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Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

13.02.26

NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026.

Trazer milhões de ‘quinquilharias’ nos bolsos, no estojo ou na pasta faz parte da experiência de ser criança. Às quintas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos brindes e ‘porcarias’ preferidos da juventude daquela época.

Ainda mais do que os estalinhos, eram o 'terror' de quem não gostava de 'sustos', surpresas ou barulhos repentinos, e que era obrigado a passar toda a ponta final de Fevereiro em constante alerta, não fosse alguém decidir rebentar uma delas nas proximidades; falamos, claro está, das tradicionais 'bombinhas' de Carnaval, um dos elementos mais icónicos e apreciados da época em causa entre as crianças portuguesas dos anos 90, e que se contaram entre as mais inevitáveis vítimas do acréscimo de vigilância e regras das duas décadas seguintes.

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Neste caso, no entanto, tais precauções eram justificadas, já que as 'raspas' e bombinhas constituíam, efectivamente, um perigo público, não só para quem circulava junto das mesmas quando eram largadas como também para o próprio utilizador, sendo muitas as variáveis que podiam 'correr mal' e levar a um fim mais ou menos trágico para uma brincadeira algo menos do que inocente. Assim, após inúmeras campanhas por parte de entidades como a PSP ou mesmo a RTP (que chegou a fazer uma reportagem sobre o assunto) não terem surtido o efeito desejado, a solução passou mesmo por retirar do mercado os engenhos explosivos carnavalescos, restringindo a utilização mediante a restrição do acesso aos mesmos. E se tal decisão resultou em Carnavais, regra geral, bastante mais calmos e com muito menos 'sustos', também é verdade que quem cresceu a largar estas bombinhas todos os meses de Fevereiro certamente sentirá nostalgia pelas mesmas sempre que se começam a ver, na rua, crianças mascaradas 'a rigor'...

08.02.26

NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Sábado, 07 de Fevereiro de 2026.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos e acessórios de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Na última edição desta rubrica, recordámos os aviões de brincar, enquanto que, há já algum tempo, dedicámos algumas linhas aos veículos electrónicos a pilhas, tão populares nos primeiros anos da expansão e globalização tecnológica; agora, neste novo 'post' duplo, chega a vez de relembrarmos um brinquedo que combinava na perfeição os dois elementos abordados nos 'posts' supracitados, e que, como tal, era capaz de entreter durante largos minutos no decurso de um Domingo Divertido, ao mesmo tempo que servia para 'fazer vista' e inveja aos amigos da rua num qualquer Sábado aos Saltos.

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E inveja é mesmo o termo correcto, já que – apesar de não estar afiliado a qualquer licença nem ser lançado por nenhum dos fabricantes de brinquedos mais famosos da época – o produto em causa era cobiçado por todos quantos o viam, e gozado em pleno por quem tinha a sorte de possuir um. Isto porque só faltava mesmo aos aviões 'jumbo' a pilhas levantarem vôo, estando todos os restantes elementos representados, e de forma tão realista quanto era possível para um brinquedo à escala – a saber, as escadas desciam e retraíam-se, as luzes das asas piscavam, e até mesmo o padrão lento e concêntrico que a maioria dos aviões adoptam ao circular na pista era relativamente bem recriado pelos movimentos do brinquedo. A juntar a tudo isto havia ainda a tradicional função de mudança de direcção ao bater num canto – 'marca registada' deste tipo de brinquedo – que servia como 'cereja' no topo de um 'bolo' por demais apelativo para as crianças daquela época.

De facto, o apelo destes aviões era intemporal o suficiente para podermos afirmar que, ao contrário da maioria dos produtos de que falamos nestas páginas, os mesmos talvez conseguissem despertar o interesse das novas gerações, criadas em ambiente digital, mas que, ainda assim, não ficam imunes a luzes, sons e efeitos chamativos, que este brinquedo possuía 'a rodos', e que utilizava de forma perfeita para atrair os 'pais' dessas mesmas gerações, quando tinham a mesma idade...

25.01.26

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 10 e Domingo, 11 de Janeiro de 2026.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

A par dos barcos e dos inevitáveis carrinhos, os aviões de brincar eram outro dos tipos de veículos à escala populares nas décadas anteriores à revolução digital – na qual se incluem, claro, as últimas duas do século XX, bem como os primeiros anos do centénio seguinte. E porque a versão 'alada' dos não menos icónicos carros telecomandados – no caso, os aviões de modelismo – eram caros e muitas vezes complicados de montar e operar, a maioria das crianças ficava-se pela versão 'analógica' (ou de controlo manual), em plástico colorido, disponível em qualquer loja de brinquedos, drogaria ou, muitas vezes, até mesmo na loja dos 'trezentos', embora neste caso numa variante bastante mais 'manhosa'.

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Capazes de proporcionar bons momentos tanto num Sábado aos Saltos como num Domingo Divertido (desde que, claro, houvesse espaço suficiente no quarto ou no corredor de casa) os aviões de brincar – fossem com ou sem fio – apelavam ao tipo de imaginação que se vai perdendo com a massificação das tecnologias digitais, permitindo à criança imaginar-se piloto de um caça, hospedeira de bordo, ou até (para os mais 'preguiçosos') passageiro de um avião a jacto a caminho de um destino paradisíaco. O tipo de 'faz-de-conta', portanto, que qualquer criança aprecia, e que tão importante é na fase de crescimento e conhecimento do Mundo – e, neste caso, conseguido com recurso apenas a um pedaço de plástico colorido mais ou menos aerodinâmico, num exemplo perfeito do tipo de diversão simples e descomplicada cada vez mais rara nos dias que correm, mas que tão emblemática é daquela era mais inocente da existência humana, em que nem tudo se encontrava perpetuamente ao alcance das pontas dos dedos, e era preciso utilizar a imaginação para simular por si próprio qualquer experiência menos habitual...

16.11.25

NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Sábado, 15 de Novembro de 2025.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Apesar de este 'blog' se focar, sobretudo, em temas ligados à infância e adolescência durante os anos 90, já anteriormente aqui dedicámos espaço a alguns dos mais populares brinquedos para bebé da época. É, precisamente, aos produtos destinados a essa faixa etária que regressamos este fim-de-semana, para falar de um produto capaz de propiciar tanto um Domingo Divertido a bebés na primeira infância, como um Sábado aos Saltos aos seus irmãos mais velhos: os jogos de argolas para empilhar.

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De função primariamente sensorial e didáctica (permitindo ao bebé praticar movimentos de retirada e colocação, aprender a discernir os tamanhos, e potencialmente até ficar a conhecer melhor as cores através de um processo de associação) estas argolas, cujo expoente máximo era o conjunto da Fisher-Price, também se prestavam a um tradicional jogo de pontaria, com o poste central como alvo – uma proposta a que poucas crianças, mesmo fora da demografia-alvo do brinquedo, seriam capazes de resistir, fosse dentro de casa, no quarto, fosse mesmo na rua, na companhia dos amigos, com cada um a atirar à vez.

O único potencial problema prender-se-ia, nesta instância, com o choro de um bebé infeliz, a quem o irmão, irmã, primo ou prima mais velha havia tirado o brinquedo para os seus próprios fins, e respectivo 'raspanete' e castigo por parte dos adultos responsáveis pela criança em causa – algo que muitos dos jovens em causa estariam dispostos a 'arriscar' face à ideia de um bom e velho jogo de 'tiro às argolas'. E a verdade é que, paradoxalmente (ou talvez não) estes conjuntos da Fisher-Price e da Chicco eram mais resistentes e de melhor qualidade que os equivalentes para crianças mais velhas, tornando pouco surpreendente a 'usurpação' supramencionada, e tornando-os num dos primeiros brinquedos memoráveis da vida de muitos 'X', 'millennial' e até alguns 'Z' portugueses.

21.09.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 20 de Setembro de 2025.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Os anos finais do século XX representaram o último 'sopro de vida' para muitos dos brinquedos e brincadeiras que haviam inspirado e entretido as gerações passadas. O advento e rápida expansão das novas tecnologias, bem como a globalização do comércio e consequente decréscimo dos preços de muitos produtos, fizeram com que muitas crianças da Geração 'X' em diante não quisessem ou sequer precisassem de conhecer os jogos e objectos de lazer 'improvisados' com que os seus pais e avós conviviam. Havia, é claro, excepções à regra – algumas das quais se mantêm até aos dias de hoje – mas, grosso modo, as décadas de 80 e 90 foram mesmo as últimas em que se utilizaram, ou sequer viram, certos produtos.

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Um bom exemplo deste paradigma são (ou foram) as bolas de trapos, um daqueles brinquedos 'inventados' pela falta de recursos, e que viria a ser erradicado pela facilidade em obter uma bola de espuma, borracha ou couro em qualquer loja de brinquedos ou desporto, drogaria, supermercado, grande superfície ou mesmo loja dos 'trezentos'. Com tal variedade e facilidade de acesso, aquele amontoado de folhas de jornal dentro de uma meia que os mais velhos haviam usado na sua infância acabava por parecer redundante, e até um pouco risível.

Apesar disto, ainda terá havido, no período em causa, quem tenha recheado, ou visto familiares rechearem, o referido pedaço de tecido com trapos, meias, jornais ou papel rasgado, para criar um brinquedo perfeitamente funcional, e que, por ser leve, podia mesmo ser utilizado dentro de casa, durante um Domingo Divertido – ainda que a maioria dos familiares não visse com bons olhos esse tipo de ideia. Por essa razão, e apesar de já à época serem praticamente uma relíquia do passado, fica apenas bem dedicar estas breves linhas a um dos últimos brinquedos clássicos do século XX a verdadeiramente deixar de existir.

 

03.08.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 31 de Julho de 2025.

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

Trazer milhões de ‘quinquilharias’ nos bolsos, no estojo ou na pasta faz parte da experiência de ser criança. Às quintas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos brindes e ‘porcarias’ preferidos da juventude daquela época.

Embora as promoções e brindes fossem um dos grandes 'pilares' do comércio alimentício dirigido às crianças e jovens, a Olá tendia a demarcar-se das congéneres Matutano, Panrico, Cuétara, Nestlé, Kellogg's, Danone ou Longa Vida pelo facto de fazer pouco ou nenhum uso deste recurso. De facto, não há, mesmo até hoje, memória de um concurso promovido pela marca de gelados, e a única verdadeira instância de 'brindes' a acompanhar os seus gelados deu-se há exactos vinte e cinco anos, no primeiro Verão do Novo Milénio (ou último do anterior, dependendo da perspectiva.) É a essa iniciativa que dedicaremos mais este post duplo no Anos 90.

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Cartaz da Olá do ano 2000, com referência à promoção em causa.

À primeira vista, os Clikits nem pareciam ter grande interesse, sendo apenas uma variante do tradicional 'pauzinho' de madeira feita de plástico colorido e segmentado. Era apenas quando se ficava ciente das possibilidades destes paus que o génio da promoção se revelava. Isto porque os Clikits (disponíveis em dois dos gelados mais expressamente dirigidos a crianças, o Super Maxi e o Perna de Pau, bem como no tradicional gelado de laranja 'sem nome') podiam ser interligados para construir formas e padrões simples, mas ainda assim suficientes para divertirem qualquer jovem e incentivarem ao coleccionismo – além, claro, do maior consumo de gelados, por forma a conseguir mais pauzinhos para as suas construções. Uma estratégia inteligente, e que terá certamente visto aumentar os volumes de vendas dos gelados em causa ao longo daquele Verão.

Fica, pois, a dúvida sobre porque razão a Olá não voltou a tentar uma iniciativa deste tipo, preferindo regressar à sua estratégia clássica, com base no reconhecimento da marca e da respectiva qualidade. O facto de os Clikits não fazerem parte da memória nostálgica das gerações 'millennial' e 'Z' (os 'X' eram já um pouco 'crescidos') pode, no entanto, servir de indicação quanto à razão para tal tentativa não se ter repetido. Ainda assim, e apesar da curta duração, a promoção Clikits teve, sem dúvida, o seu valor, provando que – apesar de largos passos atrás das 'rivais' – a Olá era, também, capaz de levar a cabo algo deste tipo de forma relativamente bem-sucedida, e justificando esta breve recordação, no Verão em que se completa um quarto de século sobre a sua efémera presença no mercado nacional.

26.05.25

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 24 de Maio de 2025.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Na era pré-digital, e em que a maioria dos brinquedos era cara o suficiente para apenas ser acessível em contextos particulares e especiais, como os anos e o Natal, era natural que as crianças portuguesas – sobretudo as dos meios menos urbanizados – recoressem a brincadeiras improvisadas, ou 'herdadas' de gerações anteriores, cujos requerimentos materiais eram inexistentes ou baixos o suficiente para facilmente serem supridos. A actividade que abordamos este Sábado faz, precisamente, parte desse grupo, e será recordada com nostalgia por qualquer elemento da geração 'millennial' portuguesa cuja juventude tenha sido passada longe dos centros urbanos.

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De facto, enquanto que nas cidades era difícil arranjar o espaço necessário para tais actividades, as vilas e aldeias suburbanas e do interior – à época bem menos povoadas e 'motorizadas' do que hoje em dia – proporcionavam o cenário perfeito para 'corridas' em cima de grades de cerveja, carros de rolamentos, colchões, pneus ou mesmo simples folhas de plástico ou cartão; desde que o material permitisse deslizar sobre o asfalto, terra batida ou empedrado, pouco importava qual a variante utilizada. Depois, era só encontrar uma rampa, colina, monte ou 'ladeira' e 'dar a largada' para ver quem chegava primeiro ao sopé da referida área.

Escusado será dizer que, na maioria das vezes, tais 'aventuras' não tinham exactamente final feliz, sendo responsáveis por múltiplos 'esfolões', fracturas, dentes partidos e outros 'azares' típicos de uma infância passada 'à solta', em Sábados aos Saltos com os amigos. Apesar das dores, choros e inevitáveis raspanetes e 'sovas', no entanto, é de suspeitar que seriam muito poucos os portugueses que, tendo a oportunidade, mudariam sequer um momento dessas experiências tão simples quanto divertidas, hoje quase pitorescas para a geração digital, mas que tanto disseram, e tantas memórias criaram, aos seus pais e até irmãos mais velhos...

24.03.25

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

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Todas as crianças da era pré-digital os fizeram, ou pediram que lhos fizessem, pelo menos uma vez na vida, e todos os testaram da mesma maneira: correndo para lados opostos de uma divisão (ou tão longe quanto o fio permitisse) e tentando comunicar entre si. E apesar de a suposta capacidade de ecoarem ser, parcialmente, uma ilusão, não deixava ainda assim de se passar um Domingo Divertido, na companhia de um amigo, irmão ou primo, a brincar com esta simples mas fascinante criação.

Falamos, claro, dos telefones feitos com dois copos de plástico e um bocado de guita, que era passada por dentro de cada copo, unindo-os assim um ao outro para criar algo com a aparência de um sistema de comunicação de duas vias, ainda que de eficiência duvidosa. Nada que impedisse as engenhosas e imaginativas crianças de então, para quem o ritual acima descrito era parte integrante da diversão, com o acréscimo de ser um pretexto para poder falar mais alto, ou até gritar...

Apesar de haver, ainda, tutoriais sobre como fazer estes pseudo-telefones no Google e YouTube, este é, infelizmente, mais um daqueles conceitos que, se não caiu já na obsolescência, rapidamente o fará, já que é de duvidar que as gerações digitais achem qualquer interesse num brinquedo deste tipo. Para os seus pais, no entanto, este é mais um daqueles símbolos simples e insignificantes, mas ainda assim marcantes, de uma infância feliz, vivida numa era mais simples e despreocupada, em que algo tão simples como dois copos atados com linha eram suficientes para dar largas à imaginação...

23.02.25

NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Sábado, 22 de Fevereiro de 2025.

NOTA: Por motivos de relevância, este Domingo será Desportivo.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Aos Domingos, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos principais acontecimentos e personalidade do desporto da década.

Recentemente, falámos aqui dos conjuntos de 'bowling' e golfe de brincar; no entanto, essas estavam longe de ser as únicas tentativas de replicar desportos reais à escala infantil. De facto, não só existiam outros desportos visados por este tipo de prática, como os instrumentos veiculados para simular esses mesmos desportos nem sempre eram tão obviamente 'falsos' como nos casos acima citados, como vem comprovar o brinquedo que abordamos este fim-de-semana.

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Não que as raquetes de ténis de brinquedo tivessem alguma pretensão ao realismo; não se tratavam de verdadeiros instrumentos para a prática do desporto à escala reduzida, mas antes de réplicas em plástico relativamente leve, o mesmo se aplicando à bola ou 'volante' de 'badminton' com que tendiam a ser comercializadas. No entanto, não deixa também de ser verdade que, mesmo com estas limitações, estes conjuntos potenciavam uma experiência muito mais próxima do verdadeiro desporto que simulavam do que qualquer dos seus congéneres anteriormente abordados nestas páginas, sendo perfeitamente possível organizar um jogo de ténis durante um Domingo Desportivo em família ou entre amigos apenas com recurso às mesmas. Talvez por isso a sensação de brincar com estas raquetes fosse ainda mais gratificante do que em qualquer dos casos acima referidos, permitindo mesmo rever-se como 'às' do ténis mundial, ainda que apenas por breves instantes...

Tal como muitos dos outros brinquedos de que aqui vimos falando, também as raquetes em plástico se encontram, ainda, disponíveis no mercado, mas em larga medida remetidas para 'sites' grossistas, sendo menos frequente encontrá-las no contexto da vida real. Ainda assim, tal como os outros 'kits' de pseudo-desporto, este é um produto relativamente intemporal, e que quiçá faça ainda as delícias das crianças da nova 'Geração Alfa', no intervalo entre dois vídeos de YouTube ou 'posts' nas redes sociais, durante um Sábado aos Saltos de sol...

08.02.25

NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Sexta-feira, 07 de Fevereiro de 2025.

Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Um dos primeiros diferenciais mencionados por quem tenha sido criança em finais do século XX, por comparação ao tempo presente, prende-se com a muito maior prevalência das brincadeiras de exterior, muitas das quais já abordadas ao longo do tempo de vida deste 'blog'. Embora as consolas e outros brinquedos tecnológicos já existissem, e fizessem parte da vida de muitas das crianças (em Portugal e não só), as mesmas tinham o seu 'tempo e espaço' na vida quotidiana da demografia em causa, sendo muitas vezes preteridas em favor de um Sábado aos Saltos com os amigos, na rua, jardim, parque infantil ou campo de futebol do bairro. E porque até no mais citadino dos ambientes estas brincadeiras implicavam um certo grau de sujidade, não era incomum ver, nos guarda-roupas das crianças da época, um conjunto de peças de roupa exclusivamente destinadas a serem utilizadas neste tipo de situação, ou seja, 'para bater'.

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Fossem 'jeans' ou jardineiras já algo coçados, ténis estalados ou rasgados ou 'sweatshirts' já quase sem cor, as vestimentas incluídas nesta categoria eram, invariavelmente, peças que os pais da criança não se importavam de ver ser 'destruídas' em jogos de futebol de rua em campos de terra batida, brincadeiras em parques infantis com chão de areia, 'aventuras' naturais em áreas de floresta, jogos tradicionais, idas à praia, colónias de férias e outras situações igualmente insalubres. Esta prática permitia, por sua vez, preservar as roupas mais novas ou em melhor estado, para que as mesmas pudessem ser usadas em Saídas ao Sábado mais urbanas ou formais, ou em eventos que requerissem um pouco mais de cuidado na apresentação.

Ao contrário do que sucede com muitas tendências aqui abordadas, é de duvidar que a prática aqui exposta tenha desaparecido por completo; afinal, independentemente da geração, as crianças nunca deixarão de se sujar, e é bem possível que a demografia agora em idade de ter filhos pequenos tenha assimilado e adoptado este 'truque' empregue pelos seus pais quando eles próprios eram crianças. A verdade, no entanto, é que, com cada nova geração a tornar-se mais sedentária, existe cada vez menos necessidade de pôr de lado roupas exclusivamente 'para bater', tornando possível que também este hábito comum há apenas algumas dezenas de anos venha, num futuro muito próximo, a perder totalmente a sua relevância e preponderância, passando a constituir pouco mais do que uma memória preservada pela última geração a verdadeiramente ter por hábito passar Sábados aos Saltos a brincar na rua...

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