar que as versões instantâneas desta mesma iguaria surgidas em Portugal na recta final dos anos 90 tenham 'caído no gosto' tanto dos 'putos' como dos seus pais, que podiam assim preparar uma surpresa aos filhos em poucos minutos, e com um mínimo de esforço.

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Uma das mais populares de entre estas gelatinas – talvez pelo esforço de 'marketing' que fazia, com um nome memorável e 'jingle' a condizer – era a Gelly-Já, da Alsa, à época a principal concorrente da líder de mercado Royal. Sem apresentar qualquer outro traço distintivo relativamente às outras gelatinas instantâneas disponíveis no mercado, a referida variante da gama da Alsa fazia-se mesmo valer dos elementos acima referidos para estabelecer o seu nome junto do público-alvo – estratégia que resultava em pleno, pondo miúdos e graúdos a entoar 'treme-tremeeee!', e levando a que esta 'palavra de ordem' fosse adoptada em outros contextos sociais, como quando alguém hesitava ou mostrava receio relativamente a uma qualquer situação. E embora seja mesmo este o grande legado da entretanto desaparecida Gelly-Já para a cultura 'millennial' portuguesa, o mesmo é, ainda assim, suficiente para valer a esta gelatina um lugar nesta nossa secção relativa aos alimentos mais populares entre a juventude portuguesa de finais do século XX.

 

07.09.25

NOTA: Este post é respeitante a Quinta-feira, 4 de Setembro de 2025.

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

Algumas ideias são demasiado perfeitas para não darem resultado – e, no que toca a produtos alimentícios processados, a criação de bolachas em forma de animais selvagens pode ser considerada uma delas. Afinal de contas, qual é a criança que consegue resistir a biscoitos em forma de elefante, girafa, leão, camelo ou macaco? Ainda mais quando cada embalagem contém, não apenas um, mas potencialmente TODOS estes animais, e ainda uma série de outras espécies?

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Não é, pois, de admirar que as bolachas Zoo (criadas e comercializadas pela alemã Leibniz) continuem a gozar de enorme sucesso não só em Portugal como um pouco por todo o Mundo, pesem embora as várias décadas passadas desde a sua introdução no mercado das bolachas secas. Mais – os biscoitos em forma de animal conseguem esta proeza sem quase ter alterado o seu grafismo ou receita, e mantendo totalmente intacto o conceito inicial.

Esta aderência à 'visão' original permite, por sua vez, que as bolachas Zoo atinjam não só o público infantil (para quem a surpresa de ver que animal se seguirá continua a constituir um factor de enorme apelo) mas também aqueles que, já adultos, procuram relembrar o sabor e experiência da infância, tornando estas singelas bolachas – uma espécie de 'Marias' ligeiramente menos doces e mais amanteigadas – um dos poucos elementos aglutinadores de gerações ainda presentes na sociedade portuguesa, unindo 'X', 'Millennials' e 'Z' em torno do icónico pacote amarelo, ansiosos por ver qual o próximo animal selvagem que terão o prazer de 'saborear'...

03.08.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 31 de Julho de 2025.

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

Trazer milhões de ‘quinquilharias’ nos bolsos, no estojo ou na pasta faz parte da experiência de ser criança. Às quintas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos brindes e ‘porcarias’ preferidos da juventude daquela época.

Embora as promoções e brindes fossem um dos grandes 'pilares' do comércio alimentício dirigido às crianças e jovens, a Olá tendia a demarcar-se das congéneres Matutano, Panrico, Cuétara, Nestlé, Kellogg's, Danone ou Longa Vida pelo facto de fazer pouco ou nenhum uso deste recurso. De facto, não há, mesmo até hoje, memória de um concurso promovido pela marca de gelados, e a única verdadeira instância de 'brindes' a acompanhar os seus gelados deu-se há exactos vinte e cinco anos, no primeiro Verão do Novo Milénio (ou último do anterior, dependendo da perspectiva.) É a essa iniciativa que dedicaremos mais este post duplo no Anos 90.

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Cartaz da Olá do ano 2000, com referência à promoção em causa.

À primeira vista, os Clikits nem pareciam ter grande interesse, sendo apenas uma variante do tradicional 'pauzinho' de madeira feita de plástico colorido e segmentado. Era apenas quando se ficava ciente das possibilidades destes paus que o génio da promoção se revelava. Isto porque os Clikits (disponíveis em dois dos gelados mais expressamente dirigidos a crianças, o Super Maxi e o Perna de Pau, bem como no tradicional gelado de laranja 'sem nome') podiam ser interligados para construir formas e padrões simples, mas ainda assim suficientes para divertirem qualquer jovem e incentivarem ao coleccionismo – além, claro, do maior consumo de gelados, por forma a conseguir mais pauzinhos para as suas construções. Uma estratégia inteligente, e que terá certamente visto aumentar os volumes de vendas dos gelados em causa ao longo daquele Verão.

Fica, pois, a dúvida sobre porque razão a Olá não voltou a tentar uma iniciativa deste tipo, preferindo regressar à sua estratégia clássica, com base no reconhecimento da marca e da respectiva qualidade. O facto de os Clikits não fazerem parte da memória nostálgica das gerações 'millennial' e 'Z' (os 'X' eram já um pouco 'crescidos') pode, no entanto, servir de indicação quanto à razão para tal tentativa não se ter repetido. Ainda assim, e apesar da curta duração, a promoção Clikits teve, sem dúvida, o seu valor, provando que – apesar de largos passos atrás das 'rivais' – a Olá era, também, capaz de levar a cabo algo deste tipo de forma relativamente bem-sucedida, e justificando esta breve recordação, no Verão em que se completa um quarto de século sobre a sua efémera presença no mercado nacional.

12.07.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 10 de Julho de 2025.

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

Um dos pontos altos do Verão de qualquer português é (ou, pelo menos, era) o aparecimento do novo cartaz da Olá. Pode parecer surpreendente que algo tão simples quanto novas opções de gelado para consumir possa entusiasmar genuinamente um ser humano, mas é precisamente isso que se passa, todas as épocas balneares, quando a principal companhia do ramo a operar em Portugal traz a lume as suas novidades, bem como alguns 'velhos conhecidos' já com estatuto quase perene – o que pode fazer esquecer o facto de que, algures em tempo, também eles foram novidades.

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Foi, precisamente, esse o caso, no primeiro Verão da década de 90, com um hoje 'decano' das arcas congeladoras nacionais, e escolha sólida para quem quer apreciar um gelado sem gastar muito dinheiro: o Feast, um dos 'clássicos' da companhia, ao lado dos inescapáveis Magnum, Cornetto, Calippo, Mini Milk, Solero (ele próprio uma 'invenção' dos anos 90) e da 'trilogia de mascotes' composta por Epá, Perna de Pau e pelo regressado Super Maxi. E se, ao contrário destes, o Feast não se afirma como 'gelado preferido' de ninguém, a verdade é que este clássico leva já três décadas e meia como melhor 'opção de recurso' para quem tem pouca imaginação ou dinheiro – talvez atrás apenas do referido Super Maxi.

Não que o gelado em si seja mau – antes pelo contrário, a combinação de 'crosta' crocante com interior achocolatado (por oposição à habitual baunilha) e mais duro do que o esperado proporciona uma experiência degustativa interessante. No entanto, a falta de uma 'mascote' de apoio e de um conceito mais interessante e apelativo do que 'gelado com interior duro' fazem com que o Feast fique, por vezes, um pouco 'esquecido' naquele seu eterno canto do cartaz, agora já sem mesmo a companhia do Krisspi, seu 'comparsa' naqueles idos anos de finais do século XX. Por aqui, no entanto, não o esquecemos (é mesmo dos mais consumidos entre os gelados da Olá) e fazemos questão de celebrar os trinta e cinco anos de um 'clássico eterno' da geladaria industrial portuguesa.

19.06.25

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

Uma das grandes curiosidades na aproximação de cada época balnear é saber que gelados a Olá vai adicionar ao seu já icónico cartaz. Seja qual fôr a abordagem – inovação, nostalgia, ou uma mistura de ambos – é certo e sabido que haverá sempre, pelo menos, um par de gelados novos no catálogo anual da marca. Neste ano de 2025, uma dessas atracções é uma versão em cone do icónico Perna de Pau – o que, por sua vez, justifica uma pequena 'revisão' das variantes deste gelado que a Olá introduziu (e fez desaparecer) nos anos da viragem do Milénio.

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A primeira destas, lançada em 1998, foi o Perna de Pau Mega – que, como o nome indicava, era tão-sómente uma versão gigante do clássico gelado de morango, baunilha e chocolate. Com cerca do dobro do tamanho de um Perna de Pau normal (aproximando-se mais às dimensões do não menos icónico Magnum) esta variação sobre o tema fez as delícias dos fãs desse ícone da Olá durannte os dois últimos Verões do século XX, antes de ser substituído, há um exacto quarto de século, pela outra variante que aqui abordaremos, nas próximas linhas.

Falamos do Perna de Pau Moeda, um gelado de 'sanduíche' em que o exterior era de chocolate, e o interior trazia o clássico recheio de morango e baunilha, permitindo assim saborear o velho favorito de forma nova e diferente. E a verdade é que esta proposta fez sucesso entre a juventude da época, a ponto de o Perna de Pau Moeda ter sido finalista da votação que, no Verão de 2024, acabaria por fazer regressar às arcas o também histórico Fizz Limão. Mesmo saindo derrotado, no entanto, a 'sanduíche' de Perna de Pau não deixou de contar com a lealdade dos seus fãs de há vinte e cinco anos, que até hoje esperam nova oportunidade de voltar a provar esta variante, descontinuada em 2003.

Qualquer que seja o formato em que é apresentada, no entanto, é óbvio que a tradicional e icónica 'fórmula Perna de Pau' encontrará sempre o seu público, nostálgico ou mais recente. É, pois, de esperar que, este ano, se vejam muitos cones 'piratas' nas mãos de miúdos e graúdos, em praias e localidades por esse Portugal fora...

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