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Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

22.03.21

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Qualquer jovem é, inevitavelmente, influenciado pela música que ouve – e nos anos 90, havia muito por onde escolher. Em segundas alternadas, exploramos aqui alguns dos muitos artistas que faziam sucesso entre as crianças daquela época.

E começamos essa nossa viagem musical pela década com um género que, não tendo surgido durante a mesma, se popularizou e ganhou uma denominação oficial naqueles anos. Falamos do estilo veiculado por nomes como Quim Barreiros, Emanuel (autor da música que deu nome ao género), Zé Cabra, Ágata, Romana ou Ruth Marlene – isto sem esquecer alguns representantes infantis, como o inesquecível Saúl Ricardo (hoje com 33 anos - já se sentem velhos?) ou a então teenager Ana Malhoa (cujo pai também tocava o mesmo estilo), ou ainda algumas ‘importações’, como Roberto Leal, Iran Costa ou Netinho.

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Alguns dos principais representantes masculinos do estilo

Pois é, hoje vamos falar da chamada música ‘pimba’ – ou, como era conhecida na época pré-Emanuel, música popular ou folclórica. Sim, aquele estilo que tirou a sua denominação da música ‘Pimba Pimba’, do referido Emanuel (a qual…já fazia tecnicamente parte do estilo…uh…Pimba-ception?) e que literalmente ‘roubava’ canções aos estilos equivalentes sul-americanos – nomeadamente o forró, o sertanejo, a llorona ou a música tipo mariachi – lhes reescrevia as letras (quando calhava…), e lhes adicionava umas belas batidas eletrónicas para fazer o povo todo saltar nas festas da aldeia. Hoje em dia, o ‘gamanço’ estende-se também a estilos como o funaná, a quizomba e o reggaeton, mostrando que a música pimba pode ser tão eclética quanto é foleira.

Quem, na altura, tinha menos de década e meia de vida, no entanto, não se importava muito com nada disso. O que interessava não era tanto a qualidade musical da coisa, como o facto de ser a – mexida, b – fácil de decorar e cantar e c – marota (o que, como se sabe, é fator decisivo para se gostar ainda mais de uma coisa aos 10 anos.) Esta combinação de fatores, mais a boa e velha exposição mediática (nos programas da tarde ou especiais de Verão), fazia com que qualquer criança conhecesse, pelo menos, os maiores hits do Emanuel e do Quim Barreiros, mais qualquer que fosse a música daquele mês ou daquele Verão (quem se lembra do ‘É o Bicho’, ‘O Tchan’, ‘Oh Mila’, e tantos outros desse tipo?) Pior – a maioria AINDA HOJE se lembra dessas músicas, feitas para serem descartáveis, mas que claramente falharam nessa sua missão.

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Nem é preciso pôr o vídeo - só de verem esta imagem, já estão a cantar, certo?

Escusado será dizer que muito poucos desses artistas sobrevivem até aos dias de hoje. Tirando os ‘dinossauros’ como Marco Paulo e Quim Barreiros, e aqueles que deixaram descendência (Mickael Carreira…medo!), a maioria já há muito que caiu na obscuridade – por muito que os seus maiores sucessos continuem a ser parte da consciência popular. Ainda assim, é interessante – mesmo que levemente deprimente – perceber o que as crianças dessa época ouviam, depois de saírem da fase Onda Choc / Ministars, mas antes de os seus gostos se virarem para estilos mais ‘a sério’.

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Três gerações de Malhoas, juntos em palco (e um belo pretexto para pôr uma foto da Ana no blog.)

E vocês? Quem era o vosso artista ou música pimba favoritos? (Não façam de conta que não ouviam. Não cola. Ouviam. Nem que fosse na escola.) Deixem a vossa confissão nos comentários!

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