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Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

10.06.21

NOTA: Este post é relativo a Quarta-feira, 9 de Junho de 2021.

Em quartas-feiras alternadas, falamos sobre tudo aquilo que não cabe em nenhum outro dia ou categoria do blog...

…como é o caso dos animais de estimação exóticos.

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Vocês também fariam esta cara, se só tivessem este espaço para viver...

Pois é, neste post abordamos um tópico um pouco mais sério, e que, felizmente, viu grandes avanços serem feitos desde a ‘nossa’ época – o dos espécimes exóticos vendidos como animais de companhia. E não, não estamos apenas a falar dos peixinhos de água quente tropicais, ou dos cães de raças estranhas; falamos, antes, daquele tipo de animais que nunca deveria ter sido comercializado para este fim, seja por requerer um tipo de tratamento muito específico, seja por não ser, de todo, adequado à vida num quarto de criança.

E se é verdade que em Portugal esta ‘moda’ não chegou a ser tão nociva quanto em outros países – nunca ninguém em Portugal tentou criar tigres ou chimpanzés como animais de casa, como ainda ocorre nos Estados Unidos – também não deixa de ser necessário lembrar o breve período em meados dos anos 90 em que muitas crianças recebiam animais como iguanas, araras ou esquilos (do tipo Tico e Teco, mas ainda assim um animal pouco recomendado a iniciantes) dos quais, na maioria das vezes, não sabiam nem estavam habilitados a cuidar. As iguanas eram particularmente populares, e juntamente com as araras e papagaios, eram presença regular em lojas de animais que vendessem animais vivos por esse país fora; escusado será dizer que muitas delas acabavam, rapidamente, nas mãos de quem as soubesse verdadeiramente cuidar…

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Não parece de todo o animal de companhia ideal, mas nós achávamos que era...

De facto, não só com as iguanas como com outras espécies, os resultados inevitáveis desta ‘moda’ infeliz eram a morte prematura do animal, o abandono ou cedência do mesmo, ou – na melhor das hipóteses – apenas a multiplicação daquilo que deveriam ser um ou dois animais em largas dezenas (por aqui, evitou-se por pouco uma situação assim, com esquilos que, supostamente, seriam ambos fêmeas…)

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Outro erro muito comum era ter Inseparáveis-de-Fischer sozinhos numa gaiola quando, como o nome indica, estes pássaros definham se não tiverem um par

Felizmente, esta foi uma tendência que, em Portugal, pouco durou; após alguns (poucos) anos, a criança portuguesa média voltou a cingir-se aos tradicionais cães, gatos, pássaros, peixes e ‘hamsters’ ou porquinhos-da-Índia, deixando os animais mais incomuns para os ‘especialistas’ no assunto (e há que ressalvar que mesmo estes animais menos controversos exigem, muitas vezes, que se saiba o que se está a fazer!) Ao contrário de outros países, onde a tendência ainda perdura (como os EUA ou o Reino Unido, onde as lojas de animais chegam a vender pequenos macacos, por exemplo), a ‘febre’ dos animais exóticos passou rápido a Portugal – e ainda bem!

Mesmo assim, nunca é demais relembrar esse curto período de tempo em que muitos de nós tiveram, ou quiseram ter, animais que não fazíamos ideia sobre como tratar – quanto mais não seja, para aprendermos com os nossos erros, e evitarmos que os nossos filhos venham, no futuro, a cometê-los novamente…

 

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