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Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

26.03.22

As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados (e, ocasionalmente, consecutivos), o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais.

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Não são todas as crianças que gostam de ler, mas para aquelas que gostam, uma ida à biblioteca é (ou era) uma Saída de Sábado tão válida quanto uma ida ao jardim ou ao parque infantil. Aquelas prateleiras atrás de prateleiras, cheias de segredos, aventuras, surpresas e mistérios prestes a serem revelados (quer 'in loco', quer mais tarde, com calma, em casa) conseguiam, no contexto certo, surtir o mesmo efeito de um corredor de hipermercado ou loja de brinquedos – até porque, para quem tem apetência para a leitura, os livros acabam por quase ser brinquedos...

Até mesmo quem não era muito de leituras, no entanto, tinha na biblioteca (quer municipal, quer de bairro ou até no contexto da escola) motivos de algum interesse, fossem os computadores de uso (quase) livre – durante muito tempo, a única forma de acesso à Internet para muitos jovens portugueses – fossem as pequenas, mas honestas, secções de filmes e CD's de música, onde se podia, com sorte, descobrir um novo filme para ver numa sexta à noite (sem que para isso fosse necessário ir ao videoclube) ou um álbum nunca antes ouvido de um artista favorito. Muitas bibliotecas tinham, ainda, arquivos de revistas de interesse cultural e científico, pelo que quem gostava de passar uma tarde a folhear volumes desse tipo acabava também, muitas vezes, por se inscrever para um cartão na biblioteca local.

Em suma, na sua essência, as bibliotecas (as quais existiam, e continuam a existir, na maioria das povoações portuguesas acima de um certo tamanho) serviam como um repositório de informação gratuita e acessível a qualquer instante – um papel que a então incipiente Internet estava ainda a algumas décadas de vir a desempenhar. Num mundo em que o Google não só existe, como é quase sinónimo com pesquisas de todos os tipos – e em que a maioria dos lares portugueses tem pelo menos um dispositivo capaz de aceder à Internet – este tipo de estabelecimento encontra-se, a par dos videoclubes e salões de jogos, numa rápida e inexorável espiral rumo à obsolescência, subsistindo hoje muito à custa de um público mais envelhecido e tradicionalista, bem como de eventos temporários, como exposições. Quem, nas décadas a que este blog remete, gostava de ler, de filmes ou de descobrir novos artistas musicais, no entanto, não esquecerá o papel e a influência que a 'sua' biblioteca, por muito humilde que fosse, desempenhou no cultivar desse gosto durante os seus anos de infância – razão mais que suficiente para que lhe sejam dedicadas estas breves linhas...

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