13.09.25
NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 11 de Setembro de 2025.
Trazer milhões de ‘quinquilharias’ nos bolsos, no estojo ou na pasta faz parte da experiência de ser criança. Às quintas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos brindes e ‘porcarias’ preferidos da juventude daquela época.
Eram um dos principais símbolos de 'status' do regresso às aulas – especialmente se viessem naqueles estojos grossos com uma imagem bonita no topo, mas também na sua forma mais simples, dentro de um invólucro plástico e com uma folha de cartão com a marca a tapar as tampas. E apesar de, invariavelmente, acabarem secos e sem tampa dentro de poucas semanas (senão mesmo dias, no caso de um tratamento especialmente descuidado) eram, até esse momento, um dos 'ex-libris' das mochilas da escola de crianças e jovens da idade pré-escolar até ao ensino secundário.

Falamos, claro, dos tradicionais marcadores, os 'todo-o-terreno' da arte infantil, já que requeriam menos precisão que os lápis de cor ou de cera, não precisavam de ser afiados como os primeiros, e duravam bastante mais do que os segundos, tornando-os ideais para crianças mais novas, menos pacientes ou simplesmente com menos talento para as artes. Mesmo quem tinha 'jeito', no entanto, não deixava de aproveitar qualquer oportunidade para comprar um estojo grande, com o espectro completo de cores (e, de preferência, da Molin) com o qual fazer inveja aos colegas de turma nas primeiras semanas do novo ano lectivo – única altura em que a maioria dos pais se mostrava disposta a fazer tal investimento, sendo que, em qualquer outra ocasião, o mais natural seria receber um estojo mais simples, de cores básicas, que fazia menos vista mas servia perfeitamente o propósito-base de pintar ou criar desenhos.
Fosse qual fosse o formato, no entanto, os marcadores formavam parte integrante do dia-a-dia de qualquer criança de finais do século XX e inícios do seguinte – e, apesar de longe da expressividade que outrora tiveram, continuam presentes no quotidiano escolar das gerações Z e Alfa, mostrando que, por mais tempo que passe, há conceitos e produtos que se afirmam como verdadeiramente imortais.


