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Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

10.01.22

NOTA: Este post é respeitante a Domingo, 09 de Janeiro de 2021.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

No início do nosso último post, mencionámos a enorme variedade de escolhas ao dispôr de um indivíduo interessado em veículos – quer terrestres, quer aéreos – e que desejasse incorporá-los nas suas brincadeiras de exterior; no entanto, não era apenas ao ar livre que os carros telecomandados tinham concorrência à altura – e se em termos de exterior tinham de se bater com os veículos eléctricos e até o tema do referido post, os aviões de propulsão com fios, no que toca a brincadeiras dentro de casa, havia outro rival à espreita: as pistas de carros eléctricas.

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Uma estrutura que faria salivar muitas crianças dos anos 90

Estas estruturas mirabolantes, que ocupavam uma área de chão considerável, e tinham invariavelmente de ser desmontadas sempre que alguém precisava de passar, foram uma das mais clássicas obsessões masculinas da geração que cresceu entre os anos 80 e o início do novo milénio, para a qual representam, ainda hoje, um dos mais flagrantes casos de conflito entre expectativas e realidade. Isto porque, qualquer que fosse a sua configuração – quer a mais tradicional e declarada pista de corridas, em oval ou no clássico 'oito', quer um 'design' mais arrojado, a convidar às acrobacias estilo duplo de cinema – estes brinquedos prometiam uma experiência de corridas fantasticamente estimulante, cheia de duelos a alta velocidade (que faziam literalmente saltar chispas da pista), curvas apertadas, 'loopings', lombas e outras características capazes de entusiasmar até a criança menos interessada em corridas de carros.

A realidade, no entanto, era invariavelmente muito diferente, envolvendo normalmente alguns segundos em que, após a pressão do botão de lançamento, o carro disparava ´sem rei nem roque' pelos carris paralelos que formavam a pista, até – na melhor das hipóteses – sair dos carris e capotar, ou – na pior, e mais frequente - ser literalmente projectado para fora da pista na primeira curva, e ir parar ao outro lado do quarto. Qualquer dos dois desfechos era suficiente para pôr termo à corrida, pelo menos durante o tempo que levava a repôr o pequeno veículo de plástico na pista para mais alguns segundos de diversão...

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Até os modelos mais clássicos e simples ofereciam múltiplas oportunidades para 'desastres'...

Este fenómeno, que era universal a todas as pistas deste tipo - da mais genérica oval da loja da esquina à mais elaborada estrutura com o logotipo de uma marca conhecida, comprada no hipermercado por vários 'contos de reis' - não era, no entanto, suficiente para diminuir o entusiasmo do público-alvo quanto a este tipo de brinquedo, não tendo, decerto, havido rapaz da geração em causa que não marcasse este tipo de brinquedo no catálogo de Natal à mínima oportunidade, na crença firme de que a próxima pista seria aquela que, finalmente, lhe permitiria completar uma corrida sem ter que ir buscar o carro ao chão ou virá-lo de cabeça para cima a cada poucos segundos – esperança essa que, claro, se revelava quase sempre ser vã.

Foi, no entanto, com apoio nesta crença por parte da demografia a que se destinavam que estes brinquedos conseguiram manter-se no topo da pirâmide da popularidade infantil durante pelo menos duas décadas, antes de (como quase todos os brinquedos de que falamos nestas páginas) terem sido tornados obsoletos pela revolução digital.

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A existência, nos dias de hoje, de uma pista eléctrica licenciada, num 'crossover' com o mundo das corridas digitais, é no mínimo surpreendente

Com corridas fictícias ilimitadas (e sem necessidade de repôr o carro na pista a cada curva) à sua disposição, as crianças do novo milénio foram progressivamente deixando de lado o brinquedo que tão cobiçado fora pelos seus irmãos mais velhos, fazendo com que as pistas de carros eléctricas fossem, aos poucos e poucos, desaparecendo do mercado, até serem, hoje em dia, só mais uma 'relíquia' destinada a ser lembrada com nostalgia e carinho por quem foi criança nessa época, e com um encolher de ombros por quem nunca teve de ir ao outro lado da sala buscar um carrinho lançado em vôo picado para fora da sua pista eléctrica ao tentar abordar uma curva...

04.12.21

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos e acessórios de exterior disponíveis naquela década.

Na última edição desta rubrica, falámos aqui dos veículos eléctricos, montados nos quais muitos de nós gozaram grandes 'corridas' no pátio ou no jardim; hoje, falamos de outro tipo de veículo, o qual, apesar de não ser exclusivamente destinado a uso no exterior, não deixou ainda assim de ser companheiro de muitos passeios para as crianças dos anos 90, sobretudo as do sexo masculino.

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Falamos dos famosos carrinhos tele-comandados, a dada altura da História um dos presentes mais cobiçados por esta altura do ano (a par das consolas e das bicicletas) muito por culpa dos seus mirabolantes anúncios, que prometiam que o referido veículo seria capaz, sem grandes problemas, de trepar e atravessar formações rochosas e outros tipos de terreno agreste; e embora a verdade não fosse, nem de longe, tão impressionante, estes brinquedos não deixavam, ainda assim, de exsudar um certo 'cool factor' que os apontava directamente aos corações de qualquer rapaz pré-adolescente daquela época.

Com anúncios como este, não admira que estes carros fossem desejados por qualquer rapaz daquele tempo...

Convém, no entanto, realçar que, como sucedia com outros brinquedos da época, nem todos os carros teleguiados eram exactamente iguais; pelo contrário, existiam não só variantes bem definidas, como uma hierarquia para as mesmas entre as crianças daquele tempo. No topo da pirâmide (e de muitas listas de Natal) encontravam-se os excelentes veículos da Nikko (distribuídos em Portugal pela inevitável Concentra), os quais eram, invariavelmente, visualmente apelativos, de manuseamento excelente, e de longe mais poderosos e versáteis do que quaisquer outros; logo de seguida, embora a alguma distância, vinham os 'imitadores' desta marca, menos resistentes e mais simplistas, mas perfeitamente funcionais para o preço que custavam; e em último lugar, reservados sobretudo aos utilizadores mais novos, vinham os modelos mais simplistas, coloridos e de formas arrendondadas, muitos dos quais apenas eram 'tele-comandados' no sentido mais literal da palavra, já que se encontravam presos ao seu próprio comando por um fio, oferecendo por isso um raio de acção extremamente limitado.

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Exemplo de um modelo de carro telecomandado mais simples, com fio, e destinado a um público mais jovem

Qualquer que fosse o tipo ou modelo de carro, no entanto, não era de todo incomum, à época ver um destes brinquedos a rolar numa qualquer rua ou jardim do país, seguido alguns metros mais atrás por um utilizador tão eufórico quanto absorto na manobra do veículo; infelizmente, como tantos outros produtos que aqui abordamos, também os carros tele-comandados acabaram por cair em desuso, substituídos nos catálogos de Natal e prateleiras dos hipermercados por 'gadgets' e brinquedos de cariz mais electrónico. Ainda assim, quem viveu a época áurea destes brinquedos não esquece a emoção de receber um no Natal, nem de o tirar do armário e o levar como companheiro de uma Saída ao Sábado...

20.11.21

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos e acessórios de exterior disponíveis naquela década.

Um dos aspectos mais memoráveis para quem nasceu ou cresceu nos anos 90 será, certamente, enorme variedade de meios de locomoção 'divertidos' disponíveis para as crianças e jovens daquele tempo. Os 90s foram, afinal de contas, a década que viu popularizarem-se as bicicletas BMX, os 'skates' e os patins em linha, bem como outros apetrechos mais especializados e específicos, como as pranchas de surf e bodyboard em tamanhos reduzidos, dirigidas especificamente à demografia mais nova. A acrescentar a estes veículos há, ainda, outro tipo, favorecido por crianças mais novas, mas que não deixava de causar alguma inveja de quem era sortudo o suficiente para ter: os carros e motas eléctricos.

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Presença assídua (e, normalmente, destacada) nos catálogos de Natal que começavam, por esta altura, a chegar às caixas do correio, da parte dos diversos supermercados e hipermercados nacionais, estes brinquedos tinham, normalmente, um preço de venda ao público algo elevado, ainda que maioritariamente justificado pela tecnologia eléctrica no qual estes veículos se baseavam. Nem todas as crianças tinham, por isso, oportunidade de experienciar a sensação de 'andar' num daqueles carros ou motos do catálogo; quem tinha ou teve, no entanto, sabe que valia bem a pena, mais não fosse pela eterna sensação de ter algo que os amigos cobiçavam.

Curiosamente, ao contrário de muitos dos brinquedos que focamos neste blog - que 'pegavam' com pessoas de todas as idades - este era um tipo de meio de transporte que ficava, normalmente, restrito a uma faixa etária mais nova, quase não existindo veículos deste tipo dirigidos a crianças com mais do que oito ou nove anos. Sorte, pois, de quem era pequeno e leve o suficiente para conseguir dar umas voltas pelo jardim ou parque montado num destes veículos sem os pés roçarem no chão ou o motor se recusar a funcionar...

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Quem era do tamanho certo sentia-se sempre um 'boss' em cima de um veículo destes

Tal como quase tudo o que abordamos aqui no Anos 90, também os carros e motas eléctricos acabaram por cair em desuso, sendo hoje raro ver uma criança montada num deles; no entanto, a popularidade das bicicletas e trotinetes eléctricas leva a crer que talvez muitos dos 'ex-putos' que naquele tempo eram já demasiado velhos para terem estes veículos, estejam agora a 'desforrar-se' depois de adultos...

07.11.21

Aos Domingos, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos principais acontecimentos desportivos da década.

Para qualquer povo – mas ainda mais no caso de povos pequenos e de menor expressão – qualquer indivíduo que se destaque adquire automaticamente estatuto de herói nacional, com direito a cobertura mediática extensiva e elevação de qualquer pequeno feito atingido. Portugal não é, claro, excepção neste campo, tendo os principais nomes 'exportados' do nosso país conseguido, ao longo das décadas, reter o estatuto de culto pelo qual lutaram. Hoje em dia, a imagem de Portugal no estrangeiro já não se resume apenas aos tradicionais Eusébio e Amália; há também Luís Figo, Cristiano Ronaldo, Salvador Sobral, Moonspell e José Saramago, para citar apenas alguns dos nomes mais conhecidos.

No entanto, como sempre acontece neste tipo de casos, para cada nome bem conhecido que consegue almejar os seus objectivos, existem vários outros que, não obstante os seus melhores esforços, se vêm obrigados a ficar pelo caminho, e a contentar-se com a fama dentro de portas; mais uma vez, Portugal não difere de qualquer outro país neste campo, tendo precisamente nos anos 90 um exemplo perfeito deste mesmo fenómeno.

Corria o ano de 1993, e Figo e a restante Geração de Ouro despontavam para o futebol, quando um praticante de outro desporto, menos físico mas não menos entusiasmante, irrompeu na cena desportiva portuguesa, determinado a deixar a sua marca a nível internacional. O desporto em causa era a Fórmula 1, e o nome do jovem aspirante a herói português era Pedro Lamy.

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Nascido na zona de Alenquer a 20 de Março de 1972, José Pedro Mourão Lamy Viçoso começou por destacar-se nas divisões menores do desporto automóvel, tendo conhecido considerável sucesso primeiro nos karts, depois na Fórmula Ford – onde se sagrou campeão por duas vezes, a primeira das quais na sua temporada de estreia, com apenas 17 anos – e finalmente na Fórmula 3, onde continuou a demonstrar argumentos que lhe faziam prever um futuro muito, muito risonho.

Foi, pois, com naturalidade que os aficionados das corridas portugueses – muitos deles próximos da idade do próprio Lamy à época, ou até mais novos – viram o jovem ribatejano dar o 'salto' natural para a 'Primeira Divisão' do desporto, chegando ainda a tempo de disputar, pela Lotus, as últimas quatro corridas da temporada de 1993, no lugar do lesionado Alessandro Zanardi. Apesar dos resultados muito pouco encorajadores – zero pontos no total das quatro corridas – fazerem já prever a toada futura da carreira do único representante português no mundo do desporto automóvel, Lamy terá ainda assim demonstrado o suficiente para ser convidado pela construtora a disputar a época seguinte com as suas cores.

1994 marcava, assim, a primeira temporada completa de Lamy como piloto de Fórmula 1, lançando-o para a ribalta desportiva e sujeitando-o ao habitual fenómeno 'tuga entre estrangeiros', que resultou, como é costume neste tipo de casos, num avolumar do interesse do público nos seus feitos. Infelizmente, o azar não tardou em bater à porta, e à entrada para a quinta corrida da época, Lamy vê-se envolvido num aparatoso acidente, que resulta em duas pernas e pulsos partidos - um acidente que seria suficiente para terminar a carreira de muitos, mas não do determinado português, que embarcou numa odisseia de fisioterapia que lhe permitiu, um ano depois, ressurgir nas grelhas dos Grandes Prémios mundiais, desta vez com as cores da Minardi.

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Lamy com a restante equipa da Minardi

Pela construtora italiana, Lamy continuou a exibir os mesmos argumentos que já mostrara na Lotus, terminando a época com um histórico e marcante total de UM ponto, e ajudando assim a demonstrar que não é só na Eurovisão que Portugal não pontua. Mais – esse ponto conseguido pelo ribatejano foi o ÚNICO feito pela Minardi em toda a temporada, fazendo deste um daqueles casos em que as duas partes parecem 'feitas uma para a outra'.

Este novo e rotundo falhanço foi a machadada final nas aspirações de Lamy, que fez a escolha acertada, retirando-se do mundo da Fórmula 1 no final da temporada, sem nunca ter conseguido concretizar o seu potencial, ou ser levado minimamente a sério no seio do seu desporto de eleição, apesar das 'figas' feitas pelos aficionados portugueses de F1 para que tivesse sorte.

No entanto, e ao contrário do que pudesse ter parecido à época, a trajectória internacional de Lamy ainda não estava terminada, vindo apenas a sofrer um desvio – no caso, para o mundo dos carros GT, onde o condutor português encontrou, finalmente, o mesmo grau de sucesso de que gozara nos seus tempos de juventude, no circuito Fórmula 3. À data, Lamy é co-detentor do maior número de vitórias na corrida das 24 Horas de Nürbungring, e condutor oficial da Peugeot nas históricas 24 Horas de Le Mans, além de participar no campeonato mundial de 'endurance' da FIA. Um final feliz bem merecido para aquele que podia ter sido o 'Ayrton Senna português', a quem faltou um pouco de sorte e talento ao mesmo nível da sua determinação e vontade para poder almejar a esse titulo, mas que conseguiu ainda assim ter sucesso, ainda que fora das luzes da ribalta...

Imagens da pouco conhecida participação de Lamy no Grande Prémio Virtual de 1995, ao comando de um carro da SEGA. Pelo menos na Mega Drive, o candidato a Senna português conseguia ser ás ...

12.09.21

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

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Este é daqueles posts que se podia ficar por uma imagem. Porque, a sério, basta mostrar algo como o retratado acima para a mente de uma criança dos anos 90 (principalmente do sexo masculine) imediatamente se encher de memórias de tardes passadas de volta dos seus ‘carrinhos’, a fazê-los correr e rodar por superfícies tão distintas como o sofá de casa (onde raramente rodavam) e o chão do quarto (onde provavelmente rolariam bem.)

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Quem nunca?

Fossem simples ou de fricção (o chamado ‘pull-back’), com ou sem suspensão realisticamente ‘saltitona’, feitos de ferro à prova de tudo ou de plástico mal-amanhado com rodas que mal rodavam, os carrinhos da Matchbox e suas marcas concorrentes marcaram, sem qualquer dúvida, época em Portugal, e poucos eram os rapazes que, à época, não tinham pelo menos um exemplar deste tipo de brinquedo no quarto – mesmo que fosse um daqueles bem ‘janosos’ saídos nas máquinas de bolinhas. Quem tivesse dos ‘bons’, com suspensão e tudo – ou, melhor ainda, uma garagem onde os colocar – podia considerar ter-lhe saído a ‘sorte grande’, pois uma configuração deste tipo era garantia de muitas e boas brincadeiras, quer sozinho, quer com amigos.

Enfim, a verdade é que, com perdão pelo post algo curto, pouco mais há a dizer sobre os carrinhos dos anos 90. Este tipo de brinquedo era tão simples e, ao mesmo tempo, tão omnipresente – podendo ser adquirido, individualmente ou em multipacks, em sítios tão variados quanto drogarias, lojas de brinquedos, barracas de feira, as supramencionadas máquinas de ‘bolinhas’, ou até como prémio do McDonald’s – que poucos serão os leitores deste blog que nunca tenham tido uma interacção directa com um, quanto mais não fosse por intermédio dos irmãos ou amigos. Palavras para quê? São carrinhos de brincar dos anos 90. Não é preciso dizer mais nada…

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