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Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

10.12.22

As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados (e, ocasionalmente, consecutivos), o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais e momentos.

Numa altura em que se entra oficialmente na contagem decrescente de duas semanas até ao Natal, e em que a maioria das famílias (em Portugal e não só) se encontra em plena fase de preparativos para a Consoada, nada melhor do que recordar uma tradição que entusiasmava qualquer criança de finais dos anos 90 e inícios de 2000, e que as mudanças sociais tornaram algo menos frequente: a compra de uma árvore de Natal 'a sério'.

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Uma visão em tempos habitual, e hoje quase desaparecida da sociedade portuguesa

Quem viveu em ambiente citadino, em particular, certamente recordará a visão de um vendedor ambulante sentado (ou de pé) numa qualquer esquina de rua, rodeado de pinheiros de aspecto mais ou menos viçoso, prontos a serem adquiridos e levados para casa para propósitos de decoração. Raras vezes autorizados a ali estar – sendo, também, questionável a legalidade do abate das árvores que vendiam – estas figuras não deixavam de fazer parte integrante da experiência natalina de milhares de jovens portugueses da época, sendo tão expectável e emocionante como as iluminações ou os carrinhos de castanhas. Isto porque, apesar de não serem, de todo, baratas, as árvores 'a sério' eram bastante mais entusiasmantes de decorar e exibir do que as suas congéneres artificiais, ainda que houvesse também que ter em conta as necessidades de manutenção da mesma, tanto durante a sua 'estadia' na sala de estar – quem teve uma árvore destas, certamente se lembrará de ver o chão repleto de caruma – como após a Consoada, quando era preciso colocá-la na rua para ser deitada fora. Ainda assim, apesar destas particularidades, poucas famílias havia, à época, que desperdiçassem a oportunidade de obter uma destas árvores, por oposição á alternativa em plástico.

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Hoje em dia, as árvores naturais são sobretudo vendidas por superfícies especializadas.

Conforme já referimos, no entanto, as mudanças de mentalidade social – e de disposições legais – ditaram que, a partir dos primeiros anos do Novo Milénio, a presença dos referidos vendedores nas ruas portuguesas se reduzisse significativamente, até os mesmos desaparecerem por completo; mesmo em outros países, como o Reino Unido, a compra de árvores naturais passou a ser feita de forma bastante mais regulada, em grande parte através de retalhistas especializados e grandes superfícies, eliminando quase por completo os antigos vendedores 'particulares'. Ainda assim, quem viveu aquela época e se recorda de comprar uma árvore a um destes indivíduos, certamente sentirá alguma nostalgia em relação àquele que é mais um elemento para sempre desaparecido da vida quotidiana portuguesa de finais do século passado...

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