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Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

Portugal Anos 90

Uma viagem nostálgica pelo universo infanto-juvenil português dos anos 90, em todas as suas vertentes.

08.07.21

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

A maioria das crianças gosta de chupa-chupas. A maioria das crianças também gosta de brinquedos e acessórios que lhes permitam fazer muito barulho sem grande esforço, como apitos. Era apenas uma questão de tempo até alguém juntar as duas ideias e criar um sucesso de vendas. Nos anos 90, esse ‘alguém’ acabou por ser a espanhola Chupa Chups, que lançava no mercado os seus Melody Pops, também conhecidos pela sua designação alternativa de ‘chupas de apito’.

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O conceito deste doce era único na sua simplicidade: cada Melody Pop era, basicamente, um mini-apito – daqueles compridos e longos estilo flauta, não dos de polícia ou árbitro desportivo - mas feito de doce com sabor artificial de morango, em vez de plástico ou metal. A criança podia, pois, unir o útil ao agradável, fazendo tanto ‘estardalhaço’ quanto quisesse (ou quanto o mecanismo básico de ‘ar pela ranhura’ do apito permitisse) enquanto saboreava um chupa-chupa acima da média, como era apanágio da Chupa Chups. Só era preciso ter cuidado para não cair na tentação de trincar o topo do chupa-chupa – caso contrário, passar-se-ia a ter ‘apenas’ um doce, em vez do apelativo dois-em-um inicial…

Mesmo tendo isto em conta, o grau de popularidade destes doces entre o público-alvo não era, de todo, de estranhar; antes pelo contrário, curioso seria se estes doces NÃO tivessem pegado entre as crianças e jovens. Numa era em que a Chupa-Chups procurava inovar o mercado dos doces – era, também, da marca espanhola o outro grande ‘chupa’ memorável da década, o Push Pop – os ‘chupas de apito’ foram, sem dúvida, um excelente acrescento às escolhas já disponíveis nos balcões e prateleiras de estabelecimentos Portugal fora, e os números de vendas provavam isso mesmo. Tanto assim que não tardaram a surgir chupa-chupas de apito de ‘marca branca’, conceptualmente funcionais, mas de acabamento e apresentação menos cuidada, os quais se podiam muitas vezes encontrar entre as gomas e os chupa-chupas azedos, em tabacarias e cafés de Norte a Sul do País.

Qualquer que fosse a versão consumida – e a ‘marca branca’ devia surpreendentemente pouco à oficial, diga-se de passagem – uma coisa é certa: os Melody Pops e outros ‘chupas de apito’ foram um dos principais elementos de uma ‘época de ouro’ no que toca  a doces industriais em Portugal, e mereciam ser tão lembrados quanto os igualmente saudosos Push Pops. Talvez esta pequena homenagem neste nosso blog em ascensão ajude a pôr em marcha um reviver deste populares ‘pirulitos’; ou, se não, pelo menos deu para recordar um doce que muitos de nós adorávamos, e gostávamos de ver regressar…

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