13.02.26
NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026.
Trazer milhões de ‘quinquilharias’ nos bolsos, no estojo ou na pasta faz parte da experiência de ser criança. Às quintas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos brindes e ‘porcarias’ preferidos da juventude daquela época.
Ainda mais do que os estalinhos, eram o 'terror' de quem não gostava de 'sustos', surpresas ou barulhos repentinos, e que era obrigado a passar toda a ponta final de Fevereiro em constante alerta, não fosse alguém decidir rebentar uma delas nas proximidades; falamos, claro está, das tradicionais 'bombinhas' de Carnaval, um dos elementos mais icónicos e apreciados da época em causa entre as crianças portuguesas dos anos 90, e que se contaram entre as mais inevitáveis vítimas do acréscimo de vigilância e regras das duas décadas seguintes.

Neste caso, no entanto, tais precauções eram justificadas, já que as 'raspas' e bombinhas constituíam, efectivamente, um perigo público, não só para quem circulava junto das mesmas quando eram largadas como também para o próprio utilizador, sendo muitas as variáveis que podiam 'correr mal' e levar a um fim mais ou menos trágico para uma brincadeira algo menos do que inocente. Assim, após inúmeras campanhas por parte de entidades como a PSP ou mesmo a RTP (que chegou a fazer uma reportagem sobre o assunto) não terem surtido o efeito desejado, a solução passou mesmo por retirar do mercado os engenhos explosivos carnavalescos, restringindo a utilização mediante a restrição do acesso aos mesmos. E se tal decisão resultou em Carnavais, regra geral, bastante mais calmos e com muito menos 'sustos', também é verdade que quem cresceu a largar estas bombinhas todos os meses de Fevereiro certamente sentirá nostalgia pelas mesmas sempre que se começam a ver, na rua, crianças mascaradas 'a rigor'...








