11.08.25
Com os 'posts' de Julho todos em dia, fomos de férias em Agosto (caso ainda,não tivessem entendido). Voltamos em Setembro, com a inspiração recarregada. Até lá!
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11.08.25
Com os 'posts' de Julho todos em dia, fomos de férias em Agosto (caso ainda,não tivessem entendido). Voltamos em Setembro, com a inspiração recarregada. Até lá!
03.08.25
NOTA: Este 'post' é respeitante a Sexta-feira, 01 de Agosto de 2025.
Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.
Quem tinha telemóvel nos primeiros anos desta tecnologia – ali por meados dos anos 90 – não as dispensava; afinal, era necessário proteger a todo o custo aquele novo e dispendioso objecto tecnológico especificamente concebido para ser levado para todo o lado. A solução passava, claro, por um pedaço de tecido, malha ou plástico, dentro do qual se colocava o telefone, e que podia depois, conforme o modelo, ser acoplado ao cinto ou colocado à volta do pescoço ou do pulso, ou mesmo dentro do estojo de lápis ou da mochila.

Uma bolsa contemporânea, mas em tudo semelhante às clássicas.
Falamos, claro está, das capas de telemóvel, um dos mais icónicos adereços da segunda metade dos anos 90, e um dos poucos que era transversal a todas as demografias e estatutos sociais, ainda que em 'variantes' distintas. Os adultos, sobretudo aqueles cujas carreiras profissionais implicavam movimentações constantes ou trabalho manual, escolhiam as lendárias bolsinhas de tampa preta e frente transparente, com um gancho para prender ao cinto ou presilha das calças de ganga, normalmente na zona directamente acima do bolso; já os jovens preferiam as referidas bolsas tricotadas, muitas vezes com padrões ou desenhos apelativos, e que se podiam depois pendurar de onde se quisesse, evitando assim que o telemóvel desse um 'tombo' inesperado e se partisse ou avariasse.

O clássico modelo para prender ao cinto ainda existe, embora hoje em dia já sem a frente transparente.
Fosse qual fosse a variante escolhida, era raro o telemóvel que não era transportado dentro de uma destas 'bolsinhas', servindo as mesmas, inclusivamente, como símbolo do estilo pessoal e preferência estética do portador - pelo menos no caso dos jovens, para quem era tão importante ter uma bolsa de telemóvel 'fixe' quanto uma das não menos icónicas capas para a traseira do aparelho, popularizadas pelos modelos clássicos da Nokia. Assim, numa altura em que o formato dos telemóveis se tornou pouco compatível com este tipo de acessório, torna-se pertinente recordar tempos mais simples, em que a cobertura exterior de um telefone móvel era tão ou mais importante do que o modelo ou especificações do mesmo, e podia, por si só, ditar o posicionamento social de um jovem na comunidade escolar ou grupo de amigos...
03.08.25
NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 31 de Julho de 2025.
Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.
Trazer milhões de ‘quinquilharias’ nos bolsos, no estojo ou na pasta faz parte da experiência de ser criança. Às quintas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos brindes e ‘porcarias’ preferidos da juventude daquela época.
Embora as promoções e brindes fossem um dos grandes 'pilares' do comércio alimentício dirigido às crianças e jovens, a Olá tendia a demarcar-se das congéneres Matutano, Panrico, Cuétara, Nestlé, Kellogg's, Danone ou Longa Vida pelo facto de fazer pouco ou nenhum uso deste recurso. De facto, não há, mesmo até hoje, memória de um concurso promovido pela marca de gelados, e a única verdadeira instância de 'brindes' a acompanhar os seus gelados deu-se há exactos vinte e cinco anos, no primeiro Verão do Novo Milénio (ou último do anterior, dependendo da perspectiva.) É a essa iniciativa que dedicaremos mais este post duplo no Anos 90.

Cartaz da Olá do ano 2000, com referência à promoção em causa.
À primeira vista, os Clikits nem pareciam ter grande interesse, sendo apenas uma variante do tradicional 'pauzinho' de madeira feita de plástico colorido e segmentado. Era apenas quando se ficava ciente das possibilidades destes paus que o génio da promoção se revelava. Isto porque os Clikits (disponíveis em dois dos gelados mais expressamente dirigidos a crianças, o Super Maxi e o Perna de Pau, bem como no tradicional gelado de laranja 'sem nome') podiam ser interligados para construir formas e padrões simples, mas ainda assim suficientes para divertirem qualquer jovem e incentivarem ao coleccionismo – além, claro, do maior consumo de gelados, por forma a conseguir mais pauzinhos para as suas construções. Uma estratégia inteligente, e que terá certamente visto aumentar os volumes de vendas dos gelados em causa ao longo daquele Verão.
Fica, pois, a dúvida sobre porque razão a Olá não voltou a tentar uma iniciativa deste tipo, preferindo regressar à sua estratégia clássica, com base no reconhecimento da marca e da respectiva qualidade. O facto de os Clikits não fazerem parte da memória nostálgica das gerações 'millennial' e 'Z' (os 'X' eram já um pouco 'crescidos') pode, no entanto, servir de indicação quanto à razão para tal tentativa não se ter repetido. Ainda assim, e apesar da curta duração, a promoção Clikits teve, sem dúvida, o seu valor, provando que – apesar de largos passos atrás das 'rivais' – a Olá era, também, capaz de levar a cabo algo deste tipo de forma relativamente bem-sucedida, e justificando esta breve recordação, no Verão em que se completa um quarto de século sobre a sua efémera presença no mercado nacional.
02.08.25
NOTA: Este 'post' é respeitante a Quarta-feira, 30 de Julho de 2025.
A banda desenhada fez, desde sempre, parte da vida das crianças e jovens portugueses. Às quartas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos títulos e séries mais marcantes lançados em território nacional.
O sucesso da recém-estreada reinvenção cinematográfica do eterno Super-Homem – considerada por muitos fãs como a melhor representação do herói no grande ecrã desde os saudosos filmes de Richard Donner – parece ter revitalizado a presença mediática e cultural do homem de Krypton, constituindo uma espécie de 'ressurreição' do personagem para uma nova geração. Nada melhor, pois, do que aproveitarmos o continuado momento cultural de Clark Kent/Kal-El para recordarmos o momento, em meados dos anos 90, em que os bedéfilos portugueses presenciaram aquilo que parecia impossível e inimaginável: a morte do Super-Homem.



Os diferentes volumes da saga.
Originalmente lançada ao longo de quase um ano, entre 1992 e 1993, a saga que relatava a mais pesada derrota do 'pai' dos super-heróis surgia nas bancas portuguesas mediante uma série de edições especiais, há cerca de trinta anos. A primeira parte da narrativa era contada num único album, em formato convencional mas de grossura dupla em relação ás revistas 'normais' da Abrile com brilho na capa, no qual era mostrada a chegada do monstro Apocalipse à Terra, a feroz batalha com ele travada pelo Homem de Aço, e o eventual sacrifício do mesmo como única forma de parar a perigosa criatura – um desfecho verdadeiramente inesperado (mesmo tendo em conta o título do volume) e muito comentado pelos leitores e fãs do herói.
A saga em causa estava, no entanto, longe de acabar e, enquanto os restantes heróis prestavam sentida homenagem ao seu colega caído com um 'Funeral Para Um Amigo' (em mais dois álbuns especiais, estes apenas de lombada grossa, semelhante à de um almanaque, e sem a capa 'especial' do primeiro volume), o homem de Krypton encontrava-se 'Além da Morte', num estado comatoso e alucinogéneo. Entretanto, na Terra, quatro novos heróis continuavam o seu legado, e procuravam consumar 'O Regresso do Super-Homem', num regresso aos álbuns em formato grosso e com capas trabalhadas (no caso três). Uma sequência absolutamente imperdível para qualquer fã de Kent/El, e que mudava a própria configuração de edições da Abril, a qual, após concluída a saga, reiniciaria a numeração das revistas do Homem de Aço a partir do número 1 e introduziria a nova publicação 'Superboy', dedicada ao mais popular dos quatro pseudo-Super Homens, um clone juvenil do próprio com o tipo de atitude 'radical' bem típica dos anos 90.
Mesmo sem esse acrescento ao já extenso acervo da magnata dos quadradinhos portugueses da época, no entanto, 'A Morte do Super-Homem' e volumes subsequentes representam um evento absolutamente histórico da BD, o qual teve, em Portugal, uma edição condigna à importância que acarretava – algo que nem sempre se podia dizer dos volumes supostamente 'especiais' lançados pela Abril. Assim, mesmo três décadas após o seu surgimento nos quiosques e tabacarias nacionais, esta série de volumes continua a justificar a leitura ou releitura, afirmando-se como um dos poucos lançamentos da Marvel ou DC da época a granjear esse estatuto, e justificando esta breve nota sobre a sua existência, numa altura em que Clark Kent e companhia estão mais longe da morte do que estiveram a qualquer ponto dos últimos trinta a quarenta anos...
01.08.25
NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Terça-feira, 29 de Julho de 2025.
A década de 90 viu surgirem e popularizarem-se algumas das mais mirabolantes inovações tecnológicas da segunda metade do século XX, muitas das quais foram aplicadas a jogos e brinquedos. Às terças, o Portugal Anos 90 recorda algumas das mais memoráveis a aterrar em terras lusitanas.
Apesar de estarem entre os personagens mais respeitados e apreciados entre a equipa da própria Marvel, o Quarteto Fantástico nunca conseguiu, entre os fãs mais casuais, o tipo de projecção almejado por congéneres como o Homem-Aranha ou os X-Men. Prova disso é o facto de, apesar de ir já na sua terceira adaptação cinematográfica (estreada em Portugal há cerca de uma semana) a 'família disfuncional' por excelência gozar de um volume de 'merchandising' significativamente mais reduzido que o dos outros nomes citados, sendo um dos exemplos mais flagrantes o facto de, numa década em que a Marvel 'inundava' as prateleiras de títulos interactivos, os personagens em causa apenas terem tido direito a protagonizar por si mesmos um único videojogo durante a 'era de ouro' dos videojogos – já que o único outro título até então licenciado à franquia, 'Silver Surfer', para a Nintendo 8-bits, dava o foco àquele que era apenas um personagem periférico no universo do Quarteto.

Lançado na Europa há quase exactos vinte e oito anos, em Agosto de 1997 (curiosamente, um mês ANTES do lançamento na América do Norte, numa clara subversão do padrão habitual), 'Fantastic Four' surgia em exclusivo na PlayStation – à época já 'rainha' da quarta geração de consolas – mas propunha uma experiência mais típica das consolas de '16-bit' da vaga anterior, próxima da que fizera o sucesso das franquias 'Final Fight', 'Streets of Rage', 'Double Dragon' ou 'Golden Axe'. No papel dos quatro heróis do grupo – cada qual, evidentemente, com características distintas que influíam directamente na jogabilidade – entre os quais podia alternar a qualquer momento, o jogador tinha como missão derrotar levas sucessivas de inimigos numa determinada área, de modo a poder aceder à seguinte, e assim por diante até ao final de cada área, em que os heróis devem fazer frente a um dos seus icónicos inimigos.

Uma premissa simples, mas que, conforme anteriormente notado, pode proporcionar uma experiência memorável e potencialmente icónica; o problema é que, neste caso, mesmo a própria companhia responsável pelo jogo (a Acclaim de 'Mortal Kombat', também responsável pela controversa adaptação digital d''O Corvo') estava insatisfeita com o jogo, que apenas foi finalizado e lançado por obrigações contratuais, tendo a planeada versão para Sega Saturn sido mesmo cancelada e abandonada. Este procedimento teve, como é natural, impacto na recepção ao jogo, considerado à época como um dos piores da consola da Sony tanto pelos fãs como pela crítica, e hoje votado ao esquecimento por entre as dezenas de clássicos lendários disponíveis para a consola - um fim algo inglório para a única aventura interactiva de um grupo de heróis que, apesar da ilustre 'carreira' e da reputação de que gozam entre os aficionados de banda desenhada, nunca conseguiu verdadeiramente sair desse 'nicho' e encontrar o seu lugar ao Sol. Resta esperar, pois, que 'Quarteto Fantástico – Primeiros Passos' consiga reverter essa tendência, e afirmar-se finalmente como a obra de 'afirmação' da 'Família Real' da Marvel...
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