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Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

31.07.21

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos e acessórios de exterior disponíveis naquela década.

E num dia de vento intense, nada melhor do que recordar a atividade preferida de quem tinha à mão um espaço aberto – preferencialmente uma praia – e um adulto para supervisionar.

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Sim, apesar de nunca terem atingido os níveis de popularidade de que gozavam em países como o Brasil – onde são quase uma tradição sazonal – os papagaios de papel também tinham os seus fãs entre o público jovem em Portugal; o passatempo só não teria maior adesão entre esta faixa etária devido à dificuldade em encontrar papagaios à venda, e em especial, modelos economicamente acessíveis. Muito do pouco que existia era caro e de cariz quase ‘profissional’, longe das posses dos principais interessados, e muitas vezes, também das suas famílias. Havia, é claro, lojas que vendiam papagaios mais baratos, e declaradamente dirigidos a um público infanto-juvenil, mas os mesmos estavam longe de ser visão comum nos estabelecimentos normalmente frequentados por esta mesma demografia. O facto de também não haver, em Portugal, a tradição de construir o seu próprio papagaio – como existe no referido Brasil, por exemplo – também contribuía para tornar este tipo de actividade de exterior algo menos difundida do que poderia ter sido.

Talvez por isso, quem conseguia adquirir um papagaio e – mais importante – pô-lo a voar dava ainda mais valor à experiência de ver aquele bocado de plástico ou tecido colorido a esvoaçar lá em cima, na ponta de uma guita paciente e cuidadosamente desenrolada pelo próprio, ou pelo seu adulto responsável. Até mesmo o simples acto de ver outro ‘sortudo’ pôr o papagaio dele lá em cima era um momento verdadeiramente memorável – até por não ser frequente – e que nos fazia compreender porque é que esta actividade era tão popular em países onde o vento se faz sentir com mais frequência do que por estas paragens.

Hoje em dia, os papagaios continuam a não ser um passatempo especialmente popular no nosso país, ficando o seu protagonismo reservado, sobretudo, ao festival temático realizado em Alcochete. Ainda assim, quem teve oportunidade de o experimentar durante a infância, certamente saberá o quão especial o mesmo conseguia ser…

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