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Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

05.06.21

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos e acessórios de exterior disponíveis naquela década.

E porque por estes dias se disputa um Campeonato Europeu – no caso, de sub-21 – nada melhor que recordar um produto que fazia as delícias dos pequenos fãs de futebol sempre que uma destas competições se avizinhava – a  boa e velha bola com bandeiras dos países.

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Um ‘clássico’ das grandes superfícies nos anos 90, estas bolas faziam parte da vasta categoria de ‘quase oficiais’ – isto é, eram *quase* do tamanho e peso certos para serem bolas de futebol ‘verdadeiras’, sem nunca atingirem verdadeiramente esse limiar. Quem alguma vez jogou com elas – e teremos decerto sido muitos – com certeza se lembrará do comportamento das mesmas ao serem chutadas, que ficava algures entre uma ‘bola de balão’ mais pesada e uma bola de futebol verdadeira menos dura. Esta característica, aliás, fazia também com que estas bolas fossem ideais para jogos e actividades ao estilo ‘vólei’, já que a bola não doía tanto ao contactar com a mão como as verdadeiras bolas de voleibol, e não ‘voava’ tanto como as de balão.

Não é, no entanto, por nenhuma destas características que estas bolas são recordadas ainda hoje; o principal ‘claim to fame’ das bolas de futebol de países era o facto de, após alguns (poucos) usos, os bonitos painéis com as bandeiras dos referidos países – que tão atractivas tornavam estas bolas para a maioria das crianças – se começarem, aos poucos e poucos, a soltar. Ao princípio, nem se notava; era apenas um ‘descascanço’ aqui ou uma falha no couro ali, coisas normais de uso. Mais uns jogos, e caía o primeiro painel; sem problemas, ainda estão os outros todos, e pelo menos não foi o de Portugal que caiu primeiro. Só que, de losango em losango, iam-se todos soltando, e quando voltávamos a olhar tínhamos uma bola já meio ‘depenada’, e com a borracha toda a ver-se; o fim da história, claro, já todos o conhecemos…

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Ainda assim, com a sua óptima combinação de preço baixo e aspecto atractivo, as bolas de países acabavam por ser um bom investimento; primeiro, porque a maioria das crianças continuava a usar a bola mesmo depois de ‘descascada’ (só se deitava uma bola fora quando a câmara de ar se furava) e, em segundo, porque as bolas eram tão baratas e comuns que, mesmo durando pouco, eram fáceis de repor – bastava acompanhar os pais ao hipermercado mais próximo e sair de lá com uma, novinha, reluzente, e pronta a ‘rebentar’ em jogos diários com os amigos, na rua ou no pátio da escola.

Hoje em dia, estas bolas foram substituídas por outros modelos, nomeadamente a popular bola com as cores da bandeira nacional; para a maioria das crianças dos anos 90, no entanto, a bola das bandeiras foi, e provavelmente continuará a ser, A bola, protagonista de muitas e saudosas memórias dos jogos de futebol no recreio – com ou sem os losangos todos no sítio...

 

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