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Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

30.11.25

NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Sábado, 29 de Novembro de 2025.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Clássicos, simples e divertidos – eram assim alguns dos melhores brinquedos dos anos 90, daqueles que qualquer jovem da época lembra com saudade. E os dois produtos (vagamente relacionados) que abordamos em mais um 'post' duplo de fim-de-semana faziam, certamente, parte desse lote, combinando características irresistíveis para a maioria das crianças e jovens, e fazendo por merecer a atenção dessa demografia.

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Falamos dos soldados rastejantes e pára-quedistas, dois brinquedos que, para além da temática militar, partilhavam também um elemento de 'acção' independente ou automática que os tornava tão adequados para um Domingo Divertido como para serem companheiros de 'aventuras' durante um Sábado aos Saltos. O segundo, em particular, beneficiava consideravelmente em ser utilizado no exterior, devido às potencialidades trazidas pela acção do vento sobre o seu pára-quedas, mas também o primeiro podia ser colocado a rastejar no jardim, sobre um muro ou até na rua, criando assim uma situação mais 'realista' do que o simples avanço sobre a alcatifa ou madeira do chão de casa.

A simplicidade de ambos estes brinquedos ajudou, também, a garantir a sua longevidade – embora, como sucede com tantos outros produtos abordados nestas páginas, o interesse em ambos seja muito mais reduzido do que era naquela época áurea de finais do século XX. Ainda assim, quem quiser adquirir um destes dois brinquedos (ou mesmo ambos), para mostrar aos filhos o que divertia as crianças do seu tempo, pode ainda facilmente fazê-lo – embora deva ficar a ressalva de que, como com qualquer outro produto de apelo nostálgico, existe o 'perigo' de acabar por ser o progenitor a brincar com a nova 'prenda', tal como fazia há três décadas atrás...

16.11.25

NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Sábado, 15 de Novembro de 2025.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Apesar de este 'blog' se focar, sobretudo, em temas ligados à infância e adolescência durante os anos 90, já anteriormente aqui dedicámos espaço a alguns dos mais populares brinquedos para bebé da época. É, precisamente, aos produtos destinados a essa faixa etária que regressamos este fim-de-semana, para falar de um produto capaz de propiciar tanto um Domingo Divertido a bebés na primeira infância, como um Sábado aos Saltos aos seus irmãos mais velhos: os jogos de argolas para empilhar.

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De função primariamente sensorial e didáctica (permitindo ao bebé praticar movimentos de retirada e colocação, aprender a discernir os tamanhos, e potencialmente até ficar a conhecer melhor as cores através de um processo de associação) estas argolas, cujo expoente máximo era o conjunto da Fisher-Price, também se prestavam a um tradicional jogo de pontaria, com o poste central como alvo – uma proposta a que poucas crianças, mesmo fora da demografia-alvo do brinquedo, seriam capazes de resistir, fosse dentro de casa, no quarto, fosse mesmo na rua, na companhia dos amigos, com cada um a atirar à vez.

O único potencial problema prender-se-ia, nesta instância, com o choro de um bebé infeliz, a quem o irmão, irmã, primo ou prima mais velha havia tirado o brinquedo para os seus próprios fins, e respectivo 'raspanete' e castigo por parte dos adultos responsáveis pela criança em causa – algo que muitos dos jovens em causa estariam dispostos a 'arriscar' face à ideia de um bom e velho jogo de 'tiro às argolas'. E a verdade é que, paradoxalmente (ou talvez não) estes conjuntos da Fisher-Price e da Chicco eram mais resistentes e de melhor qualidade que os equivalentes para crianças mais velhas, tornando pouco surpreendente a 'usurpação' supramencionada, e tornando-os num dos primeiros brinquedos memoráveis da vida de muitos 'X', 'millennial' e até alguns 'Z' portugueses.

02.11.25

NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Sábado, 01 de Novembro de 2025.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Já aqui em ocasiões passadas falámos dos 'bonecos' (ou figuras de acção, para lhes dar a denominação moderna), das variantes maiores dos mesmos (como os Action Man) e das tradicionalíssimas e ainda hoje comercializadas bonecas Barbie (e respectivas 'imitadoras'). E apesar de termos também devotado algum espaço a 'castelos' e outros cenários para os mesmos, ficou por abordar uma outra vertente bastante frequente e popular em linhas deste tipo, e que tanto podia proporcionar aos donos um Sábado aos Saltos como um Domingo Divertido – os veículos.

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O jipe do Action Man era um dos melhores exemplos deste paradigma.

Isto porque, apesar de muitos brinquedos deste tipo serem meramente 'decorativos', não tendo qualquer função especial, outros havia que podiam ser utilizados fora do contexto das brincadeiras; os veículos com rodas, em particular (como o famoso carro da Barbie ou o jipe do Action Man) tendiam a ser grandes o suficiente para poderem também ser utilizados no exterior, quer puxados por um fio, quer simplesmente empurrados com a mão por sobre um muro ou parapeito, tal como seriam no chão do quarto. Assim, quem possuísse estes brinquedos podia, facilmente, incorporá-los nas brincadeiras de rua de um fim-de-semana de sol, ou levá-los de 'passeio' até à mercearia ou supermercado – embora, neste caso, fosse necessário ter cuidado para evitar danos causados por terrenos mais acidentados. Não admira, pois, que este tipo de brinquedo estivesse entre os mais cobiçados no tradicional catálogo de Natal, como presente de anos, ou simplesmente numa visita 'de circunstância' ao hipermercado; afinal, apesar de consideravelmente caros, os mesmos serviam uma função 'dois-em-um' a cujas potencialidades que nenhuma criança (da época ou mesmo dos dias de hoje) era capaz de ficar indiferente...

 

19.10.25

NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Sábado, 18 de Outubro de 2025.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Hoje em dia, estão disponíveis uma série de tipos de 'veículos' de brincar destinados a ajudar crianças pequenas a ganhar confiança nas suas próprias funções motoras, a fim de mais tarde poderem passar aos tradicionais triciclos e bicicletas. Muitas destas formas de 'locomoção assistida' surgiram, no entanto, apenas nas últimas décadas do século XX, para complementar os tradicionais 'andarilhos', tendo as gerações 'X' e 'millennial' servido de 'cobaias', ajudando a aperfeiçoar o modelo que, até aos dias de hoje, continua a divertir os bebés em fase de desenvolvimento. E talvez o melhor exemplo deste paradigma tenha sido o produto que focamos neste 'post' – nomeadamente, os carros de empurrar com os pés.

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Um exemplo moderno, mas muito semelhante aos modelos 'clássicos'

Capazes de proporcionar bons momentos tanto num Sábado aos Saltos como num Domingo Divertido, estes carros surgiam pela primeira vez nos anos 80, na sua forma mais primitiva, ou seja, apenas com rodas e um volante que as crianças podiam girar enquanto fingiam 'guiar' a 'viatura'. Um formato básico, mas que permitia ainda assim o mais importante – que as crianças treinassem, e se habituassem, ao movimento de pernas necessário ao acto de andar – e que, por se tratar de um conceito relativamente novo, ainda não era alvo de escrutínio apertado por parte do grande público.

À medida que as décadas avançavam, no entanto, o produto em causa foi, naturalmente, obrigado a evoluir, tendo não só começado a surgir em formatos mais apelativos, como também a adicionar funcionalidades, sendo a primeira – e mais famosa – a capacidade de a criança (ou um educador) empurrar o carro, o que permitia não só aos pais oferecerem apoio físico nesta crucial fase de desenvolvimento, como também às próprias crianças 'passear' bonecas e peluches, o que, por sua vez, proporcionava excelentes momentos de https://portugalanos90.blogs.sapo.pt/sabados-aos-saltos-brincar-ao-529599faz-de-conta, também tão importante naquela fase da vida. São estes modelos que prevalecem até aos dias de hoje no mercado, sendo possível que muitos dos que aprenderam a andar com a ajuda daqueles carrinhos 'básicos' de finais dos anos 80 vejam, presentemente, os filhos viver a mesma experiência na versão 'evoluída' do brinquedo que ajudaram a 'testar' naqueles tempos mais simples...

21.09.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 20 de Setembro de 2025.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Os anos finais do século XX representaram o último 'sopro de vida' para muitos dos brinquedos e brincadeiras que haviam inspirado e entretido as gerações passadas. O advento e rápida expansão das novas tecnologias, bem como a globalização do comércio e consequente decréscimo dos preços de muitos produtos, fizeram com que muitas crianças da Geração 'X' em diante não quisessem ou sequer precisassem de conhecer os jogos e objectos de lazer 'improvisados' com que os seus pais e avós conviviam. Havia, é claro, excepções à regra – algumas das quais se mantêm até aos dias de hoje – mas, grosso modo, as décadas de 80 e 90 foram mesmo as últimas em que se utilizaram, ou sequer viram, certos produtos.

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Um bom exemplo deste paradigma são (ou foram) as bolas de trapos, um daqueles brinquedos 'inventados' pela falta de recursos, e que viria a ser erradicado pela facilidade em obter uma bola de espuma, borracha ou couro em qualquer loja de brinquedos ou desporto, drogaria, supermercado, grande superfície ou mesmo loja dos 'trezentos'. Com tal variedade e facilidade de acesso, aquele amontoado de folhas de jornal dentro de uma meia que os mais velhos haviam usado na sua infância acabava por parecer redundante, e até um pouco risível.

Apesar disto, ainda terá havido, no período em causa, quem tenha recheado, ou visto familiares rechearem, o referido pedaço de tecido com trapos, meias, jornais ou papel rasgado, para criar um brinquedo perfeitamente funcional, e que, por ser leve, podia mesmo ser utilizado dentro de casa, durante um Domingo Divertido – ainda que a maioria dos familiares não visse com bons olhos esse tipo de ideia. Por essa razão, e apesar de já à época serem praticamente uma relíquia do passado, fica apenas bem dedicar estas breves linhas a um dos últimos brinquedos clássicos do século XX a verdadeiramente deixar de existir.

 

08.09.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 06 de Setembro e Domingo, 07 de Setembro de 2025.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Numa ocasião anterior, lembrámos aqui os icónicos brinquedos de 'cone e bola', cujo objectivo passava por conseguir equilibrar a segunda na base do primeiro. Apesar de ter sido, de longe, o mais popular brinquedo de destreza do seu estilo no nosso País, no entanto, esse estava longe de ser o único representante do seu género, havendo pelo menos mais um produto similar que ajudou a 'matar' algum do tempo livre das crianças das gerações de 80 e 90.

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Semelhante, em muitos aspectos, ao famoso cone, a raquete com fio (ao qual estava amarrada a bola) requeria, no entanto, menos 'jeito', passando o objectivo apenas por bater a bola contra a raquete com cada vez maior velocidade, exibindo assim a coordenação motora do jogador. No fundo, uma espécie de cruzamento entre o cone, o não menos icónico 'Diabolo' e uma raquete de pingue-pongue – mas que, ao contrário dos dois últimos, podia ser utilizado em casa, tornando-a adequada tanto a um Sábado aos Saltos no exterior como a um Domingo Divertido entre paredes. Um brinquedo, portanto, que, estando longe de ser prioritizado em relação a um Game Boy ou bola de futebol – ou mesmo a algo mais 'à sua escala' como uma Ondamania – não deixava de constituir uma boa opção de recurso para aqueles dias mais 'parados' ou em que falta a inspiração para novas brincadeiras.

Tal como tantos outros produtos abordados nestas rubricas, estes brinquedos ainda são comercializados, embora sobretudo em grossistas 'online', os 'cemitérios' de conceitos cujo tempo já há muito passou. Ainda assim, naqueles anos mais simples e menos tecnologicamente carregados de finais do século XX, este brinquedo chegou a divertir, ainda que momentaneamente, muitas crianças em Portugal e não só, fazendo assim por merecer esta breve menção nas nossas páginas.

23.06.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 21 de Junho e Domingo, 22 de Junho de 2025.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

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Já aqui repetidamente mencionámos o facto de não ser, de todo, preciso grande complexidade de conceitos para entreter as crianças de finais do século XX; pelo contrário, alguns dos mais memoráveis brinquedos desse período primam pela simplicidade, bastando lembrar as 'febres' que foram as Ondamanias e os 'Diabolos'. Este paradigma estendia-se, também, a brinquedos que simulavam objectos ou elementos da vida real, estando por detrás não só de linhas como Lego Duplo, Playmobil e Pinypon, como também de brinquedos como os que abordamos neste 'post' duplo de fim-de-semana.

Isto porque, numa era em que o controlo remoto se principiava ainda a impôr, os aeromodelos eram caros e os carrinhos à escala eram a melhor opção para simular deslocações veiculares, não é de espantar que um brinquedo grande, relativamente económico e extremamente versátil (capaz de preencher tanto um Sábado aos Saltos como um Domingo Divertido) captasse a atenção das crianças. E era, precisamente, isso que acontecia com os barcos de brincar, muitos dos quais reuníam muitas ou todas as características supracitadas.

De facto, os anos 90 viam surgir nas drogarias, lojas de brinquedos e até lojas 'dos trezentos' todo o tipo de barcos à escala, desde os preparados para verdadeiramente 'navegar' ou 'velejar' (e que podiam ser testados na banheira de casa ou, pelos mais valentes, num curso de água exterior) até modelos de corda, ou outros que mais explicitamente se destinavam a um Domingo Divertido em casa, longe da água, ou até mesmo apenas à decoração de prateleiras, como o lendário e icónico barco pirata da Playmobil – isto sem falar daqueles que apresentavam 'função múltipla', afirmando-se como adequados para todas as funções supracitadas.

Fosse qual fosse a variante escolhida, no entanto, a diversão e o exercício da imaginação estavam garantidos, numa época em que a mente era mesmo o principal recurso para quem quisesse 'visitar' ou embrenhar-se em outros mundos. Talvez por isso tantas crianças, de ambos os sexos e de todas as idades, tivessem no quarto ou armário um qualquer tipo de barco de brincar, pronto a 'levantar âncora' sempre que para isso houvesse vontade...

30.03.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 29 de Março de 2025.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Não foram exclusivas da década de 80 e 90, antes pelo contrário (aliás, continuam a existir), mas marcaram, ainda assim, a infância de muitas crianças desse tempo, tendo potencialmente estado entre os primeiros brinquedos a figurar no 'parque' ou cesto dos brinquedos de bebé, ao lado das figuras de borracha até pela sua natureza segura e incontroversa. Falamos das bolas macias, de espuma, ideais para serem atiradas ou chutadas sem risco de magoar quer a própria criança, quer quaisquer circundantes.

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Disponíveis na variante genérica (adquirível em qualquer loja de brinquedos ou drogaria) e mais elaborada (a Chicco, por exemplo, teve nos anos 80 uma linha que imitava bolas de diferentes desportos, tendo existido lá por casa uma de futebol americano/râguebi, tingida em suaves tons de azul-bebé e rosa e com um guizo dentro, que soava quando atirada) estas bolas ofereciam a mesma combinação de simplicidade e diversão de qualquer outro tipo de esférico, com o 'bónus' adicional, acima descrito, de não causarem mossa aquando do contacto com uma qualquer superfície ou até ser vivo – algo que, num brinquedo dirigido a crianças ainda sem perfeita coordenação motora, se afirma como factor essencial.

É fácil, portanto, ver como a simplicidade, versatilidade, acessibilidade e natureza segura deste tipo de brinquedo (tanto em termos de distribuição como de preço) o tornava presença frequente, senão mesmo obrigatória, no quarto de qualquer criança pequena, e mesmo em contextos como o das aulas de ginástica infantil – tendência que, aliás, se tende a manter até aos dias de hoje, comprovando a longevidade deste tipo de produto e justificando a sua presença nesta nossa rubrica.

23.02.25

NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Sábado, 22 de Fevereiro de 2025.

NOTA: Por motivos de relevância, este Domingo será Desportivo.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Aos Domingos, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos principais acontecimentos e personalidade do desporto da década.

Recentemente, falámos aqui dos conjuntos de 'bowling' e golfe de brincar; no entanto, essas estavam longe de ser as únicas tentativas de replicar desportos reais à escala infantil. De facto, não só existiam outros desportos visados por este tipo de prática, como os instrumentos veiculados para simular esses mesmos desportos nem sempre eram tão obviamente 'falsos' como nos casos acima citados, como vem comprovar o brinquedo que abordamos este fim-de-semana.

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Não que as raquetes de ténis de brinquedo tivessem alguma pretensão ao realismo; não se tratavam de verdadeiros instrumentos para a prática do desporto à escala reduzida, mas antes de réplicas em plástico relativamente leve, o mesmo se aplicando à bola ou 'volante' de 'badminton' com que tendiam a ser comercializadas. No entanto, não deixa também de ser verdade que, mesmo com estas limitações, estes conjuntos potenciavam uma experiência muito mais próxima do verdadeiro desporto que simulavam do que qualquer dos seus congéneres anteriormente abordados nestas páginas, sendo perfeitamente possível organizar um jogo de ténis durante um Domingo Desportivo em família ou entre amigos apenas com recurso às mesmas. Talvez por isso a sensação de brincar com estas raquetes fosse ainda mais gratificante do que em qualquer dos casos acima referidos, permitindo mesmo rever-se como 'às' do ténis mundial, ainda que apenas por breves instantes...

Tal como muitos dos outros brinquedos de que aqui vimos falando, também as raquetes em plástico se encontram, ainda, disponíveis no mercado, mas em larga medida remetidas para 'sites' grossistas, sendo menos frequente encontrá-las no contexto da vida real. Ainda assim, tal como os outros 'kits' de pseudo-desporto, este é um produto relativamente intemporal, e que quiçá faça ainda as delícias das crianças da nova 'Geração Alfa', no intervalo entre dois vídeos de YouTube ou 'posts' nas redes sociais, durante um Sábado aos Saltos de sol...

25.01.25

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Já aqui por diversas vezes falámos de brinquedos que procuravam simular e adaptar desportos 'reais' à realidade infantil, nomeadamente através do uso de plástico leve, o qual não só tornava os jogos mais seguros como também adequava os objectivos à força e destreza do público-alvo. Era assim, por exemplo, com o bilhar, os dardos, o bólingue, e também com o desporto de que falamos neste 'post', o golfe.

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De facto, nas mesmas lojas que vendiam os outros produtos acima elencados, era também possível encontrar estojos de golfe em miniatura, contendo no interior vários tacos e uma bola, todos em plástico oco, semelhante ao utilizado para os conjuntos de bólingue, por exemplo. Tal como acontecia com estes, a criança podia, assim, recriar um jogo de golfe, com todas as suas tacadas 'impossíveis', ainda que sem a presença de buracos, os quais tinham de ser 'improvisados' (com recipientes colocados na horizontal, por exemplo) ou ficar a cargo da imaginação. Fosse qual fosse o método escolhido, no entanto, os referidos conjuntos eram, invariavelmente, capazes de proporcionar tanto Sábados aos Saltos, com o quintal a servir de 'green', como Domingos Divertidos, como o jogo a desenrolar-se no chão do quarto - ainda que, em ambos os casos, provavelmente muito mais breves do que um verdadeiro jogo de golfe, com o seu ritmo lento e as suas quase duas dezenas de buracos.

Tal como sucede com os seus congéneres acima citados, continua a ser possível adquirir conjuntos de golfe deste tipo; no entanto, como também sucede com muitos dos outros 'kits' de desporto de brincar, os mesmos encontram-se confinados, em larga medida, a 'sites' grossistas da Internet, sendo raro encontrar um 'ao vivo e a cores', numa qualquer loja 'dos trezentos' ou chinesa. Quem viveu o período de maior popularidade destes brinquedos, no entanto, certamente se recordará de muitos fins-de-semana passados a aperfeiçoar a sua técnica de tacada, qual Tiger Woods em miniatura...

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