13.12.25
NOTA: Este 'post' é respeitante a Quarta-feira, 10 e Quinta-Feira, 11 de Dezembro de 2025.
Os anos 90 viram surgir nas bancas muitas e boas revistas, não só dirigidas ao público jovem como também generalistas, mas de interesse para o mesmo. Nesta rubrica, recordamos alguns dos títulos mais marcantes dentro desse espectro.
Já aqui por várias vezes no passado recordámos autores de banda desenhada nacionais cujas carreiras lhes outorgaram maior ou menor grau de sucesso quer a nível nacional, quer internacional; agora, chega a vez de juntar a essa lista um criador cujo trabalho foi feito sobretudo 'nas sombras', mas sem o qual muitos dos nomes já aqui falados talvez nunca tivessem conseguido fazer despontar a sua carreira.

Falamos de Carlos Alberto Gonçalves, fundador e presidente do Clube Português de Banda Desenhada (cujo boletim também chefiou nos primeiros anos) que, ao mesmo tempo, exercia também funções no Correio da Manhã, tornando esta Quarta aos Quadradinhos também numa Quinta no Quiosque. E a verdade é que esta associação a um periódico de referência foi altamente benéfica para a BD portuguesa como um todo, já que, ao longo das quase duas décadas que passou naquele órgão de comunicação, Gonçalves esforçou-se por dar a conhecer nomes da cena, através de entrevistas e peças especializadas, tendo-lhes assim oferecido um 'palco' mais alargado e, potencialmente, novos leitores e seguidores, o que justifica a afirmação feita no parágrafo inicial deste texto. Este 'serviço de utilidade pública' estendia-se, aliás, também ao Diário Popular e à revista 'História', onde o jornalista e artista chegou a publicar uma série de artigos alusivos à História da banda desenhada em Portugal, e outra referente ao papel das mulheres na mesma.
Nem só de divulgação se ocupava Carlos Gonçalves, no entanto, já que o mesmo chegaria, ele próprio, a editar uma 'fanzine' nos anos de viragem do Milénio, ainda que esta não tenha passado dos oito números. Além disso, o seu nome surge frequentemente ligado a festivais e concursos de BD nacionais, normalmente na qualidade de organizador ou júri, posição em que pode fazer uso dos seus vastos conhecimentos e experiência no campo para aconselhar e criticar construtivamente jovens artistas – no fundo, uma extensão natural do trabalho que vem desenvolvendo desde os inícios de carreira, e que lhe vale o título de 'cronista' da banda desenhada nacional.





















