20.02.26
Os anos 90 estiveram entre as melhores décadas no que toca à produção de filmes de interesse para crianças e jovens. Às sextas, recordamos aqui alguns dos mais marcantes.
Após ter iniciado a sua carreira como 'carinha laroca' para filmes românticos (a par de contemporâneos como Johnny Depp ou Leonardo DiCaprio, que viriam a ter percursos de carreira semelhantes) a segunda metade dos anos 90 viu Brad Pitt afirmar-se como actor credível, mediante uma série de (excelentes) filmes de cariz mais sério e que, apesar de inicialmente parecerem escolhas pouco ortodoxas para um actor como Pitt, o ajudaram a revelar os seus talentos dramáticos. O primeiro destes – e que marcaria o início de uma frutífera relação entre o actor e o realizador David Fincher – seria 'Se7en – Sete Pecados Mortais', sobre cuja estreia em Portugal se completaram no início deste mês de Fevereiro (concretamente, dia 2) exactos trinta anos. E porque, na ocasião, escolhemos focar outro filme também a celebrar um 'aniversário' marcante, nada melhor do que dedicar agora, ainda que com cerca de três semanas de atraso, algumas linhas a este excelente 'thriller' policial.

Com Brad Pitt e o fantástico Morgan Freeman nos papéis principais – como uma dupla de detectives no encalço de um assassino que comete crimes com base nos sete pecados mortais, interpretado por Kevin Spacey – e Gwyneth Paltrow e John C. McGinley em papéis de apoio, o filme de Fincher não parecia, de início, destinado ao sucesso, tendo tido fraca recepção por parte dos público de teste. Ao ser lançado nas salas de cinema, no entanto, o filme desafiou quaisquer preconceitos a esse respeito, tornando-se um dos dez filmes mais lucrativos do ano, e conseguindo a proeza de reunir o consenso de público e crítica, algo suficientemente raro para merecer ser saudado.
Este sucesso ajudaria, por sua vez, a lançar as carreiras tanto de Fincher – até então conhecido por 'videoclips' musicais e cujo único outro trabalho de longa-metragem era o controverso 'Alien 3' – como de Pitt, que seria recrutado mais duas vezes pelo próprio Fincher e que se lançaria na série de filmes mencionada no início deste texto. Quanto a 'Se7en' em si, a sua influência e relevância mantêm-se bem vivas, continuando o filme a ser considerado um dos mais bem-conseguidos exemplos do seu género específico, mesmo mais de três décadas após a sua estreia mundial, e a constituir uma excelente opção para uma Sessão de Sexta mais 'adulta' e cinéfila. Razões mais que suficientes para lhe dedicarmos o seu próprio 'post', poucas semanas após se terem completado trinta anos sobre a sua chegada às salas portuguesas.










