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Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

22.01.23

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

No nosso último post, abordámos o tradicional jogo do pião, o qual, apesar de se encontrar em ocaso de popularidade em finais do século XX, divertia ainda muitas crianças de Norte a Sul do País. Nesse post, referimos ainda a existência de um outro tipo de pião, de características, uso e finalidade ligeiramente diferentes; é, precisamente, esse o brinquedo que nos ocupará a atenção neste Domingo Divertido.

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Quase certamente parte integrante da infância dos portugueses nascidos nos últimos anos da década de 80 e primeiros da seguinte (altura na qual deixaram de ser tão prevalentes ou populares) estes brinquedos eram um clássico da era pré-hipermercados, sendo frequentemente comercializados nas lojas de brinquedos tradicionais, de bairro, e sendo uma excelente opção para um 'presente improvisado' numa Saída de Sábado ou visita dos avós ao fim-de-semana, mais ou menos ao mesmo nível dos conjuntos mais básicos da LEGO, Playmobil ou Pinypon. Talvez fosse essa a razão pela qual este produto marcasse presença nos quartos de tantas crianças abaixo de uma certa idade durante o referido período da História – ou talvez esse fenómeno se prendesse com o facto de estes instrumentos conseguirem, efectivamente, proporcionar largos momentos de diversão durante uma tarde 'preguiçosa' em casa.

O modo de operar estes piões musicais (à falta de melhor nome) era tão simples e intuitivo quanto apelativo e viciante: bastava empurrar para baixo a manivela localizada no topo do brinquedo, e logo o mesmo começava a girar, criando uma espécie de 'animação' rudimentar com os motivos que o decoravam, ao mesmo tempo que emitia uma melodia ao estilo 'caixa de música'. Uma combinação que, ligada ao elemento táctil de fazer 'arrancar' o brinquedo, o tornava por demais apelativo para a sua demografia alvo de crianças abaixo dos cinco ou seis anos, sendo capaz de prender a sua atenção durante largos minutos.

Tal como tantos outros dos brinquedos de que aqui falamos, no entanto (entre eles o 'outro' tipo de piões) também estas caixinhas de música giratórias acabaram por perder o interesse com a chegada de novas e excitantes possibilidades tecnológicas; de facto, hoje em dia, numa era em que até as crianças mais pequenas têm 'tablets' nas mãos enquanto passeiam de carrinho, um brinquedo como este fica algures entre o caricato e o pitoresco. Quem cresceu na era pré-digital, no entanto, certamente saberá o nível de diversão que algo tão simples conseguia proporcionar, e terá talvez até ficado com vontade de ir procurar o seu próprio exemplar 'vintage', da infância, para dar aos filhos...

21.01.23

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Como já aqui anteriormente mencionámos, nos anos 90, eram ainda comuns no nosso País brincadeiras clássicas, trazidas de outras décadas e já em fase de 'ocaso', mas ainda populares entre as crianças e jovens. Dos berlindes ou jogo da malha aos tradicionais jogos 'de rua', como a macaca, ou de 'palminhas', eram muitas as diversões que a geração 'noventista' já não conseguiu passar à sua sucessora, sendo uma das principais aquela de que falaremos nas linhas abaixo: o jogo do pião.

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A não confundir com aquilo que nos anos 80 e 90 se entendia como 'pião' (um brinquedo musico-visual 'de chão' que se activava por meio de uma manivela situada no topo, e que atempadamente aqui terá o seu 'momento'), o instrumento de que hoje falamos é mesmo o tradicional 'bojo' de madeira com ponta em bico, vagamente em forma de pêra ou de gota de água, ao qual se atava uma corda que, depois, se soltava, fazendo com que o objecto em causa rodasse sobre si mesmo e se movimentasse numa trajectória errática. O objectivo da brincadeira era, tão simplesmente, conseguir que o pião permanecesse a rodar o máximo de tempo possível, ganhando quem almejasse esse fim. Um jogo por demais simples. mas que exigia muita coordenação e perícia, exigindo um aperfeiçoar técnico constante que era parte do desafio, e que fez as delícias de gerações de crianças nos tempos em que a tecnologia não era tão prevalente, chegando mesmo a inspirar uma popular e conhecida canção infantil.

Convenhamos que não é qualquer brinquedo que inspira uma música inteira...

Foi, aliás, precisamente esse um dos motivos por detrás da 'morte' do pião como entretenimento juvenil após o Novo Milénio: com as novas tecnologias cada vez mais acessíveis, e o surgimento de divertimentos na mesma linha, mas mais elaborados (como o Diabolo) o simples e modesto pião acabou por perder o espaço de que disfrutara durante décadas, sendo hoje em dia praticamente impossível encontrar um destes brinquedos em 'estado selvagem' – apesar de ter ainda chegado a haver, durante a década a que este blog diz respeito, versões electrónicas do brinquedo, equipadas com efeitos de som e luz. Ainda assim, o apetrecho em causa continua a ser um dos principais símbolos de codificação da infância, gozando (merecidamente) do estatuto de brinquedo 'clássico' junto de várias gerações de portugueses, e, como tal, bem merecedor de algumas linhas em sua memória.

 

25.12.22

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Se o dia 24 de Dezembro era (e é) normalmente dedicado às jantaradas e outras tradições ligadas à Consoada, o dia 25 tinha - tanto para as crianças dos anos 90 como para as de hoje em dia - apenas um propósito: experimentar todos os brinquedos e presentes encontrados debaixo da árvore.

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Fossem peluches, figuras de acção, Barbies, Nenucos, LEGOs, Playmobil, Pinypons, pistas de corridas, carrinhos de empurrar ou telecomandados, jogos de tabuleiro, uma das muitas consolas 'da moda' ou até algo maior, como um 'skate', bicicleta, kart a pedal, veículo eléctrico ou par de patins em linha, a tudo era dada a sua quota-parte de atenção, pelo menos até um dos presentes ser eleito 'favorito' e monopolizado em detrimento de todos os outros. E mesmo que, um dia ou dois depois, o interesse na maioria dos referidos presentes tivesse, normalmente, decrescido consideravelmente, aquele dia 25 era, invariavelmente, mágico, repleto de possibilidades e com a imaginação como único limite. É em memória desse anos que desejamos a todos os nossos leitores um Feliz Natal.

27.11.22

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

O modelismo e a construção são áreas do agrado de muitas crianças ou jovens, embora a sua complexidade obrigue, muitas vezes, a que os mesmos tenham ajuda de um adulto, ou sejam forçados a esperar até terem mais idade, antes de poderem almejar a construir os aviões e carros admirados na montra das lojas especializadas. Tal não significa, no entanto, que não seja possível encontrar soluções adaptadas a faixas etárias mais baixas, das quais, em Portugal, sempre se destacaram duas: LEGO Technic e Meccano. E se a primeira propunha, pura e simplesmente, a construção de veículos totalmente funcionais com recurso a peças de LEGO e alguns conectores especiais, a segunda era suficientemente distinta de tudo o que de mais existia no mercado infanto-juvenil da época para merecer destaque próprio.

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Dois dos modelos disponíveis no mercado português em finais do século XX (crédito das fotos: OLX)

Concebido e lançado em França, e à época já quase centenária (o seu aparecimento data da viragem do século XIX para o XX) o Meccano era, e continua a ser, uma aproximação extremamente fiel a um verdadeiro sistema de engenharia em ponto reduzido – tanto assim que os seus fundamentos permitem a sua aplicação em verdadeiros projectos de construção e protótipos. E ainda que essa complexidade reduzisse o seu público-alvo a crianças que não se importavam de passar um período considerável a apertar porcas e parafusos (fossem de plástico ou metal) com recurso aos instrumentos fornecidos, para essas, não havia maneira melhor de gastar um Domingo Divertido de Inverno em casa. Melhor – os resultados eram tão realistas quanto qualquer modelo de avião, carro ou locomotiva 'para gente grande', e bastante mais do que os mais estilizados veículos da gama LEGO Technic, tornando-os ainda mais atractivos para os adeptos desse tipo de brinquedo.

Tal como a própria LEGO e a sua gama Technic, a Meccano faz parte do lote de produtos de finais do século XX que continuam disponíveis em larga escala nos dias de hoje, tendo entretanto passado por várias mãos, incluindo as da Nikko, fabricante dos famosos carros telecomandados da mesma época. E ainda que a sua presença já não tenha o mesmo volume de que gozava naqueles últimos anos do Segundo Milénio, quem tenha filhos em idade apropriada, com gosto pelo modelismo, engenharia e construção, e lhes queira mostrar o que 'dava a volta à cabeça' dos seus pais na mesma idade, só tem de dirigir-se à loja de brinquedos, supermercado ou grande superfície mais próxima...

05.11.22

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Numa edição anterior desta rubrica, falámos dos carros telecomandados, um dos 'sonhos molhados' de qualquer rapaz dos anos 90 ao aproximar-se o Natal ou o seu aniversário. No entanto, por muito que este fosse um tipo de brinquedo para exibir o mais possível nos dias e semanas imediatamente após ser recebido, o mesmo não era, nem de longe, o mais frequentemente visto ou levado à rua nos passeios diários ou de fim-de-semana com os pais; essa distinção cabia a outro tipo de 'veículo' de exterior – aqueles aos quais bastava atar um fio de cordel para se poder puxar para todo o lado.

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Exemplo moderno do tipo de brinquedo de que falamos neste 'post'

Maioritariamente destinados a ser usados por crianças mais novas, de ambos os sexos, estes brinquedos competiam com as também tradicionais rodas (sendo a única diferença o facto de as ditas serem empurradas à frente do corpo, enquanto os brinquedos com rodas eram maioritariamente puxados) bem como com os próprios carros telecomandados, dos quais havia versões simplificadas, que substituíam o complexo comando por um simples volante ou 'joystick' com um ou dois botões, e conectavam o mesmo ao carro por meio de um fio, que assegurava que o veículo se mantinha sempre a uma distância fixa da criança que o comandava. Escusado será dizer que esta alternativa 'júnior' aos populares Nikko era bastante menos apreciada entre os jovens da época (embora tivesse o seu público entre as crianças mais pequenas, para quem os carros R/C tradicionais se afiguravam excessivamente complexos) ficando a sua comercialização, normalmente, restrita a lojas de brinquedos ou drogarias de bairro, daquelas em que nunca se sabia muito bem exactamente DE ONDE vinham os artigos expostos, que não pareciam existir em mais parte nenhuma...

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Exemplo bastante típico de um veículo (quase) telecomandado...

Os restantes brinquedos deste tipo, no entanto (que tanto podiam ser veículos como animais estilizados sobre rodas) faziam bastante sucesso entre o seu público-alvo, até por serem bem mais acessíveis – o jovem médio dos anos 90 apenas teria, com sorte, um ou dois carros telecomandados no armário, mas decerto não faltariam no mesmo camiões ou barcos com um cordel atado, que se pudessem levar 'de passeio' até ao parque infantil...

Hoje em dia, como tantas das outras coisas de que vimos falando nestas páginas, este tipo de brinquedo caiu em desuso – embora outros, como as bonecas, os peluches, as bolas ou os carrinhos de plástico ou metal, retenham o seu lugar no coração das crianças e jovens, tanto como há trinta anos atrás. Assim, já só a última geração a nascer e crescer no século XX lembrará o simples prazer de arrastar atrás de si, pela rua, um veículo ou animal de plástico, e ouvir o barulho das suas rodas à medida que o mesmo galgava quilómetros na calçada...

08.10.22

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Apesar de, tecnicamente, o Verão ter já findado, e o regresso às aulas estar já instaurado em pleno nas escolas portuguesas, o calor que se vem fazendo sentir continua a convidar a uma ida à praia ou piscina, ou pelo menos, a uns salpicos na piscina de quintal; e a verdade é que, especialmente nos anos 90, nenhuma dessas actividades ficava completa sem a presença de um colchão insuflável.

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O modelo mais comum deste tipo de acessório.

Acessório intemporal, mas que teve em finais do século XX o seu auge de popularidade, os colchões aquáticos são daqueles produtos cujo apelo é, por demais, fácil de explicar – afinal, qual a criança que não gosta de se sentir a flutuar em cima de algo que oferece perfeita segurança? É o mesmo princípio das pranchas de bodyboard (outra diversão 'de praia' super-popular entre o segmento mais jovem, tanto da época como de hoje em dia) mas com a diferença de ser preciso muito mais para virar um insuflável do que uma prancha. Ainda assim, estes colchões não ficavam alheios a alguns 'tombos', sobretudo por parte de quem achava boa ideia pôr-se de pé em cima dos mesmos...

E apesar de os colchões 'normais' serem já por demais apelativos para o seu público-alvo, alguns fabricantes aperfeiçoavam ainda mais a fórmula oferecendo insufláveis com partes translúcidas ou transparentes, que permitiam ver o que se passava por debaixo do colchão, na água; e apesar de jamais criança alguma ter ido longe o suficiente da costa para ver mais do que quantidades infindáveis de areia batidas periodicamente pelas ondas, os colchões com esta simples mas entusiasmante característica puxavam, inevitavelmente, pela imaginação, criando a fantasia e expectativa de, um dia, se conseguir ver algo mais...

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Os colchões com 'janela' proporcionavam uma experiência ainda mais divertida que o habitual.

Com ou sem 'janela', no entanto, a verdade é que os colchões insufláveis (bem como os seus outros congéneres, como canoas ou barcos) foram parte integrante da infância de muitas crianças portuguesas de finais do Segundo Milénio – e, ainda que em menor escala, também de hoje em dia – tornando justificada a sua presença nesta rubrica.

25.09.22

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Já por várias vezes aqui abordámos a dicotomia noventista entre enormes avanços tecnológicos e brinquedos 'físicos' baseados em conceitos extremamente simples, mas que, de algum modo, conseguiam entreter extensamente as crianças e jovens da época; pois bem, o assunto de que trataremos nas linhas abaixo insere-se, precisamente, neste último grupo, sendo talvez, a par dos LEGOs, um dos seus exemplos mais icónicos.

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As duas cores de exército mais comuns neste tipo de brinquedo.

Falamos dos batalhões de soldadinhos de plástico vendidos dentro de enormes baldes, cada um com dois 'exércitos' e (com sorte) alguns acessórios que permitiam montar um cenário de guerra, como tanques, cães, barris, caixas de munições ou pedaços de parede (o existente lá por casa incluía, além dos muros e tanques, uma bandeira e respectivo poste, uma tenda de socorros médicos e um desdobrável de plástico que podia ser usado como cenário ou chão – um exemplo 'de luxo', portanto). O resto ficava por conta da criatividade de cada criança, sendo as únicas 'ajudas' as diferentes poses dos soldados dos dois exércitos, alguns dos quais eram moldados em pé, outros agachados, em posição de corrida ou até deitados, dependendo da arma que empunhavam.

Talvez fosse, precisamente, esta limitação que tornava este tipo de brinquedo tão popular entre as gerações mais jovens da época, já que o facto de o mesmo não vir com a 'papinha toda feita' estimulava a imaginação, ajudando a transportar quem com ele brincava para aquele 'mundo' em que todas as crianças entram quando se envolvem neste tipo de actividade, em que tudo o que lhes passa na cabeça parece real; ou talvez o atractivo se prendesse com a vertente económica do produto, cujo preço tendia a ser relativamente acessível para a quantidade de material incluída.

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Os soldados de plástico ficaram imortalizados no filme 'Toy Story', entre outros produtos mediáticos da época.

Fosse qual fosse o motivo, a verdade é que estes soldadinhos foram tão populares nas últimas décadas do século XX (e, em menor escala, no início do seguinte) que se viram imortalizados em propriedades mediáticas tão bem sucedidas como os jogos da série 'Army Men' (que saíram no PC, Playstation, Game Boy, Nintendo 64 e várias outras consolas da época) e, claro, o filme 'Toy Story', em que os membros do exército desempenham um papel fulcral no início da trama; e ainda que, hoje em dia, a sua popularidade se encontre significativamente diminuída, a verdade é que continua a ser possível comprar um 'balde' de soldados verdes e cinzentos ou castanhos, com os quais encenar um cenário bélico no chão do quarto – prova de que os mesmos constituem um tipo de brinquedo verdadeiramente intemporal, e que dificilmente se extinguirá totalmente no futuro mais próximo.

24.09.22

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

O conceito de que não é preciso conceitos muito sofisticados para entreter uma criança ou jovem (sobretudo de menor idade) foi, por várias vezes, abordada aqui no Anos 90 – e, desta feita, chega a vez de adicionar mais um 'item' a essa lista em rápido crescimento. E se também já aqui anteriormente falámos de bolas (no caso, de futebol), neste post iremos abordar uma variante desse mesmo brinquedo, muito popular na época estival que ora finda.

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O modelo mais comum deste tipo de brinquedo.

Falamos das bolas de praia insufláveis, em tempos parte integrante e obrigatória da 'bagagem' de qualquer ida à praia ou piscina de ar livre com crianças. Invariavelmente maiores do que os próprios utilizadores, e normalmente decoradas com riscas verticais coloridas alternadas com branco, ou bonecos de um qualquer 'franchise' infantil da moda, estas bolas tinham, logo aí, dois importantes atractivos para crianças abaixo de uma certa idade, nomeadamente as ainda demasiado novas para se importarem com o facto de que qualquer jogo com as mesmas era, em virtude do seu tamanho e leveza, necessariamente muito menos preciso do que uma partida de 'raquetes' ou até um jogo de 'disco voador'; um jogo de futebol, por exemplo, era praticamente impossível, e mesmo a habitual troca de bola ao estilo 'futevólei' acabava, muitas vezes, com algum dos jogadores (ou um adulto) em perseguição rápida da bola, a fim de impedir que a mesma fosse levada pela maré.

Nada, no entanto, que desencorajasse as crianças 'noventistas' de continuarem a adquirir (e a divertir-se à grande com) este tipo de brinquedo, o qual continuou a ser quase indispensável entre os brinquedos de praia ou piscina até já depois da viragem do milénio, sendo mesmo uma opção popular de brinde em promoções de Verão – as da Nivea, por exemplo, foram quase tão icónicas como as suas congéneres famosamente 'plantadas' em postes de praias por esse Portugal fora na mesma época.. Desde então, no entanto (e apesar de ainda se encontrar largamente disponível em lojas de bairro, de praia, ou até em certas grandes superfícies) este tipo de diversão tem, gradualmente, vindo a perder preponderância nas praias portuguesas, substituída por outras, mais modernas e quiçá mais apelativas para as gerações correntes; quem cresceu nas últimas décadas do século XX, no entanto, não esquecerá os momentos de pura diversão que aquelas simples bolas coloridas, 'de encher', e quase maiores do que eles lhes proporcionou nos Verões da sua infância...

11.09.22

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

No que toca a divertimentos universalmente aceites e gozados por diferentes faixas etárias, os dardos assumem (ou, pelo menos chegaram a assumir) um papel de destaque na lista. De facto, a dada altura de finais do século passado e inícios do actual, grande parte da população jovem portuguesa tinha adicionado, ou pretendia adicionar, um jogo de tiro ao alvo à decoração do seu quarto ou espaço pessoal; e se os 'mais crescidos' optavam pela versão de 'gente grande' do jogo, com dardos a sério e, muitas vezes, efeitos LED em torno do alvo em si, os mais pequenos não deixavam de poder desfrutar da sua própria variante desta popular mistura entre desporto e diversão, a qual substituía as setas de metal por consideravelmente mais inofensivas bolinhas de velcro, sem que tal afectasse a emoção e competitividade do jogo.

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Pelo contrário – esta variante infantil do tiro ao alvo requeria perícia e força de braços proporcionais à do jogo 'verdadeiro', já que as bolas que faziam as vezes de dardos eram mais leves do que o artigo genuíno, e, como tal, menos aerodinâmicas; como tal, enquanto uma seta lançada com menos força teria, ainda assim, uma hipótese de acabar 'pregada' ao alvo, um lançamento mais fraco de uma das esferas de velcro resultava, apenas e só, num vôo picado para o chão, que obrigava o lançador a começar de novo – ou a perder a vez, caso os adversários não se compadecessem com a situação. Assim, mesmo sendo jogada de uma distância consideravelmente mais próxima do que a empregue no jogo para adultos (como concessão à idade e força física mais reduzida dos intervenientes), esta versão do tiro ao alvo era tão ou mais difícil do que aquela, e permitia despiques tão competitivos quanto esta – especialmente quando duas bolas se colavam uma à outra no alvo e havia que decidir se os pontos contavam ou não...

Tal como muitos outros divertimentos de Domingo de que aqui temos vindo a falar, também os jogos de tiro ao alvo com velcro continuam a marcar presença na prateleira de lojas mais generalistas e de bairro, deixando as prateleiras de supermercados, hipermercados e grandes superfícies desportivas para os seus 'primos' mais velhos; ainda assim, e apesar de ainda haver certamente quem se divirta 'à grande' com este tipo de produto, não há como negar que o mesmo é, já, mais sinónimo com uma época passada do que com a presente – um daqueles brinquedos que, para muitos 'putos' actuais, já pertence à geração 'dos pais'. Já os referidos pais reterão, certamente, boas memórias de brincar com este tipo de alvo em pequenos – pelo menos até o velcro, inevitavelmente, se sujar, e as bolas deixarem de colar ao alvo...

10.09.22

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

por várias vezes aqui mencionámos que, por vezes, os conceitos mais simples são mais do que suficientes para entreter uma criança ou jovem – e o item de que falaremos neste 'post' é prova disso mesmo. Isto porque, apesar de não ser o brinquedo MAIS básico de sempre, o tema deste Sábado aos Saltos não deixa de ser pouco mais do que um pedaço de plástico ou borracha moldado numa forma arredondada – o que não o impede de ser um dos divertimentos mais populares um pouco por todo o Mundo desde, pelo menos, de finais do século XX.

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Dois 'primos' diferentes, mas de propósitos muito semelhantes.

Falamos, claro, dos clássicos 'discos voadores' (conhecidos internacionalmente como 'frisbees'), e dos seus 'irmãos mais novos', os ringues de borracha – dois tipos de produto que, em Portugal, constituíam mesmo a principal alternativa às raquetes e à tradicional bola (insuflável ou de futebol ou vólei) como o jogo de Verão por excelência. Embora tivessem, em relação aos mesmos, um 'handicap' considerável – nomeadamente, o facto de estarem sujeitos aos caprichos do vento, o que resultava em lançamentos muito pouco precisos que obrigavam, a maioria das vezes, a que um dos jogadores fosse buscar o brinquedo a uma distância considerável – estes dois 'primos direitos' colmatavam essa pecha com o facto de serem, como as raquetes, universalmente aceites por jovens e adultos de todas as idades, constituindo portanto um excelente divertimento familiar.

Também à semelhança das raquetes, os 'discos voadores' em plástico continuam a ser vendidos em larga escala hoje em dia, ainda que a sua presença nas praias e jardins portugueses seja, agora, muito menor, e o seu uso esteja maioritariamente confinado aos donos de cães de companhia – o que, aliás, acontece também com os ringues de borracha; quem cresceu em finais do século passado, no entanto, certamente terá memórias associadas a 'correrias' pela areia atrás de um disco que, de tão alta e rapidamente que voava, parecia em riscos de ir parar à praia seguinte...

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