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Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

07.04.23

Os anos 90 estiveram entre as melhores décadas no que toca à produção de filmes de interesse para crianças e jovens. Às sextas, recordamos aqui alguns dos mais marcantes.

O ano de 1998 pode ser considerado como assinalando o verdadeiro 'despontar' de Leonardo DiCaprio enquanto actor de 'primeira linha' em Hollywood; embora o bem-parecido jovem já contasse, à época, com alguns papéis dignos de nota (alguns, inclusivamente, aclamados pela crítica, como o do irmão do Gilbert Grape de Johnny Depp no filme homónimo) foi em finais de 1997 que o actor verdadeiramente 'explodiu' na cena cinematográfica, com a conquista do papel principal no mega-sucesso 'Titanic', ainda hoje uma das maiores receitas de bilheteira da História do cinema moderno.

Este novo estatuto trazia consigo, no entanto, um novo desafio: o de escolher entre a vertente de carreira como ídolo juvenil e a que conduzia ao reconhecimento como actor 'a sério'. A solução encontrada pelo jovem foi a de assumir uma posição de compromisso, não hesitando em fazer uso da sua aparência física para 'vender' filmes mas, ao mesmo tempo, entregando-se a projectos algo mais desafiantes do que as típicas comédias românticas que o 'rival' pelas afeições das jovens da época, Brad Pitt, vinha ainda fazendo. O primeiro desses projectos, que completa este fim-de-semana de Páscoa vinte e cinco anos sobre a sua estreia em Portugal, foi uma adaptação de um romance de Alexandre Dumas, onde DiCaprio encabeçava um elenco recheado de estrelas do calibre de Gérard Dépardieu, Jeremy Irons ou John Malkovich.

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Tratava-se de 'O Homem da Máscara de Ferro', obra do relativamente desconhecido Randall Wallace que chegava às salas portuguesas a 10 de Abril de 1998, e que trazia DiCaprio no papel do mítico prisioneiro francês do reinado de Luís XIV, o qual se vê a braços com os quatro famosos mosqueteiros do 'Rei Sol', aqui já bastante envelhecidos e interpretados com maestria por Irons, Malkovich, Dépardieu e Gabriel Byrne. Para crédito de DiCaprio, o mesmo não faz má figura frente a estes mestres da representação, conseguindo manter bem distintos os papéis do prisioneiro (conhecido apenas como Philippe) e do próprio Rei, seu irmão gémeo secreto. O resultado é um filme que, apesar de relativamente mal recebido pela crítica à época do seu lançamento, continua a afirmar-se como uma obra de qualidade um quarto de século após o seu lançamento, e que tem o mérito indelével de ter destronado 'Titanic' do seu hegemónico reino de seis meses sobre as bilheteiras norte-americanas. tendo-se assim DiCaprio 'substituído' a si mesmo no lugar cimeiro da tabela. Título bem merecedor, portanto, da distinção que lhe prestamos neste vigésimo-quinto aniversário do seu lançamento em Portugal, e que continua a constituir uma excelente opção para uma tarde ou noite de cinema em família.

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