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Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

24.04.23

Em Segundas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das séries mais marcantes para os miúdos daquela década, sejam animadas ou de acção real.

A par do Dragon Ball Z, Samurai X ou das Tartarugas Ninja, os Power Rangers estão entre as propriedades nostálgicas mais recordadas e acarinhadas pela geração nascida e crescida entre finais da década de 80 e inícios da seguinte, os quais tinham precisamente a idade certa para se deixarem apaixonar pela série original aquando da sua chegada a Portugal, em 1996. O que muitos dos que gritavam 'Transmorfar!' no recreio da escola talvez não saibam é que o referido programa nunca deixou de ser produzido desde a sua aparição original nos EUA, tendo já sido propriedade da Saban, da Disney e da Hasbro, actual detentora dos direitos da franquia.

De facto, apesar da quase total irrelevância da 'marca' Power Rangers durante grande parte do período compreendido entre o final de 'Power Rangers Turbo' e a primeira vaga de séries da Disney, foi produzida praticamente uma série por ano, muitas delas, inclusivamente, bem recebidas pela base de fãs; é assim que, em 2023, a franquia comemora o trigésimo aniversário não só da estreia nos EUA da sua primeira série, 'Mighty Morphin'' (a mais conhecida e quase sinónima com o programa em si na mente de muitos fãs mais 'casuais') como também da sua própria existência enquanto produto mediático. E os produtores decidiram assinalar 'em grande' esta marca histórica, presenteando os fãs com um novo episódio especial protagonizado pelos heróis originais que tanta admiração causavam às crianças noventistas.

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Intitulado 'Mighty Morphin' Power Rangers: Once and Always' (algo como 'Power Rangers: Outrora e Para Sempre' em português), o especial de cerca de uma hora de duração, que estreou na semana transacta em exclusivo na popular plataforma de 'streaming' Netflix, vê uma amálgama de 'Rangers' das primeiras duas gerações do grupo (os originais Billy e Zack, e os 'substitutos de luxo' Rocky, Cat e Aisha) regressar ao activo para combater uma versão robótica da icónica vilã Rita Repulsa, cuja 'essência maligna' infiltrou o não menos icónico robô Alpha-5 (ele do bordão 'Ai-ai-aiiii!'). As coisas complicam-se, no entanto, quando 'Alpha-Rita' rapta três dos 'Rangers' com o intuito de usar a sua energia como combustível para uma máquina maligna, cabendo a Billy, Zack e à filha adolescente da 'Ranger' amarela original, Trini, impedir que este plano se concretize.

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A equipa de 'Rangers' do filme, reduzida e envelhecida, mas ainda bem capaz de dar conta do recado.

Uma história bem ao estilo das séries originais em que estes actores participaram (podia perfeitamente ser o enredo de um qualquer episódio da época) e que serve de pretexto para revisitar Angel Grove e alguns dos seus mais memoráveis locais, como o bar de sumos e batidos onde os jovens sempre se reuniam antes do ataque dos monstros de Rita; e apesar de se sentir a falta de alguns elementos (nomeadamente dos restantes actores originais que não puderam ou quiseram participar, tanto no caso da equipa de 'Rangers' como de personagens como Zordon, Lord Zedd ou a dupla cómica Bulk e Skull) o produto final consegue, ainda assim, a rara proeza de ser uma homenagem que consegue o seu objectivo – nomeadamente, o de oferecer uma hora de nostalgia aos fãs da série original, capturando perfeitamente o espírito da mesma e permitindo-lhes acompanhar, uma última vez, personagens também eles envelhecidos, mas ainda capazes de suscitar as mesmas emoções que então,

Vale, pois, a pena procurar o especial no Netflix ou, em alternativa, ver um dos muitos vídeos de YouTube em que fãs da série 'dissecam' esta nova produção – ainda que, infelizmente, não seja possível vê-lo com a icónica e incontornável dobragem portuguesa da série original... Entretanto, resta dar os parabéns à franquia Power Rangers, e desejar que a mesma continue a cativar gerações vindouras por muitos e bons anos, independentemente da relevância cultural de que possa gozar.

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