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Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

17.02.23

Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.

Fevereiro é, tradicionalmente, o mês do Carnaval em Portugal – e, para a maioria das crianças (e também muitos adultos) esta festividade continua a ser associada, acima de tudo, com as máscaras e disfarces. De facto, o Carnaval suscita nos portugueses de uma certa idade o mesmo entusiasmo que o Halloween causa às crianças americanas, mau-grado a ausência de doces e guloseimas, sendo que qualquer 'puto' português que se preze tem a 'máscara' de Carnaval escolhida e planeada semanas antes do acontecimento. Mas se, na maioria dos casos, estes disfarces se limitam a 'fatiotas' compradas no hipermercado, supermercado ou drogaria do bairro, há pais (e miúdos) que vão um pouco mais adiante na sua dedicação ao disfarce de Carnaval (ou MENOS adiante, dependendo do ponto de vista) e acabam por criar os seus fatos de forma inteiramente caseira – não no sentido de os costurarem de raiz (embora isso também aconteça) mas simplesmente na óptica de os criarem utilizando uma mistura de artigos já pré-existentes e de fácil acesso.

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Assim, uma camisa de flanela, 'jeans' e um colete – mais umas pinturas a marcador e um chapéu de xerife ou semelhante – traduzem-se num 'fato' de 'cowboy' perfeitamente respeitável, enquanto que roupa totalmente preta, combinada com um qualquer tipo de máscara de cara inteira e uma espada de brincar, cria um fantástico disfarce de ninja; para as meninas, roupas de cores ou padrões mais garridos, juntamente com uma peruca e pinturas, também dão azo a 'fatiotas' originais, e que nada ficarão a perder ao lado das princesas e fadas 'de loja'. As famílias mais criativas, ou com mais tempo, chega(va)m mesmo a construir 'fatos' em cartão no formato daquilo que a criança queria ser – foguetão, unicórnio, sinal de trãnsito ou semelhante – enquanto que aqueles com maior acesso a tintas e pinturas podiam facilmente transformar o seu filho ou filha num animal selvagem ou personagem de filme de terror, criando um disfarce original e cujo principal dispêndio era de tempo, mais do que de dinheiro.

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Até um disfarce de Tartaruga Ninja pode ser feito em casa.

Com os fatos de Carnaval cada vez mais amplamente disponíveis e acessíveis no preço – tanto assim que os serviços de aluguer, populares nos anos 90, perderam preponderância – a prática de criar 'variantes' de disfarces de Carnaval 'feitas em casa' é cada vez menos necessária ou relevante; não há porque não acreditar, no entanto, que continuem a haver no nosso País famílias que – por terem menos recursos, ou simplesmente pela vontade de serem originais – continuem a 'engendrar' 'fatiotas' únicas a partir de objectos e peças de roupa caseiras, para que os seus filhos possam fazer um 'brilharete' na festa de Carnaval da escola...

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