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Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

26.03.21

Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.

E uma coisa que todo o jovem que cresceu naquele período de tempo certamente recorda são as peças de roupa de contrafacção. Não, não são aquelas que passavam por reais entre os amigos do 6º ano – falamos daquelas que conseguiam a proeza de, simultaneamente, tentar ao máximo passar por autênticas, e não tentar o suficiente. Coisas com logotipos como estes:

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E estes são só os exemplos para a Adidas…

Das calças Abadas às t-shirts ReeCLOCK, mochilas Monte CARLO, chinelos PAMU e parkas DUCK, estes artigos fizeram parte integrante da infância da esmagadora maioria das crianças portuguesas dos anos 90, fosse por as verem nos expositores das já referidas barraquinhas, fosse por as terem e vestirem diariamente – afinal, a roupa de marca era cara, e acessível a ainda menos carteiras naquele tempo do que hoje.

O que muita gente não se lembra (ou talvez até se lembre) é de que havia basicamente três níveis de artigos de contrafacção. O primeiro eram aqueles artigos que enganavam 95% das pessoas, imitações quase perfeitas que só se acusavam nos detalhes (por exemplo, as camisolas No Fear vendidas por quase todos os vendedores ambulantes à época tinham um erro ortográfico no texto, mas eram em tudo o resto indistinguíveis das verdadeiras.)

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Esta é autêntica. As falsas diziam 'IS seems...'

O segundo tipo era o citado acima – peças que PARECIAM da marca, até se olhar para o logotipo, e que, depois disso, davam vontade de rir e, ao mesmo tempo, de dar uma palmadinha nas costas dos contrafactores, ao estilo ‘bom esforço, pá’.

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Estiveram lá quase...

Por fim, o terceiro tipo consistia daquelas peças que faziam o mínimo dos mínimos de esforço para enganar fosse quem fosse – por exemplo, aqueles famosos chinelos que tinham o triângulo cortado, ou o puma a saltar, e as letras na ‘font’ correcta (ou aproximada), mas que depois diziam apenas ‘SPORTS’ ou algo semelhante. Dessas, nem há fotos no Google, tal era o nível de 'cheapness'  da coisa - mas quem teve uns chinelos da loja dos 300, certamente saberá ao que este parágrafo se refere.

Escusado será dizer que quem tivesse o segundo ou terceiro tipo de ‘fake’, também precisava de ter muita auto-confiança ou de se saber defender do gozo na escola. Já o primeiro tipo chegava a ser cobiçado, porque muitos ‘putos’ da altura tinham, e como tal, os que não tinham acabavam por querer.

Hoje em dia, a indústria de contrafacção e imitação continua a existir, embora se tenha sofisticado, deixando de lado as marcas de desporto em favor de marcas de alta costura como a Emporio e a Dolce & Gabbana. As ‘fakes’ também já não têm o mesmo encanto, sendo agora mais cínicas, até mesmo quando são desastradas como aquelas antigas. Mesmo assim, de quando em vez, ainda aparece uma que nos faz recordar aqueles tempos mais simples e inocentes dos anos 90…

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E vocês? Tinham roupas ‘falsas’? Qual a vossa imitação favorita daquela época? Por aqui, ficamos com as calças de treino Abadas e os chinelos Pamu. Concordam? Discordam? Façam-se ouvir nos comentários!

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