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Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

02.01.26

Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.

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Uma indumentária que se poderia ver nos primeiros dias de um qualquer ano da década de 90.

A proximidade estratégica do Natal (o dia de receber prendas) e do Ano Novo (o dia de estrear novas peças de roupa) torna a primeira semana de cada ano na oportunidade perfeita para vestir pela primeira vez aquilo que se recebeu no dia 25. Nos anos 90, a situação não era diferente, dando aos jovens ocasião de mostrarem pela primeira vez as roupas que haviam encontrado debaixo da árvore dias antes - uma ocasião que nenhum membro da demografia-alvo recusava ou desperdiçava.

Fossem blusões, casacosbotas, sapatos de ténis, 'sweats', camisolas, camisas, calças de ganga, fatos de treino, mochilas ou simples agasalhos (como meias, gorros ou luvas) qualquer menor de idade da época não hesitaria em envergar o máximo possível de novas peças de roupa (que, não por acaso, são conhecidas em espanhol como 'prendas') mesmo que fosse só e apenas para ir dar 'uma volta' ao jardim ou parque infantil - o que era o mais provável, já que os supermercados, hipermercados, centros comerciais, cafés, lojas de bairro e até cinemas tendiam, ainda mais que hoje, a encontrar-se encerrados. Se houvesse ocasião de ir a um desses sítios, então, é que os novos presentes eram, de certeza, estreados, de forma a fazer 'um vistaço'.

Ao contrário do que sucede com a maioria dos temas que abordamos neste 'blog', esta tendência (ou tradição, se preferirmos) pouco ou nada mudou até aos dias de hoje, continuando a ver-se, nesta altura do ano, crianças e jovens com roupas acabadas de estrear nos primeiros dias de cada ano - muitas vezes acompanhadas de pais que, ao vê-las, certamente se recordarão de quando eles próprios corriam pela rua, impantes, nas suas novíssimas roupas de Natal...

29.07.22

Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.

Num dos primeiros posts desta rubrica, abordámos as tão frequentes quanto gloriosas peças de vestuário de contrafacção que se podiam (e ainda podem) encontrar em bancas de feira e outros ambientes semelhantes, um pouco por esse Portugal afora. Aquando desse post, deixámos, no entanto, involuntariamente de fora um tipo específico de peça dessa categoria, erro que rectificamos esta semana, ao falarmos das míticas e memoráveis camisolas de malha da 'Burberry' e 'Ralph Lauren' com que todos convivemos naqueles anos de final do Segundo Milénio.

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Esta é autêntica, mas façam de conta...

Adquiríveis na mesma 'boutique' que as camisolas a imitar No Fear ou as calças de fato de treino a imitar Adidas ou Reebok – o chão da rua – estas camisolas constituíam contrafacções bem mais cuidadas do que os dois exemplos supra-mencionados, sendo o único sinal suspeito (além, claro está, do facto de serem vendidas na rua, por um preço relativamente acessível) a qualidade da malha, e as cores muitas vezes duvidosas, de que as marcas certamente não teriam aprovado para as respectivas colecções, como o azul-turquesa e o rosa-choque. De resto, estes produtos eram, em tudo, idênticos aos autenticamente comercializados pelas marcas à época, não sendo, portanto, de admirar que tenham 'enganado' muito boa gente na altura.

Tal como sucedeu com as outras peças mencionadas, também estes 'pullovers' se acabaram por tornar menos comuns à medida que a indústria da contrafacção se passou a centrar em outros estilos e marcas; no entanto, o seu carácter significativamente mais intemporal do que as outras imitações da altura faz que, de quando em vez, ainda se vá vendo uma destas camisolas surgir numa qualquer feira portuguesa, pronta a aliciar um comprador menos atento, exigente, ou a quem o símbolo da 'griffe' interesse mais do que a qualidade – adjectivos que descrevem, também, perfeitamente a maioria das pessoas que, à época, tinha no armário uma (ou mais) destas peças...

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