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Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

09.01.22

NOTA: Este post é respeitante a Sábado, 09 de Janeiro de 2022.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos e acessórios de exterior disponíveis naquela década.

Se houve coisa que não faltou nos anos 90, foram brinquedos de exterior direccionados a um público maioritariamente masculino e baseados nos veículos que os mesmos sonhavam, grande parte das vezes, com poder conduzir. Dos carros telecomandados aos veículos eléctricos ou a pedais, eram muitas e boas as alternativas para os 'putos' dos anos 90 poderem passar um Sábado aos Saltos a fingir serem condutores de corridas, ou até pilotos de avião.

No meio de toda esta oferta, talvez não fosse de esperar que um simples brinquedo movido por um mecanismo de fios conseguisse ganhar tanta popularidade; e, no entanto, foi precisamente isso que aconteceu com os aviões e helicópteros lançados por fio, de que falaremos no post de hoje.

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Exemplo moderno deste tipo de brinquedo

Surgidos em décadas anteriores, mas ainda bem vivos nos anos 90 - havia, até, versões mais elaboradas, em que se faziam voar personagens como fadas ou elfos, ao invés de simples veículos - estes produtos baseavam-se num sistema da mais pura simplicidade: o brinquedo assentava numa base da qual emergia um fio com uma argola na ponta, o qual se puxava para fazer levantar o helicóptero, avião, personagem, ou fosse o que fosse. Quanto mais força se aplicasse a este puxão, mais alto o brinquedo subiria - o que, claro, motivava a maioria das crianças a puxar o fio com quantas forças tinham, tornando estes produtos em alvos preferenciais dos pais, devido ao perigo que tal acção representava, quer para a criança, quer para aqueles que a rodeavam.

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Exemplo do modo de operação destes brinquedos

Nada, no entanto, que pudesse beliscar a popularidade destes produtos entre o público-alvo, sendo habitual ver, em parques e jardins por esse Portugal fora, crianças a lançarem este tipo de brinquedo (algumas, inclusivamente, tentavam fazê-lo em casa, o que motivava ainda mais a irritação dos pais); no cômputo geral - e apesar de, como tantas outras coisas de que aqui falamos, terem caído em desuso em décadas subsequentes, substituídos por alternativas digitais bem mais versáteis - estes brinquedos foram, durante várias décadas, prova do axioma que postula que algo nem sempre precisa de ser complicado ou complexo para ser bem-sucedido.

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