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Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

15.12.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 13 e Domingo, 14 de Dezembro de 2025.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

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O Rebound, o exemplo mais conhecido deste tipo de brinquedo.

Numa já distante edição desta rubrica falámos dos carros telecomandados, uma daquelas prendas de Natal ou anos que nenhum rapaz (nem muitas raparigas) de finais do século XX desdenharia. No entanto, como sucede com tantos outros tipos de produtos, nem todos os carros a pilhas disponíveis no mercado gozavam do mesmo estatuto junto do público-alvo; e, nesse aspecto, existia uma sub-categoria que facilmente se destacava das restantes, e se tornava alvo de entusiásticas 'marcas' nos catálogos de Natal da época – os carros 'todo-o-terreno'.

Não pretendemos, com este termo, falar apenas de carros com rodas mais grossas ou reforçadas; antes, procuramos lembrar um tipo muito específico de veículo teleguiado, capaz de subir obstáculos naturais e até de se virar sobre si próprio sem cair, graças às enormes rodas que ocupavam ambas as laterais do seu 'chassis', num formato mais tarde popularizado pelos veículos do jogo 'Rollcage', da Psygnosis - uma descrição já de si auto-explicativa, não sendo preciso entrar em maiores detalhes sobre a razão para estes veículos fazerem as delícias de qualquer pré-adolescente com gosto por este tipo de brinquedo. E a verdade é que eram vários os exemplos de carros teleguiados com esta configuração importados para o mercado nacional pela icónica Concentra, com destaque para o Tyco Rebound, o mais popular exemplo do género, e que ilustra este 'post'.

Tal como sucedeu com os seus congéneres, no entanto, também os 'quinze minutos' destes carros se escoariam, levados na 'enxurrada' digital da viragem do Milénio. Quem viveu aqueles tempos mais inocentes na idade correcta, no entanto, certamente recordará ter tido – ou desesperadamente querido – um destes 'todo-o-terreno', tão capazes de proporcionar um Domingo Divertido como de participar nas aventuras de um Sábado aos Saltos...

28.12.24

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Uma das muitas tradições do Natal infantil- e que teve especial ênfase nas últimas décadas do século XX - passava pela presença, debaixo da árvore de Natal, de um brinquedo de exterior de grande porte, quase sempre um meio de locomoção, como um bicicleta, um 'skate', um 'kart', una patins em linha, uma trotinete ou outro veículo a pedal ou eléctrico. No entanto, nem todos os presentes orientados para um Sábado aos Saltos faziam parte desta categoria, e sendo a época festiva um dos períodos do ano em que mais se justificavam gastos avultados, a mesma constituía o pretexto ideal para se colocar na 'carta ao Pai Natal' um dos grandes 'presentes de sonho' de muitas crianças e jovens dos anos 80 e 90 - um 'kit' de modelismo.

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De facto, embora fossem explícita e manifestamente dirigidos a um público adulto, estas espécies de 'fusões' entre os Meccano e Lego Technic e os veículos telecomandados não deixavam de captar a atenção - e imaginação - das crianças que as viam nas montras das então ainda prolíficas lojas especializadas em aeromodelismo. E não obstante os vários entraves - da necessidade de precisão na construção aos preços nada menos que proibitivos - não faltava quem sonhasse em passar um Sábado aos Saltos a 'largar' um veículo daqueles, construído por si próprio, quiçá no decurso do Domingo Divertido anterior, e fazer assim inveja a todos os transeuntes. E embora fossem poucos os que, de facto, realizavam esse objectivo, tal não impedia os vários milhares de outros 'sonhadores' de 'pedirem ao Pai Natal' um daqueles carros ou aviões, e ficarem na esperança de o ver surgir debaixo da árvore no 'dia das prendas'.

Tal como muitos outros aspectos da cultura e quotidiano infanto-juvenis daquela época, tambem o modelismo perdeu muito do seu 'élan', tendo regressado ao seu 'nicho' especializado e continuado a ser, sobretudo, um passatempo de um público mais maduro - curiosamente, constituído hoje em dia por muitos dos que sonhavam em ter e construir um modelo naqueles anos finais do século XX. E mesmo quem, hoje em dia, não é especialmente dado a tal passatempo, certamente terá um laivo de nostalgia ao passar por uma montra e ver nela um avião caça de combate ou carro de rally ou Fórmula 1 semelhante àqueles com que tanto desejava passar um Sábado aos Saltos naquela infância cada vez mais remota...

11.12.21

As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais.

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A época natalícia não se resumia, para um jovem dos anos 90, apenas ao dia e às festividades que o rodeavam; para as crianças daquele tempo, o Natal começava bem mais cedo – com a recepção do primeiro catálogo de brinquedos na caixa do correio – e englobava uma série de momentos absolutamente mágicos, dos quais temos vindo a falar ao longo deste mês: a última semana de aulas antes das férias de Natal, a saída para ver as iluminações e, claro, a ida ao hipermercado ou 'shopping' para ver, ao vivo e a cores, os brinquedos cobiçados e avidamente assinalados no referido catálogo.

Já aqui falámos, numa ocasião anterior, do 'frisson' que era ir ao hipermercado, numa altura em que os mesmos estavam, ainda, nas primeiras etapas da sua penetração em Portugal, e confinados sobretudo às duas maiores cidades; no entanto, qualquer ex-criança que tenha visitado um destes espaços na altura do Natal certamente se recordará da dimensão extra que tal visita acarretava, e concordará que a mesma merece o seu próprio post separado.

O elemento que tornava esta experiência ainda mais mágica no mês de Dezembro é fácil de identificar, e ainda mais fácil de explicar – a visão daqueles múltiplos corredores repletos apenas e só de brinquedos era suficiente para fazer subir os níveis de adrenalina de qualquer criança, e dar asas a sonhos de ter todos e cada um daqueles produtos debaixo da árvore no dia 25. Para alguém cuja visão do Mundo era ainda 'à escala', as prateleiras de bonecas, figuras de acção, carros telecomandados, peluches, jogos, consolas ou artigos electrónicos – as quais ocupavam, cada uma, todo um corredor da loja – pareciam esticar-se até ao tecto, oferecendo uma variedade assoberbadora de escolhas que tornava ainda mais difícil escolher apenas um ou dois presentes para receber do Pai Natal; e para além dos brinquedos propriamente ditos, havia ainda as bicicletas, os skates, os patins, as motas e carros eléctricos, as bolas, os vídeos de desenhos animados, e toda uma imensidão de outros artigos de particular interesse para a demografia infanto-juvenil, que dificultavam ainda mais a tarefa, e faziam com que esta fosse uma visita que se queria o mais prolongada possível, para ter tempo de ver e vivenciar tudo o que o espaço tinha para oferecer – incluindo, com sorte, uma visita à 'Gruta do Pai Natal', para falar com o velhote em pessoa (ou com um dos seus assistentes, dependendo do que os pais nos diziam.)

Hoje em dia, a experiência de ir ao hipermercado tornou-se algo mais corriqueira, o que, aliado ao facto de os brinquedos serem cada vez mais electrónicos, e de coisas como os jogos de tabuleiro terem caído em desuso, torna a visita por altura do Natal algo menos mágica do que o era nos 'nossos' anos 90; que o diga quem lá esteve, e se imaginou perdido entre aquelas prateleiras infinitas de brinquedos, e com acesso ilimitado a todos eles...

04.12.21

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos e acessórios de exterior disponíveis naquela década.

Na última edição desta rubrica, falámos aqui dos veículos eléctricos, montados nos quais muitos de nós gozaram grandes 'corridas' no pátio ou no jardim; hoje, falamos de outro tipo de veículo, o qual, apesar de não ser exclusivamente destinado a uso no exterior, não deixou ainda assim de ser companheiro de muitos passeios para as crianças dos anos 90, sobretudo as do sexo masculino.

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Falamos dos famosos carrinhos tele-comandados, a dada altura da História um dos presentes mais cobiçados por esta altura do ano (a par das consolas e das bicicletas) muito por culpa dos seus mirabolantes anúncios, que prometiam que o referido veículo seria capaz, sem grandes problemas, de trepar e atravessar formações rochosas e outros tipos de terreno agreste; e embora a verdade não fosse, nem de longe, tão impressionante, estes brinquedos não deixavam, ainda assim, de exsudar um certo 'cool factor' que os apontava directamente aos corações de qualquer rapaz pré-adolescente daquela época.

Com anúncios como este, não admira que estes carros fossem desejados por qualquer rapaz daquele tempo...

Convém, no entanto, realçar que, como sucedia com outros brinquedos da época, nem todos os carros teleguiados eram exactamente iguais; pelo contrário, existiam não só variantes bem definidas, como uma hierarquia para as mesmas entre as crianças daquele tempo. No topo da pirâmide (e de muitas listas de Natal) encontravam-se os excelentes veículos da Nikko (distribuídos em Portugal pela inevitável Concentra), os quais eram, invariavelmente, visualmente apelativos, de manuseamento excelente, e de longe mais poderosos e versáteis do que quaisquer outros; logo de seguida, embora a alguma distância, vinham os 'imitadores' desta marca, menos resistentes e mais simplistas, mas perfeitamente funcionais para o preço que custavam; e em último lugar, reservados sobretudo aos utilizadores mais novos, vinham os modelos mais simplistas, coloridos e de formas arrendondadas, muitos dos quais apenas eram 'tele-comandados' no sentido mais literal da palavra, já que se encontravam presos ao seu próprio comando por um fio, oferecendo por isso um raio de acção extremamente limitado.

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Exemplo de um modelo de carro telecomandado mais simples, com fio, e destinado a um público mais jovem

Qualquer que fosse o tipo ou modelo de carro, no entanto, não era de todo incomum, à época ver um destes brinquedos a rolar numa qualquer rua ou jardim do país, seguido alguns metros mais atrás por um utilizador tão eufórico quanto absorto na manobra do veículo; infelizmente, como tantos outros produtos que aqui abordamos, também os carros tele-comandados acabaram por cair em desuso, substituídos nos catálogos de Natal e prateleiras dos hipermercados por 'gadgets' e brinquedos de cariz mais electrónico. Ainda assim, quem viveu a época áurea destes brinquedos não esquece a emoção de receber um no Natal, nem de o tirar do armário e o levar como companheiro de uma Saída ao Sábado...

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